11/01/2010
Cyrela obtem linha de crédito de R$ 300 milhões com BB
A Cyrela Brazil Realty (CYRE3) informou hoje ter firmado, no final de 2009, convênio com o Banco do Brasil para a criação de uma linha de crédito com vigência até novembro de 2010 e limite de R$ 300 milhões, valor a ser sacado no prazo de vigência do convênio com prazo de vencimento máximo de 48 meses, contados da data em que for celebrado o instrumento de crédito. De acordo com comunicado, o acordo faz parte da estratégia da companhia de alongamento do perfil de sua dívida.
A companhia informou ainda ter adquirido, em 5 de janeiro de 2010, 9.092 debêntures da 1ª série da 2ª emissão de debêntures da companhia, cuja repactuação era programada para 5 de janeiro de 2010. Debenturistas que não concordaram com as condições de remuneração podem exercer o direito de venda de suas debêntures. A Cyrela comunicou também a aquisição, em 5 de janeiro, de 19 Debêntures da 1ª Série da 2ª Emissão e 8.981 debêntures da 2ª série da 2ª emissão de debêntures da companhia, estas com repactuação programada para 5 de janeiro de 2011. E compra, em 7 de janeiro de 2010, de 1.450 Debêntures da 1ª Série da 2ª Emissão e 210 Debêntures da 2ª Série da 2ª Emissão. Mediante as operações, das 24.975 debêntures da 1ª série emitidas, apenas dez continuam circulando no mercado. E das 24.975 da 2ª série, 6.179 estão em circulação. (Agência IN)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
11/01/2010
China quer afastar capital especulativo de mercado imobiliário
A China prometeu neste domingo, dia 10, não deixar que investimentos especulativos estrangeiros afetem seu mercado imobiliário. É a mais recente expressão do receio das autoridades de que os preços dos imóveis estejam subindo rápido demais. A decisão anunciada pelo Conselho de Estado, o gabinete chinês, vai servir como diretriz para autoridades locais e ministérios, incluindo o Banco do Povo da China (BC do país) e a Comissão Regulatória de Bancos da China, traçarem medidas detalhadas.
"Os departamentos relevantes precisam incrementar o monitoramento de empréstimos e os investimentos vindos do exterior para prevenir a entrada de capitais ilegais no mercado imobiliário, evitando o impacto de 'dinheiro especulativo' do exterior no mercado imobiliário chinês", informou o gabinete, em um comunicado. O Conselho de Estado informou também que o banco central e o órgão regulatório dos bancos devem incrementar a fiscalização e a chamada "persuasão moral" para impedir a concessão de hipotecas de risco. Cerca de um sexto dos quase 10 trilhões de yuans (cerca de US$ 1,46 trilhão) em empréstimos novos concedidos na China no ano passado foram para o setor imobiliário. Preocupada com a possibilidade de uma bolha imobiliária provocar instabilidade social e econômica, Pequim prometeu combater aumentos de preços excessivamente rápidos. Mas as iniciativas que tomou até agora para esse fim, incluindo a restrição das isenções do imposto sobre as vendas, foram relativamente brandas. O gabinete exortou as autoridades locais a aumentarem a oferta de imóveis a preços acessíveis, especialmente nas cidades em que os preços dos imóveis vêm subindo muito. O órgão informou que vai frear a compra de imóveis para "finalidades de investimento e especulativas" e manter a entrada mínima para a compra de segundos imóveis em 40% do valor total do imóvel. Fonte:UOL
China quer afastar capital especulativo de mercado imobiliário
A China prometeu neste domingo, dia 10, não deixar que investimentos especulativos estrangeiros afetem seu mercado imobiliário. É a mais recente expressão do receio das autoridades de que os preços dos imóveis estejam subindo rápido demais. A decisão anunciada pelo Conselho de Estado, o gabinete chinês, vai servir como diretriz para autoridades locais e ministérios, incluindo o Banco do Povo da China (BC do país) e a Comissão Regulatória de Bancos da China, traçarem medidas detalhadas.
"Os departamentos relevantes precisam incrementar o monitoramento de empréstimos e os investimentos vindos do exterior para prevenir a entrada de capitais ilegais no mercado imobiliário, evitando o impacto de 'dinheiro especulativo' do exterior no mercado imobiliário chinês", informou o gabinete, em um comunicado. O Conselho de Estado informou também que o banco central e o órgão regulatório dos bancos devem incrementar a fiscalização e a chamada "persuasão moral" para impedir a concessão de hipotecas de risco. Cerca de um sexto dos quase 10 trilhões de yuans (cerca de US$ 1,46 trilhão) em empréstimos novos concedidos na China no ano passado foram para o setor imobiliário. Preocupada com a possibilidade de uma bolha imobiliária provocar instabilidade social e econômica, Pequim prometeu combater aumentos de preços excessivamente rápidos. Mas as iniciativas que tomou até agora para esse fim, incluindo a restrição das isenções do imposto sobre as vendas, foram relativamente brandas. O gabinete exortou as autoridades locais a aumentarem a oferta de imóveis a preços acessíveis, especialmente nas cidades em que os preços dos imóveis vêm subindo muito. O órgão informou que vai frear a compra de imóveis para "finalidades de investimento e especulativas" e manter a entrada mínima para a compra de segundos imóveis em 40% do valor total do imóvel. Fonte:UOL
11/01/2010
PAC da Mobilidade deve ser lançado ainda em janeiro
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade será lançado ainda na primeira quinzena de janeiro para realização de obras de interligação entre estádios, hotéis, aeroportos, rodoviárias e portos, com vistas para a Copa do Mundo de 2014. Pelo menos R$ 5 bilhões serão investidos, valor já garantido por empréstimos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Por causa do prazo estreito, os projetos que já tiverem alguma etapa cumprida, como aprovação ambiental ou mesmo projeto básico finalizado, terão as maiores chances de aprovação.
Segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, devem ser privilegiadas obras "de fácil execução e grande retorno", como os VLTs (veículo leve sobre trilhos). Por enquanto, só há obras de implantação de VLT em Maceió e no Recife. A cidade de São Paulo, cujo maior estádio, o Morumbi, sofre com precariedade de acesso, irá receber um monotrilho que ligará o aeroporto de Congonhas, linhas de metrô e trem e o próprio estádio. São Paulo, segundo Fortes, já tem um cronograma todo definido. Os projetos que não entrarem no PAC da Mobilidade, como é o caso dos metrôs em Porto Alegre e Curitiba, terão sua chance no PAC 2, a segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento, que também dará ênfase à parte da mobilidade. Segundo Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo Lula pretende deixar todos os projetos pré-aprovados antes da troca de governo.
PAC da Mobilidade deve ser lançado ainda em janeiro
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade será lançado ainda na primeira quinzena de janeiro para realização de obras de interligação entre estádios, hotéis, aeroportos, rodoviárias e portos, com vistas para a Copa do Mundo de 2014. Pelo menos R$ 5 bilhões serão investidos, valor já garantido por empréstimos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Por causa do prazo estreito, os projetos que já tiverem alguma etapa cumprida, como aprovação ambiental ou mesmo projeto básico finalizado, terão as maiores chances de aprovação.
Segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, devem ser privilegiadas obras "de fácil execução e grande retorno", como os VLTs (veículo leve sobre trilhos). Por enquanto, só há obras de implantação de VLT em Maceió e no Recife. A cidade de São Paulo, cujo maior estádio, o Morumbi, sofre com precariedade de acesso, irá receber um monotrilho que ligará o aeroporto de Congonhas, linhas de metrô e trem e o próprio estádio. São Paulo, segundo Fortes, já tem um cronograma todo definido. Os projetos que não entrarem no PAC da Mobilidade, como é o caso dos metrôs em Porto Alegre e Curitiba, terão sua chance no PAC 2, a segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento, que também dará ênfase à parte da mobilidade. Segundo Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo Lula pretende deixar todos os projetos pré-aprovados antes da troca de governo.
11/01/2010
Construtoras mineiras investem no setor hoteleiro
A visibilidade que um evento como a Copa do Mundo de Futebol traz para o país reflete diretamente no desenvolvimento do turismo como atividade econômica. Atentas a esse cenário, várias construtoras mineiras se preparam para investir no setor hoteleiro. Um exemplo é a Concreto Empreendimentos, que vai incorporar um hotel na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O empreendimento, que começará a ser construído em janeiro de 2010, representa um investimento de cerca de R$ 20 milhões.
