sábado, 4 de setembro de 2010

O impacto dos materiais na construção de empreendimentos sustentáveis

Com o segmento imobiliário aquecido não podemos deixar o debate sobre a sustentabilidade de lado. Afinal, sabemos que a concepção, a construção ou reforma e a operação de empreendimentos impactam o meio ambiente e as condições de vida de milhares de pessoas. Um dos principais desafios no processo de construção sustentável refere-se à escolha dos materiais utilizados nos empreendimentos.

Muitos terão impacto decisivo na saúde dos operários e dos seus futuros ocupantes. É bom ressaltar que, se o empreendimento foi concebido de acordo com critérios de sustentabilidade (Aqua ou Leed, por exemplo), terá como diferencial para seus ocupantes, melhores condições de salubridade e de qualidade de vida, além da redução dos custos condominiais futuros por economias em manutenção, pela melhor qualidade dos produtos, além de gastos com energia e água. Mas, o mercado está preparado para atender a essas novas necessidades? Como identificar produtos sustentáveis? São perguntas fundamentais nesse processo. Perguntas também que podem ser feitas em obras menores, como até a reforma de uma casa, que colocam novas premissas no dia-a-dia de profissionais que atuam com projetos, construção e decoração. Critérios são essenciais na avaliação dos materiais. Afinal, existem no mercado muitos produtos denominados ecológicos e, infelizmente, a maioria não tem qualidade atestada e coloca em risco o projeto, a construção e a operação, aumentando desperdício e custos. Produtos sustentáveis são aqueles que incorporam os atributos essenciais da sustentabilidade: salubridade (não pode fazer mal à saúde), qualidade (comprovada para o que se propõe) e responsabilidades social, ambiental e de comunicação com o consumidor. Não se deixe levar pela embalagem se é reciclada ou não. Isso não é importante em uma primeira análise. O importante é verificar se os atributos essenciais da sustentabilidade estão presentes no produto. Por exemplo, não compre um desinfetante ou uma água sanitária só por que há uma propaganda dizendo que o produto é mais sustentável porque houve um estudo para redução de sua embalagem ou porque ela é feita de PET reciclado. Essa é uma propaganda enganosa, pois o produto pode continuar a ser agressivo à saúde. A embalagem apenas protege o que está dentro e nada adiciona ao produto em si. Da mesma forma, ao comprar tintas verifique se sua toxidade está abaixo de limites recomendados e se sua qualidade foi testada para o que se propõe (tinta para aplicação externa, por exemplo, passa por mais testes do que tintas para interiores). Pode parecer incrível, mas ainda temos problemas com construtoras que têm problemas de qualidade de tintas. É correto pensar que uma tinta que tenha como base água apresente realmente uma menor emissão de compostos orgânicos voláteis, se comparada às tintas base solvente. No entanto, é preciso ter consciência de que mesmo uma tinta base água pode apresentar emissão de compostos orgânicos voláteis; e assim, o mais indicado ao se escolher seria uma tinta sem solvente orgânico, que tivesse também a quantificação destes compostos comprovada e declarada. Estas mesmas considerações valem para adesivos, selantes, impermeabilizantes, silicones, vernizes, emulsões asfálticas. Para economia e racionalização do uso da água, recomenda-se utilizar torneiras de qualidade comprovada em vários testes de desempenho, com sensores e temporizadores, válvulas de descarga e de mictório com baixos volumes de descarga e ainda reguladores de vazão para chuveiros e torneiras, soluções que representam redução de gastos e do consumo desnecessário dos recursos naturais. Na compra de lâmpadas, é importante verificar se possuem o selo Procel e o teor de mercúrio contido na composição do produto. Optar por aquelas que além de apresentar o menor teor deste metal, também tenham instruções sobre o que fazer em caso de acidente e seus fabricantes e distribuidores se responsabilizem por recolher lâmpadas queimadas. Para outros materiais como pisos, concreto, porcelanatos, que a princípio não apresentam nenhum impedimento, é interessante optar por fabricantes que utilizem materiais reciclados para compor o produto (sem, é claro, perder a qualidade), e tenham a extração de matérias-primas e manufatura do produto nas proximidades da obra, reduzindo assim os gastos com transporte. É válido também optar por materiais que possam ser reciclados no futuro. Diante da necessidade de lançar produtos cada vez mais corretos e sustentáveis, surgem a cada dia novas soluções. É importante, portanto, estar atento a estes produtos para confirmar as características de sustentabilidade de cada material e então optar pela melhor alternativa em oferta. De fato, a tarefa requer muito empenho e preparo. Uma forma de garantir a sustentabilidade de produtos é por via das chamadas rotulagens ambientais independentes emitidas por órgãos governamentais, por ONGs ou por entidades privadas que se utilizam de múltiplos critérios de avaliação para caracterizar determinados segmentos de produtos. Como exemplos temos o Selo Procel de Eficiência Energética, no caso de eletrodomésticos e o FSC (Forest Stewardship Council) ou o Cerflor (Programa Nacional de Certificação Florestal) para madeira. O Selo SustentaX atesta a sustentabilidade de materiais para a construção, reformas, decoração e operação de edificações. No site www.SeloSustentaX.com.br é possível conhecer detalhadamente os produtos e verificar como contribuem na redução do impacto no meio ambiente e na melhoria da saúde e qualidade de vida dos ocupantes de imóveis. Está havendo, no momento, uma quebra de paradigma pelo consumidor, que deixa de comprar por marca e começa a se definir com base no desempenho e sustentabilidade, garantidos por uma rotulagem que ele acredita. Segundo pesquisa recente da MaketAnalysis, 40% dos consumidores brasileiros já estão dispostos a pagar mais 10% por eletrodoméstico de marca mesmo desconhecida se ele possuir o Selo Procel. Estamos a caminho em meio a uma revolução na indústria e no varejo, que desenvolvem e comercializam, cada vez mais, produtos genuinamente sustentáveis.

Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX, que desenvolve, de forma integrada, o conceito de sustentabilidade ajudando as corporações a terem seus negócios mais competitivos e sustentáveis, identificando para os consumidores produtos e serviços sustentáveis e desenvolvendo projetos de sustentabilidade para empreendimentos imobiliários.


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Esse blog é destinado, à todos que apreciam a informação, como fonte de cultura e entretenimento.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.