sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Arquitetos dão sinal de alerta para 2014: "somos o país do puxadinho"

Começou ontem (10), em Salvador, o Fórum Projetando o Brasil 2014/2016. O evento promovido pelo Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia) e pelo Portal 2014 reúne arquitetos, engenheiros e representantes do poder público e gestores das 12 cidades-sede com o objetivo de tratar assuntos como infraestrutura e mobilidade urbana para a Copa e a Olimpíada de 2016.

O debate que marcou o primeiro dia do evento foi em torno da infraestrutura logística aeroportuária das cidades-sede, um dos principais problemas apontados tanto pelos gestores, quando pelos arquitetos, alguns deles responsáveis pelas obras de reforma dos terminais. Quem participou das discussões foi o superintendente de obras da Infraero, Ricardo Ferreira. Ele apresentou quais aeroportos do Brasil podem apresentar problemas de gargalo em determinadas áreas. No caso da capital baiana, o maior problema é no pátio. Falou sobre investimentos no setor aviário. Segundo o representante da Infraero, cerca de R$ 6,1 bilhões serão investidos nas 12 cidades-sedes. Além disso, os aeroportos de Porto Alegre, Brasília e Manaus, por exemplo, “já estão com obras de reforma e ampliação do terminal de passageiros”, disse. Em contrapartida às informações da estatal que administra os principais aeroportos do país, o arquiteto Mário Roque, da MD Concept, responsável pelas obras dos aeroportos de Manaus, o sinal de alerta está aceso, o que deve exigir atenção máxima. “Se continuar neste ritmo os aeroportos não vão ficar prontos até a Copa”, afirmou. O arquiteto brasiliense Sérgio Parada, um dos responsáveis pelo projeto do aeroporto de Brasília, fez duras críticas à Infraero. “O órgão não trabalha com o quesito arquitetura. As características arquitetônicas dos projetos são sempre deixadas de lado. Não existe preocupação com as estruturas nem com a estética. Somos o país do puxadinho”, criticou. Parada afirmou que nunca foi consultado para tratar sobre as mudanças e ampliações do projeto original. Wilton Vieira, arquiteto da Engevix, que opera as obras de ampliação do aeroporto de Fortaleza, o planejamento das obras em todo o Brasil, está aquém das exigências do evento. Para o especialista, existem problemas sérios de comunicação e relacionamento entre as contratadas e a Infraero. O consultor Jorge Hori, colunista do Portal 2014, concluiu os debates destacando a importância do planejamento estratégico de projeções à longo prazo. “O planejamento não deve ser para 2014 ou 2016, e sim para 2020 e 2030.” Na opinião do analista, esta perspectiva deve levar em conta não apenas a infraestrutura dos aeroportos, mas a logística e o mapa viário do entorno. “Pensa-se nos aeroportos, mas se esquece da logística de como chegar e sair dele. No Brasil, o único aeroporto que possui metrô é o de Porto Alegre”, exemplificou. O engenheiro Chris Van Not, da CH2M Hill, multinacional americana de infraestrutura aeroportuária, concorda com a opinião do especialista. “Temos de pensar de forma estratégica para atender às demandas daqui a 20 ou 30 anos, caso contrário teremos equipamentos defasados em pouco tempo”, destacou. Durante o encontro, os arquitetos aprovaram a criação de um fórum permanente com o objetivo de abrir canais de diálogo entre as empresas contratadas, o governo e a Infraero. Para Claudemiro Santos, presidente do Sinaenco-BA, a discussão é de extrema importância pela troca de experiência e informações. “Sentimos falta de políticas mais amplas, integradas no setor. Por isso, este evento exerce um papel fundamental. Vamos oferecer ao poder público, um documento com parâmetros, indicando os problemas e as soluções”, assinalou. Ao término do evento os arquitetos vão aprovar uma carta, que será enviada aos órgãos interessados, com os seguintes pontos: a exigência de planejamentos à longo prazo para as obras aeroportuárias; a necessidade de contratar projetos executivos; a defesa do direito autoral dos projetos, assim como a continuidade dos mesmos; a necessidade de concurso público nos órgãos do setor aeroportuário; a atualização dos planos diretores que devem pensar aeroportos como instrumentos integrados às metrópoles; entre outros. O primeiro dia do Fórum Projetando o Brasil 2014/2016, contou com a presença do sub-secretário estadual da Secretaria de Trabalho, Renda e Esporte, Elias Dourado, e do chefe de gabinete do prefeito de Salvador, Leonel Leal, também responsável pelos assuntos da Copa no município. O evento prossegue hoje, com a apresentação do cronograma do andamento das obras das cidades-sede. Durante uma hora, os gestores públicos prestarão contas de como andam as obras de reforma e construção dos estádios. Estão confirmadas as presença de representantes dos governos da Bahia, Paraná, Pernambuco, São Paulo e do Mato Grosso. Os outros sete estados também foram convidados. Na sexta-feira, um debate sobre mobilidade urbana encerra o Fórum. Fonte: Portal Copa 2014


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