Ele terá 9.500 m² de área construída. Durante as obras, previstas para serem concluídas em 2012, serão gerados 300 empregos diretos e indiretos. Para Safar Filho, além de ajudar a suprir a carência de hotéis na capital mineira, esse empreendimento também vai absorver o crescimento da demanda hoteleira na cidade, que vem ganhando destaque no cenário nacional de turismo de negócios e também com o crescimento da alça norte. O Grupo Paranasa/Maio Empreendimentos, em parceria com a Rede Accor, também dotará Belo Horizonte de outro equipamento hoteleiro de reconhecimento mundial: o Ibis Savassi. O diretor de desenvolvimento imobiliário do Grupo Paranasa, Jânio Valeriano, afirma que o Ibis Savassi objetiva absorver o crescimento da demanda hoteleira em Belo Horizonte, que vem se destacando cada vez mais no cenário nacional de turismo de negócios com a atração de feiras, congressos, reuniões e, futuramente, com a Copa do Mundo de 2014. Esse é mais um empreendimento que a Paranasa/Maio desenvolvem em Belo Horizonte em parceria com a Rede Accor. (Redação - Agência IN)
Construtoras mineiras investem no setor hoteleiro
A visibilidade que um evento como a Copa do Mundo de Futebol traz para o país reflete diretamente no desenvolvimento do turismo como atividade econômica. Atentas a esse cenário, várias construtoras mineiras se preparam para investir no setor hoteleiro. Um exemplo é a Concreto Empreendimentos, que vai incorporar um hotel na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O empreendimento, que começará a ser construído em janeiro de 2010, representa um investimento de cerca de R$ 20 milhões.
Ele terá 9.500 m² de área construída. Durante as obras, previstas para serem concluídas em 2012, serão gerados 300 empregos diretos e indiretos. Para Safar Filho, além de ajudar a suprir a carência de hotéis na capital mineira, esse empreendimento também vai absorver o crescimento da demanda hoteleira na cidade, que vem ganhando destaque no cenário nacional de turismo de negócios e também com o crescimento da alça norte. O Grupo Paranasa/Maio Empreendimentos, em parceria com a Rede Accor, também dotará Belo Horizonte de outro equipamento hoteleiro de reconhecimento mundial: o Ibis Savassi. O diretor de desenvolvimento imobiliário do Grupo Paranasa, Jânio Valeriano, afirma que o Ibis Savassi objetiva absorver o crescimento da demanda hoteleira em Belo Horizonte, que vem se destacando cada vez mais no cenário nacional de turismo de negócios com a atração de feiras, congressos, reuniões e, futuramente, com a Copa do Mundo de 2014. Esse é mais um empreendimento que a Paranasa/Maio desenvolvem em Belo Horizonte em parceria com a Rede Accor. (Redação - Agência IN)
08/01/2010
Trisul emitirá R$ 300 milhões em debêntures simples
A Trisul, incorporadora e construtora, emitirá R$ 300 milhões em debêntures simples, não conversíveis em ações. Em fato relevante divulgado há pouco, a empresa, que é uma das participantes do programa do governo federal "Minha Casa, Minha Vida", informa que as debêntures da 3ª emissão serão adquiridas pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), da Caixa Econômica Federal.
O vencimento ocorre em 1º de janeiro de 2015, sendo os 3 três primeiros anos de carência, ocorrendo o primeiro pagamento em 1º de janeiro de 2013. Os recursos obtidos serão destinados ao financiamento e construção de empreendimentos enquadrados no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Fonte: Agência Estado
Trisul emitirá R$ 300 milhões em debêntures simples
A Trisul, incorporadora e construtora, emitirá R$ 300 milhões em debêntures simples, não conversíveis em ações. Em fato relevante divulgado há pouco, a empresa, que é uma das participantes do programa do governo federal "Minha Casa, Minha Vida", informa que as debêntures da 3ª emissão serão adquiridas pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), da Caixa Econômica Federal.
O vencimento ocorre em 1º de janeiro de 2015, sendo os 3 três primeiros anos de carência, ocorrendo o primeiro pagamento em 1º de janeiro de 2013. Os recursos obtidos serão destinados ao financiamento e construção de empreendimentos enquadrados no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Fonte: Agência Estado
08/01/2010
Investidor divergente prevê crash econômico na China e suspeita de bolha imobiliária
Segundo o mega investidor James S. Chanos, o gigante asiático está próximo de um colapso econômico como o dos Estados Unidos, impulsionado pelo setor imobiliário. Enquanto grande parte do mundo aposta na China para ajudar a tirar a economia global da recessão, Chanos está alertando que a economia hiperestimulada da China está seguindo para um crash, em vez do boom sustentado que a maioria dos economistas prevê.
Seu setor imobiliário em ascensão, sustentado pela enxurrada de capital especulativo, parece "Dubai vezes 1.000 -ou pior", irrita-se ele. Chanos suspeita até que Pequim esteja manipulando os livros, fingindo, entre outras coisas, suas taxas de crescimento espantosas de mais de 8%. "As bolhas são melhor identificadas pelos excessos de crédito, não pelos excessos de valorização", ele disse em uma recente aparição na "CNBC". "E não existe maior excesso de crédito do que na China." Ele está planejando um discurso para o final deste mês, na Universidade de Oxford, para disseminar seu argumento. Como um proeminente short-seller (vendedor de valores a descoberto) americano -o investidor aposta dinheiro alto no fracasso das estratégias das empresas- a narrativa de Chanos contraria o pensamento predominante em relação à China. A maioria dos economistas e governos espera que o crescimento chinês continue neste ano, sustentado pelo restante de um programa de estímulo do governo de US$ 586 bilhões, iniciado no ano passado e que visa estimular as exportações e o consumo entre os chineses. Ainda assim, apostar contra a China não será fácil. Como os estrangeiros enfrentam restrições para investir em ações listadas dentro da China, Chanos disse estar buscando outras formas de fazer suas apostas, incluindo se concentrar em empresas ligadas à construção e infraestrutura, que vendem cimento, carvão, aço e minério de ferro.
Investidor divergente prevê crash econômico na China e suspeita de bolha imobiliária
Segundo o mega investidor James S. Chanos, o gigante asiático está próximo de um colapso econômico como o dos Estados Unidos, impulsionado pelo setor imobiliário. Enquanto grande parte do mundo aposta na China para ajudar a tirar a economia global da recessão, Chanos está alertando que a economia hiperestimulada da China está seguindo para um crash, em vez do boom sustentado que a maioria dos economistas prevê.
Seu setor imobiliário em ascensão, sustentado pela enxurrada de capital especulativo, parece "Dubai vezes 1.000 -ou pior", irrita-se ele. Chanos suspeita até que Pequim esteja manipulando os livros, fingindo, entre outras coisas, suas taxas de crescimento espantosas de mais de 8%. "As bolhas são melhor identificadas pelos excessos de crédito, não pelos excessos de valorização", ele disse em uma recente aparição na "CNBC". "E não existe maior excesso de crédito do que na China." Ele está planejando um discurso para o final deste mês, na Universidade de Oxford, para disseminar seu argumento. Como um proeminente short-seller (vendedor de valores a descoberto) americano -o investidor aposta dinheiro alto no fracasso das estratégias das empresas- a narrativa de Chanos contraria o pensamento predominante em relação à China. A maioria dos economistas e governos espera que o crescimento chinês continue neste ano, sustentado pelo restante de um programa de estímulo do governo de US$ 586 bilhões, iniciado no ano passado e que visa estimular as exportações e o consumo entre os chineses. Ainda assim, apostar contra a China não será fácil. Como os estrangeiros enfrentam restrições para investir em ações listadas dentro da China, Chanos disse estar buscando outras formas de fazer suas apostas, incluindo se concentrar em empresas ligadas à construção e infraestrutura, que vendem cimento, carvão, aço e minério de ferro.
