quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

24/02/2010
Imóveis de dois dormitórios são a "bola da vez" entre lançamentos, diz Secovi-SP
MARIANA SALLOWICZ


O lançamento de imóveis de dois dormitórios na cidade de São Paulo cresceu 26,5% e chegou a quase metade do total (43%) em 2009, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Secovi-SP (sindicato da habitação). Para o economista-chefe da entidade, Celso Petrucci, as unidades menores são a "bola da vez".

"Há uma mudança no comportamento do mercado, que antes fazia preponderantemente lançamentos de imóveis de três e quatro dormitórios. Agora, o foco está nos de dois e três dormitórios", acrescentou o presidente da entidade, João Crestana.

Os imóveis de dois quartos ganharam a liderança nos lançamentos em 2009, passando de 34% em 2008 para 43% no ano passado -- alta de 26,5%. Ao mesmo tempo, as casas e apartamentos de três dormitórios perderam o primeiro lugar no ranking, caindo de 38% para 35%.

Também reduziram espaço as unidades de quatro dormitórios, que representavam 24% dos lançamentos em 2008 e 16% em 2009. Já os de um dormitório se mantiveram praticamente estáveis, passando de 4% para 6%.

O programa do governo federal "Minha Casa, Minha Vida" foi um dos propulsores do crescimento deste mercado, segundo o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. "As empresas foram se estruturando para atender ao segmento econômico", explicou. Para ele, há uma demanda para imóveis de dois dormitórios que dificilmente será suprida.

2010

Para este ano, as expectativas do presidente do Secovi são positivas "por causa dessa procura pelos imóveis menores aliada à abundância de recursos disponíveis para o setor". Segundo ele, a previsão é de um crescimento de 10% nos lançamentos, que passariam de 30 mil neste ano para 33 mil em 2010. Já as vendas deverão ter alta de 5%, chegando a 37,6 mil unidades.

Em relação aos empregos, a entidade estima que será preciso contratar mais 200 mil profissionais para o setor no país, sendo a maioria de profissionais que precisarão de treinamento e especialização, como pedreiros, marceneiros e carpinteiros.

Segundo Crestana, o desafio será estimular jovens, com idade entre 18 e 30 anos, a procurarem emprego. Para ele, muitos são desestimulados por receberem benefícios assistências, como o Bolsa-família, e não quererem aumentar a renda, o que poderá causar a perda do extra. "Queremos ensinar esses jovens e trazê-los para o mercado com treinamentos de três a cinco meses", disse.

Mais um programa

O setor da construção civil já deu início a movimentações para reivindicar a segunda edição do "Minha Casa, Minha Vida", informou Crestana. Haverá uma reunião no dia 25 na CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil) para montar uma proposta de aperfeiçoamento do programa, que será entregue na sequência ao governo federal. "Para que em 2011 estejamos trabalhando firme, é preciso haver uma discussão desde já", afirmou.

O "Minha Casa, Minha Vida" foi lançado em abril de 2009 com o objetivo de construir um milhão de moradias --em 2009 tinham sido financiadas 275 mil unidades. O governo espera atingir a meta neste ano.

"Acreditamos que os recursos do programa estejam todos contratados até outubro, por isso, precisamos pensar em uma continuidade para ele", afirmou Crestana. "Em até três meses teremos uma posição do governo sobre a segunda parte do programa."

Segundo ele, a ideia é "pegar uma carona" na segunda edição do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que será lançada no final de março. Entre as mudanças que serão propostas estão maior rapidez na aprovação dos contratos e projetos e maior presença dos bancos privados nos financiamentos, que hoje são feitos exclusivamente pela Caixa Econômica Federal.
Fonte: Folha Online
24/02/2010
Venda de imóveis novos cresce 9% em São Paulo em 2009, aponta Secovi
MARIANA SALLOWICZ


Com a retomada da economia, a venda de imóveis novos residenciais atingiu 35.832 unidades em 2009 na capital paulista, 9,15% a mais do que em 2008, de acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo.

O resultado superou a expectativa inicial de encerrar o ano com 33 mil unidades comercializadas. A média mensal de vendas ficou em cerca de 3.000, ante 2.700 no ano anterior.

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Segundo o Secovi-SP, os dois últimos meses do ano representaram quase 25% do total vendido no ano, com 8.274 unidades comercializadas.

A recuperação das vendas sobre 2008, no entanto, não foi acompanhada pela produção. Dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) mostram que o volume de lançamentos apresentaram queda no ano. Foram 30.128 unidades, com redução de 12,75% sobre o volume registrado em 2008.

