23/03/2010
Regras de crédito rígidas inibem formação de bolha, afirma Abecip
O Brasil dificilmente vai replicar os problemas na securitização de títulos com lastro imobiliário vividos por outros países porque o mercado local vem se construindo em bases distintas, defende o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Empréstimo e Poupança (Abecip), Luiz Antonio França. "Lá fora os grandes originadores (das securitizações) eram não financeiros, que empacotavam os ativos e iam a mercado, enquanto no Brasil a originação está nos bancos, que atuam dentro das regras de crédito rígidas, olham cliente a cliente e têm a qualidade das suas carteiras atestadas."
O executivo não tem dúvida que o país viverá o seu "boom" de crédito imobiliário nos próximos anos. Ele cita cálculo feito pelo economista José Roberto Mendonça de Barros de que a massa real de salários cresce a uma média de 6% ao ano desde 2005, ritmo que tende a ser mantido até 2015. Isso significa mais famílias com poder de compra para recorrer ao financiamento da casa própria. O arcabouço da alienação fiduciária trouxe a inadimplência para níveis confortáveis para o setor bancário operar, acrescenta. Enquanto os contratos com essa cláusula apresentam atrasos equivalentes a 1,2% dos saldos, nas antigas operações com garantia hipotecária, a taxa esbarra nos 36%. Excluindo-se os empréstimos originados pela Caixa Econômica Federal, França cita que o crédito imobiliário representa só 4,3% do total das operações de crédito no país, enquanto na Inglaterra essa proporção é de 24%, na Europa de 28,3% e nos EUA de 37%. "No Brasil, não dava para fazer antes, mas houve melhora nas garantias, agora é necessário acompanhar a capacidade de poupança no país, quanto tempo ela suporta essa expansão." O México é um exemplo em que a poupança doméstica foi insuficiente para bancar o crescimento do crédito imobiliário, cita o chefe de finanças do International Finance Corporate (IFC), braço privado do Banco Mundial, William Britt Gwinner. Quando a crise abateu os EUA, os bancos estrangeiros que compravam títulos imobiliários venderam os papéis. Com problemas localizado na hipotecária Credito y Casa e na Metrofinanciera, o sistema privado praticamente deixou de existir e hoje o financiamento à habitação se restringe aos recursos do Instituto del Fondo Nacional a la Vivienda para los Trabajadores (Infonavit), similar ao FGTS brasileiro. "O Infonavit nunca conseguiu suprir a demanda por causa do colapso financeiro na construção civil." A securitização também vai carrear recursos para o financiamento imobiliário, mas o Banco Central não vai abrir mão de uma regulação conservadora para acompanhar a expansão do setor, diz o chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Sérgio Odilon dos Anjos. Se o mercado apresentar garantias tão eficientes quanto a alienação fiduciária, que conta com regras de requerimento de capital mais favoráveis, o BC pode avalizar esses instrumentos, mas até aqui a autoridade não reconheceu a eficiência em serviços como a gestão de colaterais desenvolvida pela Cetip. Fonte: Valor Econômico
quinta-feira, 25 de março de 2010
O Segredo
Aos Parceiros e Futuros Clientes
Esse blog é destinado, à todos que apreciam a informação, como fonte de cultura e entretenimento.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.