08/01/2010
BB pode liberar R$ 2,1 bi para imóveis este ano
O Banco do Brasil decidiu pisar fundo no financiamento da casa própria. Segundo o vice-presidente de Novos Negócios da instituição, Paulo Rogério Caffarelli, o BB tem hoje capacidade para liberar até R$ 7 bilhões, incluindo os recursos captados pela Nossa Caixa por meio da caderneta de poupança. Desse total, R$ 2,1 bilhões deverão ser emprestados em 2010, elevando a carteira habitacional dos atuais R$ 1,6 bilhão para R$ 3,7 bilhões - um salto de 131%.
"Com exceção da Caixa Econômica Federal, não há nenhum outro banco no mercado com tantos recursos disponíveis para o financiamento de imóveis", disse. A meta do BB é chegar a 2012 entre os três maiores bancos com atuação no sistema imobiliário. "Queremos ter entre 6% e 7% do mercado. Esse é o percentual compatível com o tamanho do BB", afirmou Caffarelli. Hoje, a participação do banco no estoque total de financiamento de moradias é de apenas 1,6%. "É pouco perto do que é o Banco do Brasil, mas não podemos esquecer que começamos a operar nesse mercado somente no fim de 2008, no auge da crise mundial", assinalou. Na estratégia para crescer, o BB fechou acordo com as 16 maiores construtoras do País para financiar diretamente os empreendimentos imobiliários. Agora, está finalizando a parceria com uma promotora de crédito imobiliário para comprar toda a carteira de crédito que ela vier a gerar. "Não se pode esquecer ainda que temos, em nossos cadastros, mais de 2,4 mil construtoras, a maior parte com crédito pré-aprovado", destacou. "Sabemos que o financiamento da casa própria é o principal produto para o crescimento dos bancos. É uma forma de manter um cliente fidelizado por 15, 20, 30 anos", acrescentou. Caffarelli ressaltou que o banco vai partir para cima de todo tipo de cliente, inclusive os de renda mais baixa, público alvo da Caixa. Tanto é que, entre projetos aprovados e em análise, o BB já ofereceu R$ 1,5 bilhão para a construção de 23 mil unidades dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. "A nossa expectativa é de, até 2012, liberar R$ 5 bilhões para o financiamento de 88 mil imóveis dentro desse programa." Ele chamou ainda a atenção para o foco do BB sobre os servidores públicos, aos quais estão sendo oferecidas condições especiais de financiamento. No geral, o banco está cobrando nos empréstimos juros entre 8,4% e 12% ao ano além da variação da Taxa Referencial (TR) para imóveis avaliados em até R$ 500 mil. Fonte Jornal do Commercio
BB pode liberar R$ 2,1 bi para imóveis este ano
O Banco do Brasil decidiu pisar fundo no financiamento da casa própria. Segundo o vice-presidente de Novos Negócios da instituição, Paulo Rogério Caffarelli, o BB tem hoje capacidade para liberar até R$ 7 bilhões, incluindo os recursos captados pela Nossa Caixa por meio da caderneta de poupança. Desse total, R$ 2,1 bilhões deverão ser emprestados em 2010, elevando a carteira habitacional dos atuais R$ 1,6 bilhão para R$ 3,7 bilhões - um salto de 131%.
"Com exceção da Caixa Econômica Federal, não há nenhum outro banco no mercado com tantos recursos disponíveis para o financiamento de imóveis", disse. A meta do BB é chegar a 2012 entre os três maiores bancos com atuação no sistema imobiliário. "Queremos ter entre 6% e 7% do mercado. Esse é o percentual compatível com o tamanho do BB", afirmou Caffarelli. Hoje, a participação do banco no estoque total de financiamento de moradias é de apenas 1,6%. "É pouco perto do que é o Banco do Brasil, mas não podemos esquecer que começamos a operar nesse mercado somente no fim de 2008, no auge da crise mundial", assinalou. Na estratégia para crescer, o BB fechou acordo com as 16 maiores construtoras do País para financiar diretamente os empreendimentos imobiliários. Agora, está finalizando a parceria com uma promotora de crédito imobiliário para comprar toda a carteira de crédito que ela vier a gerar. "Não se pode esquecer ainda que temos, em nossos cadastros, mais de 2,4 mil construtoras, a maior parte com crédito pré-aprovado", destacou. "Sabemos que o financiamento da casa própria é o principal produto para o crescimento dos bancos. É uma forma de manter um cliente fidelizado por 15, 20, 30 anos", acrescentou. Caffarelli ressaltou que o banco vai partir para cima de todo tipo de cliente, inclusive os de renda mais baixa, público alvo da Caixa. Tanto é que, entre projetos aprovados e em análise, o BB já ofereceu R$ 1,5 bilhão para a construção de 23 mil unidades dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. "A nossa expectativa é de, até 2012, liberar R$ 5 bilhões para o financiamento de 88 mil imóveis dentro desse programa." Ele chamou ainda a atenção para o foco do BB sobre os servidores públicos, aos quais estão sendo oferecidas condições especiais de financiamento. No geral, o banco está cobrando nos empréstimos juros entre 8,4% e 12% ao ano além da variação da Taxa Referencial (TR) para imóveis avaliados em até R$ 500 mil. Fonte Jornal do Commercio
07/01/2010
País captou US$ 38 bi no exterior
O total captado por governo, empresas e bancos brasileiros no exterior no ano passado chegou a US$ 38,5 bilhões, considerando-se os empréstimos sindicalizados (com a participação de vários bancos) e os títulos de dívida.
O valor foi 68% maior do que os US$ 22,9 bilhões de 2008, de acordo com os números do Valor Data. O total do ano passado é o maior desde o recorde de US$ 48 bilhões em 2006, quando a Vale tomou o empréstimo de US$ 18 bilhões para comprar a canadense Inco. Excluído esse empréstimo da Vale, que distorceu os números de 2006, o valor de captações externas do Brasil foi recorde em 2009. O mercado externo de capitais se abriu para o Brasil após o terceiro grau de investimento, da Moody's, em meados do ano, que reforçou a aposta dos investidores internacionais de que o país saiu rápido e bem da crise. Os emissores brasileiros aproveitaram a liquidez abundante - resultante da injeção de trilhões dos bancos centrais dos países ricos nos mercados e dos juros desses países em recorde de baixa - e lançaram eurobônus pagando os menores juros da sua história.
País captou US$ 38 bi no exterior
O total captado por governo, empresas e bancos brasileiros no exterior no ano passado chegou a US$ 38,5 bilhões, considerando-se os empréstimos sindicalizados (com a participação de vários bancos) e os títulos de dívida.
O valor foi 68% maior do que os US$ 22,9 bilhões de 2008, de acordo com os números do Valor Data. O total do ano passado é o maior desde o recorde de US$ 48 bilhões em 2006, quando a Vale tomou o empréstimo de US$ 18 bilhões para comprar a canadense Inco. Excluído esse empréstimo da Vale, que distorceu os números de 2006, o valor de captações externas do Brasil foi recorde em 2009. O mercado externo de capitais se abriu para o Brasil após o terceiro grau de investimento, da Moody's, em meados do ano, que reforçou a aposta dos investidores internacionais de que o país saiu rápido e bem da crise. Os emissores brasileiros aproveitaram a liquidez abundante - resultante da injeção de trilhões dos bancos centrais dos países ricos nos mercados e dos juros desses países em recorde de baixa - e lançaram eurobônus pagando os menores juros da sua história.
06/01/2010
Setor imobiliário cai e pode ameaçar retomada nos EUA
A negociação para a venda de casas usadas nos EUA teve uma forte queda em novembro, o que contribuiu para aumentar as dúvidas sobre a capacidade de recuperação do setor imobiliário do país. E, por consequência, da economia americana como um todo. O índice de vendas pendentes de casas, baseado em contratos assinados mais não totalmente fechados, caiu 16% em relação a outubro. Esse índice é calculado pela Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA.