No último bimestre, foram lançadas 10.142 moradias, volume superior à soma dos sete primeiros meses do ano (9.753). "A recente alta nos lançamentos pode ser atrelada à recuperação após meses seguidos de timidez. Já as vendas atingiram a retomada necessária durante o ano passado, confirmando que a confiança do consumidor está nos mesmos níveis do período pré-crise", disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Das unidades disponíveis na cidade de São Paulo, 17,6% foram comercializadas no ano passado, ante um VSO (venda sobre oferta) de 13,8% em 2008.

Apesar do aquecimento desse setor, o número de mutuários com mais de três prestações em atraso, considerando os recursos da poupança, vem caindo nos últimos anos. No ano passado, ficou em 2,56% da carteira, ante 3,07% em 2008. Em 2003, esse percentual atingiu 11,2%.

No ano passado, a Caixa Econômica Federal, um dos principais agentes financiadores, disponibilizou R$ 47,05 bilhões em financiamentos imobiliários, sendo R$ 14,1 bilhões destinados ao programa Minha Casa, Minha Vida. Foi a maior contratação habitacional de sua história, com um volume de crédito 102% maior do que o registrado em 2008.
Fonte: Folha Online

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

23/02/2010
No Rio, investir em imóvel rende mais do que em aplicação financeira


Em 12 meses contados de janeiro de 2009 a janeiro de 2010, os imóveis usados estiveram entre os campeões de investimento, com rentabilidade superior à de muitas aplicações financeiras, especialmente as de renda fixa. Casas e apartamentos de todos os tamanhos e em vários bairros apresentaram alta no valor de venda, segundo levantamento do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio).
E para 2010 a expectativa não é muito diferente. Apesar de as unidades menores terem mais liquidez, os preços das de três e quatro quartos explodiram em 2009, depois de um período de estagnação. Segundo a pesquisa, o valor de um quatro quartos em Ipanema subiu 126,63%. No Flamengo, a alta foi de 79,04% e, no Leblon, de 62,45%. Já os três quartos foram o destaque da Tijuca, com alta de 66,91%, de São Cristóvão, com 68,93%, e de Botafogo, com 52,50%. - Os imóveis de três e quatro quartos tiveram uma valorização maior, o que não quer dizer que eles sejam a melhor opção de investimento, pois os de um e dois quartos têm maior liquidez. São imóveis que giram mais rápido, pois um número maior de pessoas tem condições de comprálos ou alugá-los. E a rentabilidade, tanto na venda como no aluguel, é maior - explica o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider. Crédito impulsionou trocatroca de imóveis por maiores Schneider ressalta que as moradias de um e dois quartos já vinham tendo excessiva valorização nos últimos anos e as unidades maiores não haviam acompanhado. Por isso, agora, os preços saltaram, avalia: - Além disso, com mais crédito na praça, muita gente aproveitou para trocar seu imóvel menor por um maior, aumentando a demanda. Os imóveis de um quarto se destacaram principalmente em Copacabana, Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Centro e, também, Flamengo. Copacabana teve a maior variação do quarto e-sala, com alta de 48,08%. Na Barra e em Jacarepaguá, o valor das unidades de um quarto subiram 36,81% e 43,83%, respectivamente. No Centro, este tipo de imóvel teve valorização de 32,52% e, no Flamengo, de 44,82%. Já as moradias de dois quartos tiveram maior alta na Tijuca, com preços 81,95% superiores a um ano antes. Leblon, Gávea, Copacabana, Botafogo e Méier também tiveram altas expressivas. Toda esta valorização dos imóveis no Rio foi registrada em um ano em que a Selic começou em 13,75% anuais, os fundos DI, que acompanham a taxa básica, tiveram rentabilidade de 10,21% sem descontar o Imposto de Renda (IR). Considerando um tributo de 20% (para quem investe por seis meses a um ano), a rentabilidade cairia para cerca de 8,17%, podendo ser bem menor, a depender da taxa de administração cobrada pelo fundo. No Centro do Rio, imóveis corporativos são boa opção A expectativa para 2010, segundo Schneider, é de valorização de alguns trechos da Barra da Tijuca - especialmente dos imóveis próximos à Avenida Abelardo Bueno, onde será o Centro Metropolitano - e de bairros da Zona Norte, como Méier, Del Castilho e Vila da Penha. O vice-presidente do Secovi também sustenta que, no Centro, os imóveis corporativos serão uma ótima opção de investimento em 2010. Fonte: O Globo
23/02/2010
Logística deve triplicar investimento


