sábado, 6 de novembro de 2010

PDG alcança venda de R$ 4,7 bi no ano

Em um ano de explosão de vendas no mercado imobiliário, olhares atentos de investidores se voltam para as empresas de capital aberto: os resultados das grandes conseguem refletir, na mesma proporção, o aquecimento do setor? Maior incorporadora do Brasil após a compra da Agre, a PDG Realty antecipou-se e segundo dia útil do mês apresentou os números do terceiro trimestre ao mercado.

Sim, a empresa mostra que o seu desempenho operacional responde à forte demanda. Mesmo com Copa do Mundo e eleições, a empresa vendeu R$ 1,85 bilhão em imóveis entre julho e setembro, o que representa alta de 39,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 19% sobre o segundo trimestre deste ano - que já tinha sido recorde. Nos primeiros nove meses do ano, a PDG Realty vendeu R$ 4,7 bilhões, 59,3% acima de janeiro a setembro de 2009. No ano passado inteiro, sem a Agre, a PDG vendeu R$ 2,6 bilhões. Além dos acionistas, o desenrolar da operação de PDG é avaliada com lupa pela concorrência - que ensaia um novo movimento de consolidação. O ganho de escala e o volume passaram a ser fundamentais para o setor, que exige alto capital de giro. E os números mostram também que a compra da Agre, empresa de histórico complicado que reunia três ativos com problemas e dívidas - Agra, Klabin Segall e Abyara - alavancou, de fato, a operação da PDG. "A compra da Agre fez diferença", diz Zeca Grabowsky, presidente. Embora tenha contaminado o balanço da PDG com uma dívida maior - com boa parte já renegociada - e margem líquida menor, o gigantismo da nova operação não tornou a empresa mais morosa. A velocidade de vendas atingiu 33% no terceiro trimestre, acima dos dois trimestres anteriores. Com os terrenos herdados da soma de Agra, Abyara e Klabin Segall - apesar das pendências financeiras, as empresas sempre foram reconhecidas pela qualidade dos ativos -, a companhia conseguiu lançar, apenas no terceiro trimestre, R$ 2 bilhões em 67 novos empreendimentos e atingiu 70% do volume total de lançamentos previstos para o ano. Se repetir o desempenho deste trimestre no próximo, chega aos R$ 7 bilhões, ponto médio do chamado "guidance". "Estamos numa posição confortável", avalia Grabowsky. O executivo acredita que, com a economia aquecida, a partir do dia 10 de dezembro seja mais complicado vender imóveis. "Já aconteceu no ano passado. Fica difícil concorrer com o shopping nesse período", diz. A nova operação colocou a PDG no mercado nordestino, algo que a companhia não tinha conseguido fazer - e faltava em uma empresa do porte que a PDG almejava alcançar. Chegou muito perto de fechar a aquisição da sergipana Norcon, mas voltou atrás. Com isso, a companhia conquistou uma diversificação geográfica maior. Hoje, está em 25 cidades e nove estados, ainda menos do que empresas menores, mas que iniciaram o processo antes, como a Rossi , o que ganha importância em tempos de dificuldades para desenvolver mercados como São Paulo e Rio. "As duas cidades continuam com as melhores velocidades de vendas, mas para conseguir lançar R$ 2 bilhões em um trimestre, é preciso ter uma plataforma espalhada." A "nova" PDG também perdeu o apelo de empresa de baixa renda e se posiciona para a classe média. Do total lançado, 82% está em imóveis de até R$ 500 mil (limite máximo do SFH). Dentro do segmento econômico (abaixo de R$ 250 mil), 63% são elegíveis ao programa Minha Casa, Minha Vida. Fonte:Newmark Knight Frank


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Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.