Analistas esperavam uma queda, mas muito menor do que a divulgada ontem. Especialistas ouvidos em um levantamento feito pela agência de notícias Reuters acreditavam num recuo de 2% no índice. Esse foi o primeiro resultado negativo depois de nove meses seguidos de alta. O índice de vendas pendentes de um mês costuma adiantar como será o desempenho das vendas de imóveis residenciais depois de um ou dois meses. Embora as vendas tenham ficado 15,5% maiores do que as de novembro de 2008, a queda mensal do indicador mostra como o ritmo de vendas de casas e apartamentos nos EUA ainda depende muito de um programa de incentivo fiscal que o governo criou para facilitar a compra da casa própria. O revés do setor ainda não indica que a economia americana como um todo voltará à recessão. Mas economistas e investidores, como Paul Krugman e Warren Buffett, vêm alertando para o risco de uma recaída da economia. A indústria, porém, vem ajudando a reforçar o otimismo. Dados divulgados ontem pelo Departamento de Comércio mostram que as encomendas às fábricas em novembro tiveram uma forte alta. O aumento foi de 1,1%, superando as previsões do mercado de alta de 0,5%. Foi o terceiro mês seguido de alta. O dado reforça a tendência de recuperação do setor industrial americano num momento em fábricas da China e da Europa também dão sinais de recuperação. Os dois balanços mostram que enquanto o mercado imobiliário continua vulnerável as fábricas de aço, computadores e produtos químicos estão se recuperando a um ritmo surpreendente. No caso das casas, corretores de imóveis atribuíram o mau resultado ao fato de que os americanos estão negociando com mais calma agora que o programa de incentivo fiscal foi prorrogado. O programa, que dá um incentivo de até US$ 8 mil para quem está comprando seu primeiro imóvel residencial, estava programado para acabar em novembro, mas o Congresso decidiu ampliar o prazo. O que preocupa muitos analistas é se a recuperação que vinha sendo observada no mercado de imóveis vai empacar de vez quando o programa federal de incentivo acabar. "Essa queda repentina põe em risco a estabilidade que o mercado imobiliário experimentou nos últimos meses", escreveu Guy LeBas, estrategista do Janney Montgomery Scott. "Isso [a queda no índice] estava para acontecer em algum momento, embora não nessas proporções", observou Jennifer Lee, economista sênior do BMO Capital Markets. "Só no início da primavera [no hemisfério norte, em março] que veremos aumentos significativos nas vendas, enquanto as pessoas que buscam uma casa vão reagindo à prorrogação do incentivo", avalia Lawrence Yun, economista-chefe da associação dos corretores.
Setor imobiliário cai e pode ameaçar retomada nos EUA
A negociação para a venda de casas usadas nos EUA teve uma forte queda em novembro, o que contribuiu para aumentar as dúvidas sobre a capacidade de recuperação do setor imobiliário do país. E, por consequência, da economia americana como um todo. O índice de vendas pendentes de casas, baseado em contratos assinados mais não totalmente fechados, caiu 16% em relação a outubro. Esse índice é calculado pela Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA.
Analistas esperavam uma queda, mas muito menor do que a divulgada ontem. Especialistas ouvidos em um levantamento feito pela agência de notícias Reuters acreditavam num recuo de 2% no índice. Esse foi o primeiro resultado negativo depois de nove meses seguidos de alta. O índice de vendas pendentes de um mês costuma adiantar como será o desempenho das vendas de imóveis residenciais depois de um ou dois meses. Embora as vendas tenham ficado 15,5% maiores do que as de novembro de 2008, a queda mensal do indicador mostra como o ritmo de vendas de casas e apartamentos nos EUA ainda depende muito de um programa de incentivo fiscal que o governo criou para facilitar a compra da casa própria. O revés do setor ainda não indica que a economia americana como um todo voltará à recessão. Mas economistas e investidores, como Paul Krugman e Warren Buffett, vêm alertando para o risco de uma recaída da economia. A indústria, porém, vem ajudando a reforçar o otimismo. Dados divulgados ontem pelo Departamento de Comércio mostram que as encomendas às fábricas em novembro tiveram uma forte alta. O aumento foi de 1,1%, superando as previsões do mercado de alta de 0,5%. Foi o terceiro mês seguido de alta. O dado reforça a tendência de recuperação do setor industrial americano num momento em fábricas da China e da Europa também dão sinais de recuperação. Os dois balanços mostram que enquanto o mercado imobiliário continua vulnerável as fábricas de aço, computadores e produtos químicos estão se recuperando a um ritmo surpreendente. No caso das casas, corretores de imóveis atribuíram o mau resultado ao fato de que os americanos estão negociando com mais calma agora que o programa de incentivo fiscal foi prorrogado. O programa, que dá um incentivo de até US$ 8 mil para quem está comprando seu primeiro imóvel residencial, estava programado para acabar em novembro, mas o Congresso decidiu ampliar o prazo. O que preocupa muitos analistas é se a recuperação que vinha sendo observada no mercado de imóveis vai empacar de vez quando o programa federal de incentivo acabar. "Essa queda repentina põe em risco a estabilidade que o mercado imobiliário experimentou nos últimos meses", escreveu Guy LeBas, estrategista do Janney Montgomery Scott. "Isso [a queda no índice] estava para acontecer em algum momento, embora não nessas proporções", observou Jennifer Lee, economista sênior do BMO Capital Markets. "Só no início da primavera [no hemisfério norte, em março] que veremos aumentos significativos nas vendas, enquanto as pessoas que buscam uma casa vão reagindo à prorrogação do incentivo", avalia Lawrence Yun, economista-chefe da associação dos corretores.
06/01/2010
Disputa por imóvel comercial crescerá em grandes centros
A falta de espaços para a construção de novas torres de escritórios de alto padrão em São Paulo e no Rio de Janeiro promete um 2010 concorrido para a busca de imóveis comerciais nos dois maiores centros comerciais do País. É o que apontam as consultorias CB Richard Ellis e Colliers International. De olho neste vácuo, negócios de compra e venda de empreendimentos já existentes ou em construção se aquecem, assim como os projetos de empreendimentos comerciais de pequeno porte, que agregam conjuntos e salas comerciais.
Em São Paulo, a previsão de entrega de empreendimentos comerciais de pequeno porte, que agregam conjuntos e salas comerciais, está entre 110 mil e 140 mil metros quadrados de empreendimentos, apontam as consultorias. "Há conjuntos pequenos a serem entregues, mais de 50% do total previsto para o ano, que não atendem empresas de médio e grande e porte. Essas empresas continuarão tendo dificuldade em encontrar imóveis", diz André Strumpf, gerente de escritórios da Colliers International. A CB Richard Ellis estima que neste ano, em São Paulo, a entrega seja de 110 mil m², em média, ou inferior, o que significa 30% menos que em 2009. "O boom de lançamentos, anunciados nos últimos dois anos, deve ficar prontos em 2012 e 2013", prevê Adriano Sartori, diretor da área de locação da CB Richard Ellis. Este cenário aquece as negociações de compra e venda de edifícios prontos ou já lançados. De acordo com dados da CBRE, existem hoje na cidade de São Paulo 11,4 milhões m² de escritórios, do médio ao alto padrão (de salas comerciais e consultórios aos sofisticados imóveis triple A). Fonte Agência IN
Disputa por imóvel comercial crescerá em grandes centros
A falta de espaços para a construção de novas torres de escritórios de alto padrão em São Paulo e no Rio de Janeiro promete um 2010 concorrido para a busca de imóveis comerciais nos dois maiores centros comerciais do País. É o que apontam as consultorias CB Richard Ellis e Colliers International. De olho neste vácuo, negócios de compra e venda de empreendimentos já existentes ou em construção se aquecem, assim como os projetos de empreendimentos comerciais de pequeno porte, que agregam conjuntos e salas comerciais.