Dentro do novo quadro de investimentos em infraestrutura no Brasil, o economista Gilberto Borça Jr., do BNDES, destaca que, apesar da manutenção do protagonismo de energia elétrica e telecomunicações, o País deverá experimentar um salto mais alto nos investimentos em logística. Só na área de portos, o BNDES prevê que os investimentos praticamente vão triplicar, passando dos R$ 5 bilhões aplicados entre 2005 e 2008 para R$ 14 bilhões entre este ano e 2013, um aumento de 203%.
Na mesma comparação, o investimento em ferrovias deve aumentar 81,7%, impulsionado pelo projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) ligando Rio e São Paulo, cujo edital está em preparação. Para Borça Jr., o movimento em torno desses setores está ligado à definição de novos marcos regulatórios e concessões. Ele destaca ainda o crescimento de 77,1% nos recursos para saneamento em relação ao quadriênio anterior. "No fim de 2009, o marco regulatório definido de portos deu mais horizontes para o setor. No saneamento, a iniciativa privada também está entrando e deve ficar com 30% a 40% do investimento de R$ 39 bilhões previsto para esse setor." Fernando Puga, também do BNDES, cita as novas etapas dos programas federal e do Estado de São Paulo de concessões de rodovias como principais indutores dos investimentos de R$ 33 bilhões estimados para o transporte rodoviário até 2013, que deve crescer 7,8% ao ano. "O que vemos para os investimentos em infraestrutura é o setor público atuando como um indutor dos investimentos privados, realizando leilões e concessões", afirmou o economista. O estudo do BNDES não estimou que porcentual dos investimentos estimados deverão sair dos cofres públicos. Apesar de traçar um cenário de incremento da infraestrutura, diante da perspectiva de um novo ciclo de crescimento da economia acima de 5% ao ano, a nova projeção do BNDES de R$ 274 bilhões em investimentos para o segmento é mais modesta do que os R$ 338,5 bilhões que o banco havia estimado no ano passado para o intervalo 2009-2012. O trabalho anterior indicava taxa de crescimento de 12,8% ao ano para a infraestrutura naquele período. Agora, a estimativa é de 6,3% ao ano entre este ano e 2013. Fernando Puga justifica a diferença admitindo que o banco pode ter superestimado os investimentos em energia elétrica em 2009, já que vários projetos sofreram atrasos, mas diz que, no longo prazo, a crise praticamente não alterou as perspectivas para o setor, que exige planejamento extenso. Além disso, diz, o BNDES adotou critérios mais rígidos para incluir projetos na conta do mapeamento que faz há cinco anos, a partir das informações de órgãos governamentais e empresas colhidas por seus departamentos. Segundo Puga, a crise financeira mundial não afetou os projetos de infraestrutura, que respondem por cerca de 10% do investimento total da economia. Para ele, mesmo mais modesta agora, a previsão de expansão da infraestrutura ainda indica investimentos capazes de dar suporte ao crescimento. "Na parte de energia elétrica, por exemplo, as informações de órgãos como a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) são de que este investimento viabiliza o crescimento da demanda." No entanto, o estudo mostra que o baque sentido no setor industrial, principalmente o exportador, aumenta a responsabilidade do governo de estimular investimentos no segmento para dar competitividade à economia e estimular outros setores. "A crise foi uma descontinuidade, mas não alterou a trajetória de crescimento do investimento na economia. Apenas adiou em dois anos a chegada da formação bruta de capital fixo a 21% do PIB. Achamos que ela não cairia em 2009, mas erramos. Esse patamar só ocorrerá em 2011", diz Puga. Fonte: O Estado de São Paulo
23/02/2010
Crédito imobiliário bate recorde em 2009


