quinta-feira, 17 de março de 2011

País precisa dobrar ritmo para atingir meta habitacional

Para alcançar a meta de construir cerca de 23 milhões de moradias no país até 2022, para suprir seu déficit habitacional, o Brasil precisa dobrar o ritmo de construção, de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon). O sindicato destaca que, em 2009, foram feitas cerca de 1 milhão de habitações, pelos dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados foram apresentados em São Paulo na apresentação da 19ª Feicon Batimat (Feira Internacional da Construção), que acontece de 15 a 19 de março na capital paulista. Nesse contexto, o Sinduscon ressalta que é preciso aumentar a produtividade do setor, o que demanda investimento em qualificação dos profissionais. "E isso inclui a pré-escola e o ensino fundamental", diz o diretor do Sinduscon Eduardo Zaidan.

"Hoje já se fala em projetar edifícios em 3D para reduzir desperdícios. Será inconcebível um mestre de obras que não saiba interagir com uma tecnologia como essa", completa.
O Brasil precisará de R$ 3 trilhões até 2022 para construir as 23 milhões de moradias, de acordo com o Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Além disso, o Deconcic prevê que, no mesmo período, sejam investidos R$ 2 trilhões em infraestrutura, em recursos tanto públicos quanto privados. O Brasil, de acordo com o departamento da Fiesp, está abaixo da média mundial em qualidade geral de infraestrutura, com nota 3,8. A média global é 4,3, em uma escala que vai até 7. "Não sabemos planejar, infelizmente. Vamos ter que aprender urgentemente para fazer uma Copa e uma Olimpíada brilhantes", diz a diretora do Deconcic, Maria Luiza Salomé.

Faturamento
O setor de materiais de construção deve ter um faturamento com vendas 8,5% maiores neste ano do que em 2010, de acordo com a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Em 2010, o segmento faturou R$ 49 bilhões, com expansão de 10,6% sobre o valor de 2009.

"Um crescimento sobre o desempenho de 2010 é bastante positivo e reflete as boas perspectivas para o setor", disse o presidente da Anamaco, Cláudio Conz. Ele também revelou que há relatos de falta de material de base, como areia e blocos de concreto, na região de São José do Rio Preto (interior de SP).

"A falta é um problema, mas é um indicador de mercado aquecido", disse. "Temos estudos que mostram que consumidores das classes C e D passam vida tentando reformar e ampliar suas casas." Fonte: Jornal Diário do Comércio/BR


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Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.