Em São Paulo, a previsão de entrega de empreendimentos comerciais de pequeno porte, que agregam conjuntos e salas comerciais, está entre 110 mil e 140 mil metros quadrados de empreendimentos, apontam as consultorias. "Há conjuntos pequenos a serem entregues, mais de 50% do total previsto para o ano, que não atendem empresas de médio e grande e porte. Essas empresas continuarão tendo dificuldade em encontrar imóveis", diz André Strumpf, gerente de escritórios da Colliers International. A CB Richard Ellis estima que neste ano, em São Paulo, a entrega seja de 110 mil m², em média, ou inferior, o que significa 30% menos que em 2009. "O boom de lançamentos, anunciados nos últimos dois anos, deve ficar prontos em 2012 e 2013", prevê Adriano Sartori, diretor da área de locação da CB Richard Ellis. Este cenário aquece as negociações de compra e venda de edifícios prontos ou já lançados. De acordo com dados da CBRE, existem hoje na cidade de São Paulo 11,4 milhões m² de escritórios, do médio ao alto padrão (de salas comerciais e consultórios aos sofisticados imóveis triple A). Fonte Agência IN
06/01/2010
Baixa renda pode ter acesso a até R$ 172 milhões para financiar moradia
Cerca de R$ 172 milhões podem ser oferecidos pela União para financiar moradias para famílias de baixa renda organizadas em cooperativas ou associações, por meio do FDS (Fundo de Desenvolvimento Social).O aporte é previsto em uma Medida Provisória que está sendo analisada pela Câmara dos Deputados. O texto também extingue o seguro habitacional para mutuários do SFH (Sistema Financeiro da Habitação).
Segundo a Agência Câmara, esse fundo tinha cunho social, mas não está ligado a nenhum programa governamental atualmente. A garantia do seguro habitacional era dada pelo FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais) e era um tipo de subsídio para contratos de alto risco. Ele foi por muito tempo usado para fomentar programas de moradia para pessoas de baixa renda, mas, segundo o governo, a função não se justifica mais, devido à baixa adesão. Das 2,5 milhões de imóveis financiados entre 1998 e 2007 com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), todos foram feitos com seguros de mercado e não pelo seguro baseado no FCVS. O Ministério das Cidades disse que a extinção desse seguro não vai gerar prejuízos para futuros mutuários, pois seu preço é o mesmo dos seguros de mercado. Já o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida utiliza o Fundo Garantidor da Habitação Popular, que oferece coberturas equivalentes às oferecidas pela apólice extinta, para a população com renda familiar de até 10 salários mínimos. A MP 478/09 vai trancar a pauta no dia 19 de março, seja na própria Câmara ou se já estiver no Senado. Fonte InfoMoney
Baixa renda pode ter acesso a até R$ 172 milhões para financiar moradia
Cerca de R$ 172 milhões podem ser oferecidos pela União para financiar moradias para famílias de baixa renda organizadas em cooperativas ou associações, por meio do FDS (Fundo de Desenvolvimento Social).O aporte é previsto em uma Medida Provisória que está sendo analisada pela Câmara dos Deputados. O texto também extingue o seguro habitacional para mutuários do SFH (Sistema Financeiro da Habitação).
Segundo a Agência Câmara, esse fundo tinha cunho social, mas não está ligado a nenhum programa governamental atualmente. A garantia do seguro habitacional era dada pelo FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais) e era um tipo de subsídio para contratos de alto risco. Ele foi por muito tempo usado para fomentar programas de moradia para pessoas de baixa renda, mas, segundo o governo, a função não se justifica mais, devido à baixa adesão. Das 2,5 milhões de imóveis financiados entre 1998 e 2007 com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), todos foram feitos com seguros de mercado e não pelo seguro baseado no FCVS. O Ministério das Cidades disse que a extinção desse seguro não vai gerar prejuízos para futuros mutuários, pois seu preço é o mesmo dos seguros de mercado. Já o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida utiliza o Fundo Garantidor da Habitação Popular, que oferece coberturas equivalentes às oferecidas pela apólice extinta, para a população com renda familiar de até 10 salários mínimos. A MP 478/09 vai trancar a pauta no dia 19 de março, seja na própria Câmara ou se já estiver no Senado. Fonte InfoMoney
05/11/2009
Eztec muda e prioriza imóveis de médio padrão
A incorporadora Eztec, tradicional no mercado paulista de médio e alto padrão, adotou uma estratégia defensiva no auge da crise. No fim do ano passado, redirecionou sua estratégia para o segmento de salas comerciais de pequeno porte - onde a demanda estava mais aquecida e o mercado ainda não estava saturado. Agora, de volta ao mercado residencial, elegeu os imóveis de médio padrão - entre R$ 200 mil e R$ 500 mil - como prioridade e fez o seu primeiro grande teste no segmento popular.
Nos primeiros nove meses do ano, a incorporadora Eztec já vendeu mais do que no ano passado inteiro. De janeiro a setembro, a companhia vendeu R$ 465 milhões, contra R$ 358 milhões durante todo o ano de 2008. Primeira empresa do setor imobiliário a divulgar balanço, a Eztec alcançou um lucro líquido de R$ 50,5 milhões no terceiro trimestre, com margem líquida de 34,6%. No terceiro trimestre, a companhia vendeu R$ 148 milhões e lançou apenas R$ 52 milhões, o que indica um volume de venda de estoques de quase R$ 98 milhões. A receita líquida cresceu 54,5%, para R$ 382,6 milhões.A estreia no Minha Casa, Minha Vida foi feita com um empreendimento em Mogi das Cruzes, com 960 unidades na faixa de R$ 90 mil. A empresa já lançou e vendeu quase metade do empreendimento, cujo valor geral de vendas é de R$ 88 milhões. "Queríamos entender como funciona esse segmento, como lidar com a Caixa Econômica Federal e com esse público, como são as margens", diz Emílio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec. "Estamos tendo boa rentabilidade, mas não vale a pena voltar toda a empresa para esse segmento." A empresa também lançou um empreendimento no Sacomã, na capital paulista, com cinco torres no valor de R$ 150 mil. "A mudança no teto do Sistema Financeiro de Habitação de R$ 350 mil para R$ 500 mil foi muito importante para o setor." A maioria dos projetos que a Eztec em fase de aprovação são residenciais de médio padrão, que representa hoje 50% do banco de terrenos da companhia. A incorporadora voltou a comprar terrenos nos últimos três meses: adquiriu quatro na cidade de São Paulo com potencial de construção de quase R$ 200 milhões. Por conta das aquisições de terrenos, o caixa da companhia que era de R$ 177 milhões no segundo trimestre caiu para R$ 166 milhões, no terceiro trimestre. (Valor Online)
Eztec muda e prioriza imóveis de médio padrão
A incorporadora Eztec, tradicional no mercado paulista de médio e alto padrão, adotou uma estratégia defensiva no auge da crise. No fim do ano passado, redirecionou sua estratégia para o segmento de salas comerciais de pequeno porte - onde a demanda estava mais aquecida e o mercado ainda não estava saturado. Agora, de volta ao mercado residencial, elegeu os imóveis de médio padrão - entre R$ 200 mil e R$ 500 mil - como prioridade e fez o seu primeiro grande teste no segmento popular.
Nos primeiros nove meses do ano, a incorporadora Eztec já vendeu mais do que no ano passado inteiro. De janeiro a setembro, a companhia vendeu R$ 465 milhões, contra R$ 358 milhões durante todo o ano de 2008. Primeira empresa do setor imobiliário a divulgar balanço, a Eztec alcançou um lucro líquido de R$ 50,5 milhões no terceiro trimestre, com margem líquida de 34,6%. No terceiro trimestre, a companhia vendeu R$ 148 milhões e lançou apenas R$ 52 milhões, o que indica um volume de venda de estoques de quase R$ 98 milhões. A receita líquida cresceu 54,5%, para R$ 382,6 milhões.A estreia no Minha Casa, Minha Vida foi feita com um empreendimento em Mogi das Cruzes, com 960 unidades na faixa de R$ 90 mil. A empresa já lançou e vendeu quase metade do empreendimento, cujo valor geral de vendas é de R$ 88 milhões. "Queríamos entender como funciona esse segmento, como lidar com a Caixa Econômica Federal e com esse público, como são as margens", diz Emílio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec. "Estamos tendo boa rentabilidade, mas não vale a pena voltar toda a empresa para esse segmento." A empresa também lançou um empreendimento no Sacomã, na capital paulista, com cinco torres no valor de R$ 150 mil. "A mudança no teto do Sistema Financeiro de Habitação de R$ 350 mil para R$ 500 mil foi muito importante para o setor." A maioria dos projetos que a Eztec em fase de aprovação são residenciais de médio padrão, que representa hoje 50% do banco de terrenos da companhia. A incorporadora voltou a comprar terrenos nos últimos três meses: adquiriu quatro na cidade de São Paulo com potencial de construção de quase R$ 200 milhões. Por conta das aquisições de terrenos, o caixa da companhia que era de R$ 177 milhões no segundo trimestre caiu para R$ 166 milhões, no terceiro trimestre. (Valor Online)
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Minha Casa, Minha Vida é aposta do mercado imobiliário para 2010
Para o vice-presidente de Habitação do Secovi-SP, Flavio Prando, o programa fez toda a diferença para as famílias de baixa renda, que agora podem comprar o primeiro imóvel
Em 2009, o mercado imobiliário nacional sofreu uma revolução após o lançamento do programa governamental Minha Casa, Minha Vida, de acordo com o vice-presidente de Habitação do Secovi-SP, Flavio Prando. Para ele, o programa fez toda a diferença para famílias com renda de até 10 salários mínimos. “Principalmente para aquelas que ganham de 3 a 6 salários, que puderam migrar da locação para a compra, pois o preço do financiamento é até menor do que o do aluguel”, destaca o dirigente.