O brasileiro nunca financiou tanto imóvel como em 2009, e a tendência é de que novas marcas sejam batidas neste ano. Para alguns, o País está em pleno boom imobiliário. Para outros, é só o início desse processo, uma vez que o déficit habitacional, entre 6 milhões e 8 milhões de unidades, conforme o cálculo, ainda é elevado. Avaliações distintas à parte, o fato é que o setor vive seu melhor momento na história recente, que já leva os bancos a discutir alternativas de recursos para bancar a expansão.
Hoje, a maior parte do dinheiro (cerca de 70%) vem da caderneta de poupança, mas, segundo especialistas, essa fonte deve se esgotar, dependendo da instituição financeira, já em 2011. No ano passado, 302,7 mil unidades foram financiadas com os depósitos da caderneta, em um total de R$ 34 bilhões. Nem na época do finado Banco Nacional da Habitação (BNH), no início dos anos 80, tantos imóveis foram vendidos por meio de empréstimos no País. "O Brasil é a bola da vez como mercado relevante para experimentar uma forte expansão do crédito imobiliário", define o diretor-geral da Montreal Informática, Luís Antônio Santos. A empresa vende soluções tecnológicas para diversos setores da economia, entre eles o imobiliário. Os principais bancos que atuam no País fazem parte de sua clientela. O diretor de Crédito Imobiliário do Itaú Unibanco, Luiz França, que também preside a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), lista os fatores que explicam o desempenho recente e as boas perspectivas. Em primeiro lugar, a segurança jurídica, obtida com a mudança da legislação promovida em 2004. Foi ali que se instituiu o mecanismo de alienação fiduciária, que facilita a retomada do imóvel em caso de inadimplência. Em segundo lugar, França cita o alongamento dos prazos de financiamento para até 30 anos, que permitiu a redução das prestações mensais. Em terceiro lugar, o executivo destaca a estabilidade da economia. De um lado, essas condições mais estáveis abriram caminho para a queda dos juros. De outro, elevaram o poder aquisitivo da população (como mostra a ascensão de milhões de brasileiros à classe C), o que reduz o calote. Um fator mais recente é o programa do governo "Minha Casa, Minha Vida". Nesse ambiente, os bancos privados, que sempre foram reticentes em investir no mercado imobiliário, mostram grande apetite. Na média, preveem alta de 30% a 40% nos empréstimos este ano. Em 2009, segundo o Banco Central, o crédito para a habitação avançou 41,5%, ante 14,9% do crédito total.Fonte: O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

22/02/2010
Atividade econômica irá desacelerar no segundo trimestre, diz Serasa


O ritmo de crescimento da atividade econômica do país irá se desacelerar no segundo trimestre deste ano, aponta um indicador de perspectiva medido pela Serasa Experian. Em dezembro, o índice que antevê o comportamento da economia num horizonte de seis meses registrou variação negativa de 0,2%, atingindo o nível de 100,1, após um recuo de 0,1% em novembro. Isso mostra que, ao longo do primeiro semestre, o PIB do país deve manter a trajetória de alta, com o hiato do produto (diferença entre o PIB efetivo e PIB potencial) permanecendo em território positivo.
Porém, de abril a junho, essa diferença deve diminuir. Luiz Rabi, gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, explica que, quando o indicador medida pela Serasa está em 100, significa que o PIB efetivo será igual ao potencial. Já quando está acima de 100 e em trajetória de alta, revela que a atividade econômica irá acelerar nos próximos seis meses. Por fim, acima de 100 e em queda, como é o caso do resultado de dezembro, revela que o crescimento da atividade vai desacelerar, com o PIB crescendo menos do que o potencial. Para Rabi, entre os motivos desse resultado estão o "repique inflacionário no início do ano, que corrói o poder de compra do consumidor; o dólar mais caro do que estava em meados do ano passado, elevando os preços dos importados; a alta dos juros no mercado futuro, que já elevou o custo de crédito em algumas linhas de financiamento; e o fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido". O IPI reduzido para alguns itens da linha branca terminou em janeiro, ao passo que, para veículos, a previsão é de que a medida de estímulo à economia seja retirada ao final de março. (Valor)
22/02/2010
Índice de clima econômico do Brasil é o melhor da América Latina


