Profissionais do setor sugerem novas alternativas para o futuro esgotamento dos recursos disponíveis para o crédito imobiliário. A forte movimentação do mercado imobiliário, que com a crescente demanda não deve parar de construir moradias, leva especialistas a pensarem em novas alternativas de recursos para financiamentos.
A indústria imobiliária terá um crescimento sustentável do mercado, já que, em função da nova política brasileira, a população da base da pirâmide está migrando para classes mais favorecidas. Com um mercado consumidor maior, as duas fontes de funding disponíveis atualmente, a Caderneta de Poupança e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), irão se esgotar. “O setor está muito dinâmico e o movimento que estamos presenciando é inédito, mas exige responsabilidade e união para enfrentar o problema “bom” que podemos ter de falta de recursos”, alertou João Crestana, presidente do Secovi-SP, durante evento realizado pela Vida Imobiliária Brasil, na última quarta-feira, 1º de setembro, no Hotel Renaissance, em São Paulo. Há sete anos, o volume de financiamento imobiliário não chegava a R$ 3 bilhões. Em 2010, estamos atingindo quase R$ 50 bilhões e a previsão para 2014 é que esse número seja R$ 500 bilhões. Porém, o País ainda tem muito para desenvolver. Enquanto no Brasil o peso do crédito imobiliário nas carteiras dos bancos privados é de apenas 3,5%, no Chile este número é 20% e em outros países atinge 40%. Apesar de estarmos batendo recordes de financiamento, os números ainda são baixos e serão importantes fontes alternativas. “Fica claro em termos quantitativos que faltará recursos. No mundo inteiro a grande fonte para financiamento imobiliário são os fundos de pensão, que também precisam de aplicação de longo prazo. Fundos de Pensão tem no Brasil cerca R$ 700 bilhões. Esse casamento é perfeito, mas não está se concretizando”, sugere Crestana. Segundo Luiz Antônio França, presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), vivemos um momento fantástico no Brasil, mas teremos que construir um novo modelo para operar no mercado com relação às fontes de financiamento. “Não tenho dúvida de que vamos conseguir. Hoje os bancos sabem que não há financiamento imobiliário se não tiver construção. Esse mercado vai crescer e ser relevante”. No mercado europeu, duas fontes de funding são bastante utilizadas: securitização e covered bonds, de acordo com França. O covered bonds é uma LCI (Letras de Crédito Imobiliário) emitida em cima de uma carteira de crédito imobiliário, com a diferença de que em caso de insolvência a carteira é transferida para o credor. Neste cenário, Teotônio Costa Resende, consultor técnico da vice-presidência da Caixa Econômica Federal, sugere a criação de um modelo de total independência do crédito direcionado, buscando alternativas compatíveis com as experiências internacionais. “Estamos diante de um problema, o volume de crédito tem crescido e os recursos não serão suficientes para atender à demanda, mas a Caixa Econômica Federal não trabalha em momento algum com cenário de pé no freio do crédito imobiliário. A orientação é continuar aplicando normalmente e no meio do caminho vão surgir alternativas. A Caixa vai continuar aplicando no mesmo ritmo e ao mesmo tempo buscar outras opções”, garantiu.
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Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.