O perfil do comprador também mudou, de acordo com o vice-presidente. “Hoje, nos plantões de vendas, grande parte dos visitantes é de casais de jovens, na faixa de 23 a 30 anos. Isso cria uma oportunidade de compra essas para pessoas. Reconhecemos a importância do programa Minha Casa, Minha Vida e defendemos que ele seja o primeiro passo para o estabelecimento de uma política de Estado de Habitação, contínua e independente de governo.”
Balanço 2009 – As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo se mantiveram semelhantes às registradas em 2008, com recuo dos lançamentos. Na avaliação de Prando, esse fenômeno demonstra que o Minha Casa, Minha Vida chegou antes ao consumidor. Isso tem uma explicação: os incorporadores precisam de um prazo extenso para adaptar seus produtos a uma nova tipologia, de maneira a atender famílias de baixa renda com qualidade.
Prando destaca outras novidades importantes trazidas pelo programa, tais como: subsídios escalonados com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), juros de 4,5% a 5% no financiamento e redução das custas cartorárias. “O agente financeiro desse programa é a Caixa Econômica Federal, que tem se esforçado muito para proporcionar a velocidade desejada pelos empresários na aprovação de projetos. Há muito tempo acompanhamos os números do banco, que em 2003, por exemplo, financiou algo em torno de 20 mil unidades, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e este ano já contratou 176 mil. O multiplicador registrado no período é de 12 a 15 vezes”, ressalta o vice-presidente da entidade, acrescentando que possivelmente a Caixa feche o ano com 300 mil unidades aprovadas, caso mantenha o ritmo de 5 mil contratações por dia registrado no segundo semestre.
Apesar da robustez dos números de novas contratações, esse volume poderia ser superior se não houvesse dificuldades no licenciamento ambiental, morosidade na liberação de alvarás de prefeituras e de concessionárias públicas. Mesmo assim, a meta de contratação de um milhão de moradias até o final de 2010 permanece factível, na avaliação de Prando. “Evidentemente, essas unidades serão entregues até 2012. Temos consciência de que a casa própria é sinônimo de inclusão social, democracia consolidada e avanço para o Brasil”, conclui.
Para o vice-presidente de Habitação do Secovi-SP, Flavio Prando, o programa fez toda a diferença para as famílias de baixa renda, que agora podem comprar o primeiro imóvel
Em 2009, o mercado imobiliário nacional sofreu uma revolução após o lançamento do programa governamental Minha Casa, Minha Vida, de acordo com o vice-presidente de Habitação do Secovi-SP, Flavio Prando. Para ele, o programa fez toda a diferença para famílias com renda de até 10 salários mínimos. “Principalmente para aquelas que ganham de 3 a 6 salários, que puderam migrar da locação para a compra, pois o preço do financiamento é até menor do que o do aluguel”, destaca o dirigente.
O perfil do comprador também mudou, de acordo com o vice-presidente. “Hoje, nos plantões de vendas, grande parte dos visitantes é de casais de jovens, na faixa de 23 a 30 anos. Isso cria uma oportunidade de compra essas para pessoas. Reconhecemos a importância do programa Minha Casa, Minha Vida e defendemos que ele seja o primeiro passo para o estabelecimento de uma política de Estado de Habitação, contínua e independente de governo.”
Balanço 2009 – As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo se mantiveram semelhantes às registradas em 2008, com recuo dos lançamentos. Na avaliação de Prando, esse fenômeno demonstra que o Minha Casa, Minha Vida chegou antes ao consumidor. Isso tem uma explicação: os incorporadores precisam de um prazo extenso para adaptar seus produtos a uma nova tipologia, de maneira a atender famílias de baixa renda com qualidade.
Prando destaca outras novidades importantes trazidas pelo programa, tais como: subsídios escalonados com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), juros de 4,5% a 5% no financiamento e redução das custas cartorárias. “O agente financeiro desse programa é a Caixa Econômica Federal, que tem se esforçado muito para proporcionar a velocidade desejada pelos empresários na aprovação de projetos. Há muito tempo acompanhamos os números do banco, que em 2003, por exemplo, financiou algo em torno de 20 mil unidades, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e este ano já contratou 176 mil. O multiplicador registrado no período é de 12 a 15 vezes”, ressalta o vice-presidente da entidade, acrescentando que possivelmente a Caixa feche o ano com 300 mil unidades aprovadas, caso mantenha o ritmo de 5 mil contratações por dia registrado no segundo semestre.
Apesar da robustez dos números de novas contratações, esse volume poderia ser superior se não houvesse dificuldades no licenciamento ambiental, morosidade na liberação de alvarás de prefeituras e de concessionárias públicas. Mesmo assim, a meta de contratação de um milhão de moradias até o final de 2010 permanece factível, na avaliação de Prando. “Evidentemente, essas unidades serão entregues até 2012. Temos consciência de que a casa própria é sinônimo de inclusão social, democracia consolidada e avanço para o Brasil”, conclui.
domingo, 3 de janeiro de 2010
03/01/2010 - 09h18
Imigrantes dão cara a regiões em que se estabeleceram em SP
EVELYN CARVALHO
colaboração para a Folha
São Paulo tornou-se a casa de alguns grupos de imigrantes. Um dos mais importantes deles é o de italianos, que chegou à cidade no final do século 19 e demarcou seu território na Mooca (zona leste).
No passado, o estabelecimento dos habitantes na região ocorreu por conta da proximidade com as fábricas do Brás, onde trabalhavam. Hoje a Mooca atrai quem gosta de um local tranquilo, sem perder a comodidade de morar relativamente perto do centro e de ter à mão um amplo leque de serviços.
Perfil de cada bairro acompanha estilo do morador em São Paulo
Ruth Cardamone, 74, é funcionária pública aposentada e faz parte de uma família de descendentes de italianos que está há cinco gerações no bairro. Ela herdou do pai um amplo apartamento em um antigo prédio de dois andares. "Quem sai da Mooca acaba voltando, porque não se acostuma a outro lugar."
Segundo a pesquisa DNA Paulistano, realizada pelo Datafolha em 2008, a fidelidade é de fato uma característica dos moradores do distrito da Mooca --52% deles acreditam que seu bairro é melhor que os demais da cidade.
Apesar de manter um ar conservador, a região dá sinais de que passará pelo mesmo crescimento vertical do Tatuapé e do bairro Anália Franco.
O preço médio dos lançamentos na Mooca em 2008 e 2009 (R$ 3.670) superou o do Tatuapé (R$ 3.034), segundo dados da Geoimovel.
Já quem mora na Liberdade, região central de São Paulo, defende que o bairro é muito mais do que a feira típica japonesa e as lanternas vermelhas da rua Galvão Bueno. Sua fronteira chega até as proximidades da Aclimação e do Cambuci.
Área íntima
Nessa ampla área vivem não apenas japoneses e descendentes mas também coreanos e chineses. "Os orientais gostam de imóveis espaçosos e valorizam a segurança", afirma Aldo Ferreira de Assis, proprietário da imobiliária Afassis.
O corretor também revela que a discrição é mais um ponto marcante das três culturas. "Elas dão preferência à área íntima e não gostam de se expor."
Descendente de japoneses, Sergio Sado Hattano, 40, possui um pequeno comércio na região e há sete anos mudou-se do Ipiranga (zona sul) para um imóvel de dois dormitórios próximo ao seu estabelecimento. "Agora estou mais perto do trabalho e não perco tanto tempo no trânsito", justifica.
