O aumento no teto dos financiamentos habitacionais para famílias com renda de até R$ 4,97 mil – de R$ 130 mil para R$ 170 mil – ‘colocou’ no mercado 7.083 unidades na região metropolitana de São Paulo. O novo quadro também poderá viabilizar o lançamento de outras 14 mil até o final do ano, conforme previsão do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).
Os financiamentos para esse segmento da população e esse tipo de imóvel (mais popular) contam com juros mais baixos, de 5% para quem ganha até R$ 2,79 mil, e de 6% desse valor até R$ 4,97 mil. As novas regras valem para todos os financiamentos disponíveis na Caixa Econômica Federal.
No Minha Casa, Minha Vida, que tem o mesmo teto de financiamento (mas só vale para imóveis novos), além dos juros baixos, as famílias ganham subsídio de até R$ 23 mil, isenção nos custos de cartório e têm proteção do fundo garantidor, um conforto também para o incorporador.
"Na faixa de até R$ 160 mil, conseguíamos lançar, mais ou menos, 12,5 mil unidades por ano desde 2007, o que significava um terço das unidades lançadas na cidade a cada ano. No ano passado, esse número caiu para 8 mil, ou um quinto do total, por conta de restrições do Plano Diretor e porque havia um ‘descasamento’ do comprador com o programa", diz o presidente do Secovi-SP, João Crestana.
Segundo ele, o novo teto corrige o problema, permitindo ao mercado recuperar a produção. "Esperamos chegar a 14 mil unidades populares neste ano."
Sergio Watanabe, presidente do Sindicato da Construção de São Paulo (SindusCon-SP), conta que muitos incorporadores e construtores têm projetos na gaveta – pois esperavam esse aumento – que agora sairão do papel. "Além disso, a venda dos que já estão lançados será mais fácil, porque coloca um número maior deles dentro do programa", acrescenta.
Radiografia
As 7.083 unidades a venda por até R$ 170 mil aparecem na radiografia da Geoimovel, que levantou o estoque na região metropolitana de São Paulo. Desse total, 1.667 estão na cidade de São Paulo, quase todas (1.320) concentradas na zona leste.
"Do que foi lançado em 2010 no valor de até R$ 130 mil, que era o teto anterior, não sobrou praticamente nada", diz o diretor corporativo da Geoimovel, Marcelo Morali. O mercado vendeu 73% de tudo o que foi lançado em 2010, um desempenho considerado muito bom por Morali.
A pesquisa considerou os lançamentos feitos a partir de 2006 e encontrou 200 lançamentos, 24 horizontais e 176 verticais. Destes, 138 ainda têm unidades para vender. "A maior parte deles – 125 – são de prédios, contra 13 de condomínios de casas", conta a engenheira responsável pela pesquisa, Harumi Inaoue.
Ela ressalta que apesar de São Paulo ter o maior número de unidades, elas estão localizadas nos distritos mais periféricos da zona leste, que concentra 1.320 imóveis dos 1.667 encontrados na cidade. "Isso vai gerar uma movimentação na cidade. Muitas famílias serão obrigadas a mudar de bairro ou mesmo de cidade", avalia.
Preços
O valor do metro quadrado nas regiões onde estão as unidades varia de R$ 1,9 mil, em Ferraz de Vasconcelos, a R$ 3 mil, em São Bernardo do Campo, cidade que concentra o segundo maior número de unidades para financiamentos subsidiados. São 813 unidades em dez lançamentos. Já em Ferraz de Vasconcelos, existem apenas 40 unidades, de dois empreendimentos.
Cotia está no terceiro lugar entre os mais ofertados, com 665 imóveis de nove empreendimentos, a um preço médio de R$ 2,28 mil o m². Em São Paulo, esse valor sobe um pouco, para R$ 2,31 mil. A cidade que tem o segundo maior preço é Arujá, onde o m² dos imóveis populares está, em média, em R$ 2,94 mil.
Dos 39 municípios que compõem a região metropolitana de São Paulo, a radiografia encontrou imóveis populares à venda em apenas 21 deles.
Segundo Molari, da Geoimovel, na hora de comprar uma casa, as pessoas tendem a permanecer em um raio de até quatro quilômetros do local onde já moram. "Uma análise das informações levantadas entre os visitantes dos estandes de venda, que investiga a origem e o destino dos clientes, mostra que de 46% a 52% estão dentro desse raio", conta o diretor.
No caso da população de baixa renda, no entanto, essa área poderá crescer bastante. "Essa pesquisa foi feita em estandes de empreendimentos de classe média. Como os populares só são viáveis em algumas regiões, as pessoas provavelmente serão obrigadas a mudar", diz. Fonte:O Estado de S. Paulo
O Segredo
Aos Parceiros e Futuros Clientes
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Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.