Um estudo de economistas do Federal Reserve (o BC americano) sugere que a teoria econômica ainda não tem as ferramentas necessárias para prever com precisão preços de ativos imobiliários, mas que a crença em previsões otimistas levou tanto mutuários como as financeiras a incorrer em riscos cada vez maiores, que culminaram na atual crise do setor nos EUA.
O estudo, intitulado "Pessoas Razoáveis Discordam: Otimismo e Pessimismo sobre o Mercado Residencial nos EUA antes do Crash", foi realizado por Kristopher Gerardi, Christopher Foote e Paul Willen, economistas das sucursais do Fed de Atlanta e de Boston. Eles analisaram as previsões sobre a evolução dos preços de casas nos EUA, feitas por economistas ao longo do boom dos anos 2000, como foco maior no período 2004-2006, os anos de pico no preço dos ativos. Pelo índice Case-Shiller, o valor das residências no país aumentou 72% entre 1997 e 2005. O estudo buscou averiguar a percepção posterior à crise de que as previsões róseas sobre a contínua valorização dos imóveis no país ignoraram evidências empíricas e teóricas básicas, que apontavam uma sobrevalorização maciça no preços dos imóveis e o risco de declínio severo.O resultado é duro com os economistas. "Concluímos pela argumentação de que a teoria econômica serviu de pouca ajuda em relação a qual deveria ser o preço 'correto' dos ativos, incluindo os preços imobiliários." Os otimistas (que rejeitavam a existência da bolha) erraram, pois não só ela existia como estourou a partir do início de 2007, levando para a recessão o restante da economia americana. Mas o estudo diz que a argumentação dos economistas otimistas parecia razoável à época. Mas ou menos na linha do então presidente do Fed, Alan Greenspan, muitos diziam que indicadores (como a relação entre preço dos imóveis e valor do aluguel) estavam defasados por não levarem em consideração novos fatores no setor imobiliário, como as taxas de juros baixas por um período prolongado. Como a correção de preços ainda não acabou, é difícil saber o quanto eles erraram. Quanto aos pessimistas (aqueles que acreditavam na bolha), o problema foi a credibilidade e as justificativas erradas, vistas a posteriori. Já em 2002, economistas importantes, como Dean Baker, do Center for Economic and Policy Research, de Washington, alertaram que havia uma bolha no preço dos imóveis. Mas eles perderam a credibilidade à medida que a bolha não estourava e os preços continuavam a subir, o que parecia reforçar o argumento dos otimistas de que novas condições tinham mudado os fundamentos do setor. Outros pessimistas, como o Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman, alertaram para a existência da bolha e a inevitabilidade do crash quanto o ciclo de alta dos preços estava chegando ao fim. Mas, segundo os autores do estudo, Krugman via as zonas costeiras como as de maior risco de bolha no preço dos imóveis, pela menor disponibilidade de terrenos para construção. Mas isso se mostrou equivocado. As maiores quedas nos preços das casas nos EUA ocorreram em cidades no interior do país, como Dallas e Phoenix.O estudo diz que havia um grupo importante de economistas, os céticos ou agnósticos, que destacavam a dificuldade de prever o valor dos ativos com precisão, o que indiretamente inflou o clima de otimismo. Outro problema era que os estudos acadêmicos em geral levavam em consideração dados consolidados, mais antigos, e não se adequaram à rápida mudança de alguns indicadores. Estudos não acadêmicos foram mais ágeis em detectar a bolha imobiliária. "Economistas bem treinados e bem respeitados (...) olharam para os mesmos dados e chegaram a conclusões amplamente diferentes sobre a trajetória dos preços das casas", diz o estudo, concluindo que a teoria econômica não tem uma posição firme sobre "quando e como os preços podem se desviar dos fundamentos do mercado por um longo período".Os autores propõe a criação de um seguro contra a queda no preço dos imóveis, como forma de balizar o mercado e conter excessos. Fonte: Valor
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Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.