De 2006 a agosto de 2009, houve 11 lançamentos imobiliários no distrito da Liberdade, segundo a Geoimovel. O preço médio do metro quadrado em 2008 e 2009 foi de R$ 4.881.
Colônia judaica
A expressiva colônia judaica que habita Higienópolis desde meados do século passado fez desse bairro da região central paulistana um local repleto de referências a sua cultura.
Os imóveis são, em sua maioria, de alto padrão. Helio Mizrahi, proprietário da HM Imóveis, afirma que as famílias predominam: "70% dos apartamentos são de três ou de quatro dormitórios", caracteriza.
Quando ortodoxos, os judeus instalam duas pias na cozinha --uma para laticínios e outra para carne, como preconiza a culinária "kosher".
Entre os preceitos do "shabat", não é permitido acionar o elevador durante o período semanal de descanso, que vai do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado. Por isso, muitos judeus preferem apartamentos em andares baixos.
Há edifícios em Higienópolis que solucionaram essa questão de maneira mais tecnológica. Durante o "shabat", o elevador é programado para parar em todos os andares; ao usuário cabe apenas esperá-lo chegar ao seu pavimento.
Imigrantes dão cara a regiões em que se estabeleceram em SP
EVELYN CARVALHO
colaboração para a Folha
São Paulo tornou-se a casa de alguns grupos de imigrantes. Um dos mais importantes deles é o de italianos, que chegou à cidade no final do século 19 e demarcou seu território na Mooca (zona leste).
No passado, o estabelecimento dos habitantes na região ocorreu por conta da proximidade com as fábricas do Brás, onde trabalhavam. Hoje a Mooca atrai quem gosta de um local tranquilo, sem perder a comodidade de morar relativamente perto do centro e de ter à mão um amplo leque de serviços.
Perfil de cada bairro acompanha estilo do morador em São Paulo
Ruth Cardamone, 74, é funcionária pública aposentada e faz parte de uma família de descendentes de italianos que está há cinco gerações no bairro. Ela herdou do pai um amplo apartamento em um antigo prédio de dois andares. "Quem sai da Mooca acaba voltando, porque não se acostuma a outro lugar."
Segundo a pesquisa DNA Paulistano, realizada pelo Datafolha em 2008, a fidelidade é de fato uma característica dos moradores do distrito da Mooca --52% deles acreditam que seu bairro é melhor que os demais da cidade.
Apesar de manter um ar conservador, a região dá sinais de que passará pelo mesmo crescimento vertical do Tatuapé e do bairro Anália Franco.
O preço médio dos lançamentos na Mooca em 2008 e 2009 (R$ 3.670) superou o do Tatuapé (R$ 3.034), segundo dados da Geoimovel.
Já quem mora na Liberdade, região central de São Paulo, defende que o bairro é muito mais do que a feira típica japonesa e as lanternas vermelhas da rua Galvão Bueno. Sua fronteira chega até as proximidades da Aclimação e do Cambuci.
Área íntima
Nessa ampla área vivem não apenas japoneses e descendentes mas também coreanos e chineses. "Os orientais gostam de imóveis espaçosos e valorizam a segurança", afirma Aldo Ferreira de Assis, proprietário da imobiliária Afassis.
O corretor também revela que a discrição é mais um ponto marcante das três culturas. "Elas dão preferência à área íntima e não gostam de se expor."
Descendente de japoneses, Sergio Sado Hattano, 40, possui um pequeno comércio na região e há sete anos mudou-se do Ipiranga (zona sul) para um imóvel de dois dormitórios próximo ao seu estabelecimento. "Agora estou mais perto do trabalho e não perco tanto tempo no trânsito", justifica.
De 2006 a agosto de 2009, houve 11 lançamentos imobiliários no distrito da Liberdade, segundo a Geoimovel. O preço médio do metro quadrado em 2008 e 2009 foi de R$ 4.881.
Colônia judaica
A expressiva colônia judaica que habita Higienópolis desde meados do século passado fez desse bairro da região central paulistana um local repleto de referências a sua cultura.
Os imóveis são, em sua maioria, de alto padrão. Helio Mizrahi, proprietário da HM Imóveis, afirma que as famílias predominam: "70% dos apartamentos são de três ou de quatro dormitórios", caracteriza.
Quando ortodoxos, os judeus instalam duas pias na cozinha --uma para laticínios e outra para carne, como preconiza a culinária "kosher".
Entre os preceitos do "shabat", não é permitido acionar o elevador durante o período semanal de descanso, que vai do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado. Por isso, muitos judeus preferem apartamentos em andares baixos.
Há edifícios em Higienópolis que solucionaram essa questão de maneira mais tecnológica. Durante o "shabat", o elevador é programado para parar em todos os andares; ao usuário cabe apenas esperá-lo chegar ao seu pavimento.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Síndico de SP é cada vez mais profissional
| Fonte: O Estado de S. Paulo
Categorias: CONDOMÍNIO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tags: aposentados, condomínios, estado, função, novidade, prédios, profissionais, profissionalização, síndico, síndicos
Os condomínios paulistas tornaram-se o segundo escritório de empresários e administradores de empresas. A dupla jornada de trabalho destes profissionais é evidenciada com o perfil do síndico feito pela empresa Lello, que administra 1.100 prédios no Estado. Confirmando a tendência de que donas de casa e aposentados ocupam cada vez menos espaço na liderança dos edifícios, a profissionalização da função, com a preferência por gente da área para comandar as tarefas residenciais, é a novidade no levantamento divulgado hoje, data em que é celebrado o Dia do Síndico.
Nos últimos três anos, o número de síndicos que são empresários passou de 23% para 27%. Em segundo lugar no ranking atual estão os administradores de empresas que, na lista de 2006, ficavam em 5º posição. Advogados também sobem no pódio deste ano - no último balanço ostentavam o 6ª degrau. Já os aposentados, que eram 9,8%, passaram para 8,7%. Mesmo declínio para as donas de casa, que caíram de 10,5% para 7,1%.
Os números divulgados indicam que casos como os de Odila Seprenuy, de 79 anos, e Albino Gonçalves, 72, são cada vez mais raros. Ela, do lar, está no posto de síndica há 20 anos em um prédio do Jaraguá, zona oeste paulistana. E diz que pode vir a moçada que vier, não sai de jeito nenhum. Do estilo linha dura - como se define -, fala que chegou ao posto para tentar “aliviar a dor de ser viúva”. “Desde então virou minha paixão. Ninguém cuida tão bem dos 36 apartamentos quanto eu.”
Já o seu Albino, aposentado, quer mesmo “sumir do mapa” e destinar o tempo livre para outras funções. “Quero deixar de ser síndico, mas o povo não deixa. É uma dor de cabeça que só vendo. A turma não dá trégua”, diz ele, que há 12 anos comanda um edifício em Moema, bairro da zona sul paulistana.
O trabalho pesado de ser síndico é sentido na pele pelo novato Nelson Flávio Oliveira Ramos, 33 anos. Administrador de carreira no horário comercial, ele tinha certeza que tiraria “de letra” o trabalho semelhante na vida pessoal. Mas… “Até briga eu já tive de separar”, conta ele, que só é síndico há seis meses. “As funções são semelhantes, mas administrar o condomínio dá muito mais dor de cabeça”, diz.
Segundo Angélica Arbex, gerente da Lello, as explicações para, na hora das eleições dos condomínios, os empresários, administradores e advogados ficarem na frente de quem, em tese, tem mais tempo livre e mais idade, é que as tarefas estão mais complexas. “Percebemos que nos últimos anos, os síndicos estão cada vez mais jovens e também mais preparados, no sentido de conhecer a legislação, os mecanismos de administração”, afirma ela.
Outro motivo para a profissionalização do síndico é que os condomínios cresceram. As previsões são de que, até 2011, dois em cada dez lançamentos de conjuntos residenciais sejam do estilo “mega”, com espaços que vão além da churrasqueira e piscina, com campo de golfe e pet shop.
