Com a revisão do Plano Diretor em 2013, espera-se que os potenciais de construção sejam expandidos
Tempos atrás era possível construir oito ou mais vezes na área de um terreno, porém, hoje, isso não é mais possível. “Cada vez mais a legislação impõe mais limites para o uso e ocupação do solo na cidade de São Paulo e isso acarreta na diminuição do aproveitamento dos terrenos, tendo como consequência o a elevação dos preços dos imóveis”, afirma o vice-presidente de Legislação Urbana do Secovi-SP (Sindicato de Habitação de São Paulo), Ricardo Yazbek.
Yazbek conta que em 2002, o Plano Diretor Estratégico (revisão da prefeitura de São Paulo aplicada nos terrenos para estipular qual o potencial de construção na área) reduziu os coeficientes de aproveitamento básico do solo, estabelecendo novos limites de construção, que variam de 1,0 até 2,0, dependendo da região da cidade, pelas normas de zoneamento urbano. “A ideia era baratear os preços dos terrenos, o que não ocorreu. Ao contrário, o preço da terra subiu”, diz.
Se o empreendedor não compra um potencial adicional de construção da prefeitura (cota que permite expandir o tamanho da obra, no caso de um edifício, o número de andares), ele vai ficar com menos espaço para a expansão das obras. Sendo assim, o empreendimento terá menos unidades, ao passo que os preços serão mais altos, além de encarecer o valor do condomínio.
Potenciais zerados
Em muitos lugares onde foi possível expandir as unidades graças aos potenciais adicionais, o mercado imobiliário cresceu. Com tal crescimento, os estoques “a mais” fornecidos pela prefeitura ficaram em seu limite ou então se esgotaram. Segundo Yazbek, de um total de 6,9 milhões de m², 49% já foram absorvidos e muitas regiões ficaram com seus potenciais de construção zerados, “impondo urgentes medidas”, alerta o especialista.
Em muitos lugares onde foi possível expandir as unidades graças aos potenciais adicionais, o mercado imobiliário cresceu. Com tal crescimento, os estoques “a mais” fornecidos pela prefeitura ficaram em seu limite ou então se esgotaram. Segundo Yazbek, de um total de 6,9 milhões de m², 49% já foram absorvidos e muitas regiões ficaram com seus potenciais de construção zerados, “impondo urgentes medidas”, alerta o especialista.
Desafio para 2013
Yazbek conta que o desafio do mercado imobiliário é equilibrar a oferta e a demanda, oferecendo imóveis com preços que caibam no orçamento das famílias. “Para 2013, o Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo será revisto, obrigatoriamente, e esta será a grande oportunidade de corrigir aquilo que se mostrou equivocado”, ressalta.
Yazbek conta que o desafio do mercado imobiliário é equilibrar a oferta e a demanda, oferecendo imóveis com preços que caibam no orçamento das famílias. “Para 2013, o Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo será revisto, obrigatoriamente, e esta será a grande oportunidade de corrigir aquilo que se mostrou equivocado”, ressalta.