Os eixos da Rodovia Anhanguera (especialmente o que envolve cidades como Campinas), a região de Sorocaba e o Vale do Paraíba estão se tornando cada vez mais alvo da procura acirrada por novas regiões para a implementação de casas, por parte de grandes empreiteiras da construção civil.
O crescimento foi notado com ênfase pela Associação de Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano do Estado de São Paulo (Aelo), que cita a região metropolitana do Estado de São Paulo como a que tem se tornado cada vez mais alvo de disputa entre as construtoras e empresas especializadas no setor na área de venda de loteamentos. De acordo com o vice-presidente da Aelo e do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) Caio Portugal, existem vários fatores que contribuem para esse cenário, entre eles a estabilidade econômica e a proximidade dessas regiões com os grandes centros urbanos. Tais elementos são alguns dos que têm colaborado para esse aumento de interesse nessas cidades. Há, ainda, a perspectiva de implementação do trem de alta velocidade perto da capital paulista, o que aumentará a demanda por mais moradias nessas regiões, acreditam especialistas na área de transportes urbanos. "O mercado imobiliário está aquecido, a renda real dos brasileiros aumentou, a concessão de crédito também, o que criou um cenário favorável, produzindo um efeito bastante interessante", explicou Portugal. Fora isso, a demanda por empreendimentos para atender ao projeto do governo federal "Minha Casa, Minha Vida", que tem atraído a galope o interesse das construtoras como MRV e a Rodobens, por exemplo, faz com que a busca por novos espaços seja cada vez maior. Ainda que essas empresas afirmem em seus balanços um interessante banco de terrenos, é preciso continuar em busca das melhores localizações para a construção de novos empreendimentos, que tenham desempenho de vendas a contento. Apesar de loteamento ser tradicionalmente ligado a moradias com enfoque mais econômico, o crescimento da demanda pela compra e venda desses terrenos também vem sendo observado na classe B, que também segue elevada e em curva ascendente no País. "A falta de segurança nas cidades leva as pessoas a lugares onde elas tenham a sensação de estarem seguras, além da questão do meio ambiente. As pessoas estão cansadas de tanto prédio, cimento, tanto cinza, e querem ir para um lugar em que as crianças brinquem nas ruas", explica Mariangela Iamondi Machado, gerente da Divisão de Associações da Lello Condomínios. A empresa afirma ter criado uma divisão especial para a administração de loteamentos no final do ano passado, sendo que desde então observou que houve aumento nessa área de negócio, tanto que a empresa expandiu em 266% sua participação no mercado, passando de 9 mil unidades para 33 mil em 71 empreendimentos. A administração de loteamentos é um suporte dado pela empresa à diretoria de associações dos serviços intramuros, sendo similar aos condomínios, mas cuidando também da infraestrutura urbana e de vias públicas. Tais associações existem para cobrir ausências do poder público, como na manutenção de vias, na limpeza e na sinalização de ruas que fazem parte do loteamento. Elas são constituídas legalmente, fazem assembleias e aprovam planos orçamentários como condomínios, mas precisam conhecer também fatores como o plano diretor do município para realizar as tarefas que originalmente são atribuídas às prefeituras. Outro fator que pode ser considerado importante para o crescimento da busca por loteamentos é a questão econômica. "Enquanto um apartamento de 100 metros quadrados sai por cerca de R$ 350 mil em um bairro comum de São Paulo, o mesmo valor pode servir para comprar uma casa de 300 metros quadrados em um loteamento", explica Mariângela, da Lello Condomínios. Ela ressalta que, além disso, a construção da casa fica por conta do comprador, ou seja, ele poderá levar o tempo que precisar para construir sua nova residência. Caio Portugal, do Secovi, também destaca que fatores como a possibilidade de personalização do imóvel podem contribuir para uma procura por esse tipo de empreendimento no lugar dos condomínios fechados. "O comprador constrói a casa obedecendo as regras que quiser, com o padrão que quiser. Além disso, quase sempre são financiados diretamente pelos empreendedores, facilitando a aquisição e com menos burocracia." Para o DCI, o diretor executivo da Brookfield Incorporações Luiz Zanforlin, que atua em uma empresa dona da marca Tamboré, afirmou que a procura por loteamento estará sempre em crescimento. "Não é um aumento. É um produto sempre desejado, principalmente no interior de São Paulo. As pessoas têm sonho da casa própria, sempre tem um público interessado nisso. Nos últimos três ou quatro anos, com entrada abundante de financiamento, as pessoas passaram a ver isso menos como um objeto de desejo", explica Luiz Zanforlin. Recentemente, a incorporadora lançou um empreendimento em Sumaré, próximo a Campinas, em uma área de 619 mil metros quadrados no bairro de Nova Veneza. O loteamento já oferece infraestrutura com rede de esgoto e água para os futuros moradores e está localizada na Estrada Municipal Mineko Ito, no centro urbano da cidade e próximo às rodovias de acesso a Campinas e São Paulo. De acordo com Zanforlin, a procura pelos lotes é alta, mas isso não está sendo refletido nas vendas. "Tivemos mais de 600 visitas, mas as pessoas ficam com medo de comprar o lote, ficam em dúvida se vão financiar uma casa. O índice está sendo bom, mas falta a decisão da compra." Apesar disso, ele confirma que as vendas estão sendo positivas. "Até o fim do mês devemos completar 100 vendas, o que é uma velocidade muito boa", explica. Cidades das regiões de Campinas, Sorocaba e do Vale do Paraíba, em São Paulo, têm-se tornado maior alvo para implementação de imóveis comerciais ou residenciais por parte de construtoras, o que aumenta a briga por loteamentos, aponta a Associação de Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano do Estado de São Paulo (Aelo). A busca chamou a atenção da Lello Condomínios, que criou uma divisão especial para a administração de loteamentos há menos de um ano e desde então viu essa divisão aumentar 266% na participação dos negócios, afirma Mariangela Iamondi Machado, gerente da Divisão de Associações da Lello. A Brookfield Incorporações sentiu maior procura por imóveis nessas localidades, assim como as concorrentes MRV e Rodobens, de olho nas regiões próximas a eixos da Anhanguera, da Castelo Branco e da Dutra. A empresa lançou em setembro um empreendimento em Sumaré, e notou alta procura por loteamentos, disse o diretor executivo da empresa, Luiz Zanforlin. Em análise do banco JPMorgan, o setor deve registrar aumento de 15% a 20% do nível de lançamentos e vendas contratadas em 2011, somado à média de crescimento de entre 40% e 60% prevista para este ano. O boom do segmento é comprovado também nos números das empresas do ramo, como a MRV Engenharia, que registrou alta de 12,7% neste terceiro trimestre, em relação a igual período de 2009. Fonte: DCI
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Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.