A Convenção Secovi abriu seu ciclo de palestras nessa segunda-feria, dia 20 de setembro, com o tema “O Novo Governo e os Cenários do Desenvolvimento Imobiliário no Brasil”. Entre os palestrantes João Crestana, presidente do Secovi-SP; Demétrio Magnoli, Colunista do Jornal O Estado de S. Paulo, do Jornal O Globo e da Rádio Band News FM ; Fernando Chucre, arquiteto e Deputado Federal; e Roberto Setubal, presidente-executivo do Itaú Unibanco.
João Crestana iniciou os trabalhos traçando um panorama do mercado imobiliário brasileiro, apresentando a evolução do número de unidades habitacionais e do crédito imobiliário nos últimos anos. Em 2004 foram disponibilizados para o crédito imobiliário apenas R$ 5,8 bilhões, contra R$ 76 bilhões previstos até o final de 2010. Há 6 anos, o mercado produziu 274 mil habitações e este ano serão 930 mil. “O movimento que o mercado imobiliário está presenciando é muito dinâmico e estamos entrando em um momento sustentável. Há muita coisa em produção e esse resultado será mostrado em pouquíssimo tempo”, avaliou Crestana. Porém, o presidente do Secovi-SP afirma que, em função deste aquecimento, o setor enfrenta alguns entraves. “Precisaremos de novos recursos quando os da Poupança minguarem. Está também ocorrendo uma fuga dos empreendimentos para outras regiões, pois em São Paulo não há mais terrenos, o Plano Diretor não permite o desenvolvimento de novas áreas”. “Em 2013 atingiremos o teto de crédito e teremos que criar novas fontes, principalmente através do mercado secundário para financiar esse crescimento vigoroso. O setor e governo têm que se movimentarem para evitar que esses gargalos nos atinjam”, alerta Fernando Chucre. Já Roberto Setubal acredita que o sinal amarelo será dado em 2012. Ele ressalta a importância da previsibilidade da economia e da política fiscal para o setor. “A atividade imobiliária é a que possui o ciclo mais longo, exigindo planejamento a longo prazo”. O executivo vê ainda um potencial enorme, pois temos um estoque pequeno (4% do PIB) em comparação com outros países, que têm números mais significativos, em torno de 30 a 40% do PIB representado pelo setor imobiliário. Setubal levanta a questão do crédito imobiliário como um dos grandes desafios. “Nosso crescimento está relacionado à capacidade de investimentos, e não temos internamente uma Poupança. Para crescer é importante investir e para investir é necessário poupar”, diz o executivo, que completa: “Precisamos de juros mais baixos, não apenas da taxa Selic, mas a longo prazo, reduzir de forma que permita a manutenção. Quanto à taxa de câmbio, a tendência é a valorização, pois temos um nível de fluxo de capitais muito elevado que tenderá a se manter. Tem muita gente querendo entrar no Brasil. De forma geral o cenário é positivo e os desafios podem perfeitamente ser superados”. A avaliação de Demétrio Magnoli é menos otimista. “O crescimento econômico do Brasil está em linha com o mundial, não há nada parecido com um milagre. O que se distingue da década anterior é a estabilidade da moeda e o controle das contas públicas”. De acordo com Magnoli, a crise desequilibrou a economia mundial e obriga a procura de um outro padrão de crescimento, uma transição que demanda anos. “O grande risco é que se façam investimentos exagerados no setor imobiliário, perdendo de vista que um ciclo se fechou na economia, porque muitos acreditam que a crise não acabou e pode ser retomada uma estagnação. O único setor que não seria atingido é o de habitação popular”, finaliza. Durante a abertura do evento, também foram lançados os livros “Segurança Jurídica” e “Justiça, Democracia e Capitalismo”, publicados pela Universidade Secovi.
O Segredo
Aos Parceiros e Futuros Clientes
Esse blog é destinado, à todos que apreciam a informação, como fonte de cultura e entretenimento.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.