E, quanto maiores os prédios, mais novos os líderes. Pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi) confirma o novo perfil. O levantamento, divulgado em outubro, mostrou que 74% dos síndicos de prédios residenciais têm entre 30 e 60 anos. Somente 26% possuem mais que 60 anos - grupo antes que era maioria e sustentava o estereótipo de síndico já com cabelos brancos.
A diminuição da idade dos síndicos nos prédios comerciais é ainda mais evidente. Neste tipo de edifício, 86% estão na faixa etária entre 31 e 60 anos. “Os próprios condôminos exigem do síndico, hoje, conhecimento de tarefas que são mais presentes no cotidiano de quem é mais novo”, acredita Hubert Gebara, vice-presidente do Secovi. “Um dos exemplos é a tecnologia. Sem falar da sustentabilidade.”
| Fonte: O Estado de S. Paulo
Categorias: CONDOMÍNIO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tags: aposentados, condomínios, estado, função, novidade, prédios, profissionais, profissionalização, síndico, síndicos
Os condomínios paulistas tornaram-se o segundo escritório de empresários e administradores de empresas. A dupla jornada de trabalho destes profissionais é evidenciada com o perfil do síndico feito pela empresa Lello, que administra 1.100 prédios no Estado. Confirmando a tendência de que donas de casa e aposentados ocupam cada vez menos espaço na liderança dos edifícios, a profissionalização da função, com a preferência por gente da área para comandar as tarefas residenciais, é a novidade no levantamento divulgado hoje, data em que é celebrado o Dia do Síndico.
Nos últimos três anos, o número de síndicos que são empresários passou de 23% para 27%. Em segundo lugar no ranking atual estão os administradores de empresas que, na lista de 2006, ficavam em 5º posição. Advogados também sobem no pódio deste ano - no último balanço ostentavam o 6ª degrau. Já os aposentados, que eram 9,8%, passaram para 8,7%. Mesmo declínio para as donas de casa, que caíram de 10,5% para 7,1%.
Os números divulgados indicam que casos como os de Odila Seprenuy, de 79 anos, e Albino Gonçalves, 72, são cada vez mais raros. Ela, do lar, está no posto de síndica há 20 anos em um prédio do Jaraguá, zona oeste paulistana. E diz que pode vir a moçada que vier, não sai de jeito nenhum. Do estilo linha dura - como se define -, fala que chegou ao posto para tentar “aliviar a dor de ser viúva”. “Desde então virou minha paixão. Ninguém cuida tão bem dos 36 apartamentos quanto eu.”
Já o seu Albino, aposentado, quer mesmo “sumir do mapa” e destinar o tempo livre para outras funções. “Quero deixar de ser síndico, mas o povo não deixa. É uma dor de cabeça que só vendo. A turma não dá trégua”, diz ele, que há 12 anos comanda um edifício em Moema, bairro da zona sul paulistana.
O trabalho pesado de ser síndico é sentido na pele pelo novato Nelson Flávio Oliveira Ramos, 33 anos. Administrador de carreira no horário comercial, ele tinha certeza que tiraria “de letra” o trabalho semelhante na vida pessoal. Mas… “Até briga eu já tive de separar”, conta ele, que só é síndico há seis meses. “As funções são semelhantes, mas administrar o condomínio dá muito mais dor de cabeça”, diz.
Segundo Angélica Arbex, gerente da Lello, as explicações para, na hora das eleições dos condomínios, os empresários, administradores e advogados ficarem na frente de quem, em tese, tem mais tempo livre e mais idade, é que as tarefas estão mais complexas. “Percebemos que nos últimos anos, os síndicos estão cada vez mais jovens e também mais preparados, no sentido de conhecer a legislação, os mecanismos de administração”, afirma ela.
Outro motivo para a profissionalização do síndico é que os condomínios cresceram. As previsões são de que, até 2011, dois em cada dez lançamentos de conjuntos residenciais sejam do estilo “mega”, com espaços que vão além da churrasqueira e piscina, com campo de golfe e pet shop.
E, quanto maiores os prédios, mais novos os líderes. Pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi) confirma o novo perfil. O levantamento, divulgado em outubro, mostrou que 74% dos síndicos de prédios residenciais têm entre 30 e 60 anos. Somente 26% possuem mais que 60 anos - grupo antes que era maioria e sustentava o estereótipo de síndico já com cabelos brancos.
A diminuição da idade dos síndicos nos prédios comerciais é ainda mais evidente. Neste tipo de edifício, 86% estão na faixa etária entre 31 e 60 anos. “Os próprios condôminos exigem do síndico, hoje, conhecimento de tarefas que são mais presentes no cotidiano de quem é mais novo”, acredita Hubert Gebara, vice-presidente do Secovi. “Um dos exemplos é a tecnologia. Sem falar da sustentabilidade.”
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Por InfoMoney, InfoMoney, Atulizado: 28/12/2009 8:00
Crédito pautará toda a economia em 2010
SÃO PAULO – O crescimento econômico, a redução do risco da perda do emprego, juntamente com as quedas nas taxas de juros, devem fazer da concessão de crédito à pessoa física o grande motor da economia em 2010, segundo avalia o vice-presidente de pesquisas da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel José Oliveira.
Além disso, o consumidor pode esperar taxas de juros mais baixas e prazos mais longos.
“Todo ambiente econômico propicia um crescimento no volume de crédito. Acredito que a relação crédito versus PIB (Produto Interno Bruto) irá atingir 50% no ano que vem, um recorde, mas, ainda abaixo do que se pratica fora do Brasil”, disse.
Crescimento
“Os bancos vão preferir investir nas linhas com maiores garantias e a grande vedete será o crédito imobiliário”.
Mesmo assim, diz ele, devido aos hábitos culturais e à menor burocracia, na hora dos gastos emergenciais, o brasileiro continuará recorrendo às linha de crédito com custos mais altos, como o cheque especial e o cartão de crédito.
Crédito Imobiliário
“Como essa confiança foi restabelecida ao longo do segundo semestre de 2009, então, acho que neste ano não houve tempo hábil para que essa melhora consistente na confiança conseguisse produzir seus efeitos plenos (...) e chegasse na sua plenitude no mercado imobiliário, o que deve acontecer em 2010”.
O economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) concorda e acredita que o crédito imobiliário pode até dobrar de volume nos próximos 12 meses.
“Hoje, existe uma tendência de queda nas taxas de juros das aplicações financeiras e muita gente está procurando diversificar as aplicações e o imóvel é uma alternativa. Percentualmente, o crédito imobiliário pode crescer até mais de 50%, mas ainda é um volume inexpressivo”, diz.
Crédito pautará toda a economia em 2010
SÃO PAULO – O crescimento econômico, a redução do risco da perda do emprego, juntamente com as quedas nas taxas de juros, devem fazer da concessão de crédito à pessoa física o grande motor da economia em 2010, segundo avalia o vice-presidente de pesquisas da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel José Oliveira.
Além disso, o consumidor pode esperar taxas de juros mais baixas e prazos mais longos.
“Todo ambiente econômico propicia um crescimento no volume de crédito. Acredito que a relação crédito versus PIB (Produto Interno Bruto) irá atingir 50% no ano que vem, um recorde, mas, ainda abaixo do que se pratica fora do Brasil”, disse.
Crescimento
“Os bancos vão preferir investir nas linhas com maiores garantias e a grande vedete será o crédito imobiliário”.
Mesmo assim, diz ele, devido aos hábitos culturais e à menor burocracia, na hora dos gastos emergenciais, o brasileiro continuará recorrendo às linha de crédito com custos mais altos, como o cheque especial e o cartão de crédito.
Crédito Imobiliário
“Como essa confiança foi restabelecida ao longo do segundo semestre de 2009, então, acho que neste ano não houve tempo hábil para que essa melhora consistente na confiança conseguisse produzir seus efeitos plenos (...) e chegasse na sua plenitude no mercado imobiliário, o que deve acontecer em 2010”.
O economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) concorda e acredita que o crédito imobiliário pode até dobrar de volume nos próximos 12 meses.
“Hoje, existe uma tendência de queda nas taxas de juros das aplicações financeiras e muita gente está procurando diversificar as aplicações e o imóvel é uma alternativa. Percentualmente, o crédito imobiliário pode crescer até mais de 50%, mas ainda é um volume inexpressivo”, diz.
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Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.