A economia da América Latina segue em recuperação, como aponta o índice de clima econômico (ICE), que aumentou de 5,2 pontos para 5,6 pontos entre outubro do ano passado e janeiro de 2010. O Brasil registrou o maior ICE da região no início deste calendário (7,8 pontos). A pesquisa é realizada pelo Instituto alemão Ifo e pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O avanço do ICE latino-americano foi associado principalmente ao movimento do índice da situação atual (ISA), sobre o momento presente da economia.
Este indicador subiu de 3,3 pontos para 4 pontos, em uma escala de 1 ponto a 9 pontos. Foi o segundo trimestre seguido de avanço. A FGV nota, porém que a economia da região ainda não retornou à situação anterior à crise financeira internacional, uma vez que, em julho de 2008, antes da deterioração da crise, o ISA se encontrava em 5,7 pontos. O índice de clima econômico também é composto pelo índice de expectativas (IE), que passou de 7 para 7,1 pontos entre outubro de 2009 e o primeiro mês deste calendário. Dentre os países latino-americanos, depois do Brasil, sobressaíram o ICE do Chile (7,4 pontos), Peru (7,3 pontos) e Uruguai (7 pontos). As menores leituras ficaram Bolívia e México, de 4,4 pontos cada um, e Venezuela, com 3 pontos. O Brasil foi o único país a obter um indicador referente à situação atual superior a 7 pontos, com 7,7 pontos. Já o índice de expectativas atingiu 7,8 pontos. Na metodologia da pesquisa, o patamar de 5 pontos separa o otimismo do pessimismo. A Venezuela, com 4,4 pontos, é o único país com IE inferior a 5 pontos. No entanto, apesar da pontuação baixa ante os demais países, as expectativas neste país são as mais favoráveis desde abril de 2007, quando foram registrados 4,5 pontos. É válido notar que o ICE da América Latina supera o ICE Mundial, que saiu de 5,1 em outubro de 2009 para 5,5 pontos na abertura deste calendário. O índice da situação presente no plano mundial ficou em 3,6 pontos, ao passo que o referente às expectativas se situou em 7,4 pontos. Praticamente em todo o mundo, o otimismo permeia as perspectivas para os próximos seis meses, já que das nove regiões avaliadas na pesquisa de forma desagregada, apenas na África o IE registrou menos de 6 pontos, com 5,9 pontos. Os índices de expectativas mais altos foram registrados na América do Norte (7,9 pontos) e na Ásia (7,6 pontos). O estudo também distribui os 94 países analisados entre quatro fases hipotéticas do ciclo de negócios - recessão, recuperação, expansão e piora. Em janeiro, 6,4% dos países encontravam-se em recessão, contra a marca de 10,2% de outubro do ano passado. Outros 37,2% estavam em fase de expansão econômica; em outubro, eram 33%.
22/02/2010
Vida Imobiliária tem novo endereço

A Vida Imobiliária Brasil, a partir desta segunda-feira, dia 22 de fevereiro, estará instalada na Rua Manuel da Nóbrega, 211, conj 91, Paraíso. Os números de telefones se mantêm. O novo endereço faz parte da estratégia de ampliação da publicação e de sua equipe, que terá agora no Brasil o diretor comercial da Vida Imobiliária Portugal, Francisco Antunes.
Lançada em 2008, a Vida Imobiliária Brasil firma-se no mercado imobiliário brasileiro e traz novidades para 2010.
21/02/2010
Empresas optam por manter valor sem deflação


Um argumento utilizado contra a deflação do aluguel é a situação presente do mercado de locação. "Vivemos em um momento em que o metro quadrado está extremamente valorizado. O proprietário sairia perdendo [com a diminuição]", analisa a advogada Léa Saab Faggion, gerente de venda e locação da imobiliária Oma.

"Nossa posição é não baixar [a mensalidade], porque essa medida não reflete o que ocorre no mercado. O mais sensato é manter o valor", sugere.

Essa também é a indicação de Eduardo Komatsu, gerente de gestão patrimonial do Grupo Itambé. "Buscamos a manutenção. Tem havido uma majoração dos aluguéis sobretudo de imóveis de um e de dois dormitórios perto do metrô."

Pesquisa do Creci-SP (conselho regional de corretores) de novembro em 399 imobiliárias da cidade de São Paulo vai de encontro a esses pontos de vista. Entre as 25 modalidades de casa e de apartamento abarcadas pelo levantamento, 15 registraram alta no aluguel, e 10 indicaram baixa.

Em dezembro, contudo, o número de baixas dos aluguéis, em 12 tipos de imóvel, superou o de altas, em 9 tipos, em 389 imobiliárias pesquisadas.

"Existem várias questões que alteram o valor de uma locação e que não estão vinculadas ao IGP-M", observa o advogado Luiz Kignel. "Decorrem de fatores específicos de cada locação, como a valorização ou a deterioração de uma região", diz.

"Assim, um imóvel que recebe uma estação de metrô próxima a seu endereço certamente se valorizará acima do indexador, e um que estiver em uma nova área de inundação perderá valor sem qualquer vinculação com o índice contratual."

Estratégia

Na opinião de José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, baixar o aluguel pode ser uma estratégia válida para manter um bom locatário.

"Se perco o inquilino, vou interromper em uns 30 dias o recebimento do aluguel. Se fico sem esse mês de locação, o prejuízo será superior ao rebaixamento de 0,5% a 1% no valor da locação", raciocina. "Mas não considero essa diferença motivo para entregar o imóvel."

"Um locatário que não atrasa suas obrigações e paga seus compromissos pontualmente sempre poderá negociar com o locador em uma condição melhor", reforça Kignel. "O locador sabe do prejuízo de um imóvel vazio ou um inquilino problemático. Bom senso das partes sempre ajuda."

Procon-SP

O Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) já se posicionou em relação ao assunto. Segundo sua assessoria de imprensa, o abatimento do aluguel, proporcional à queda do IGP-M verificada no aniversário do vencimento do contrato, é necessário para não haver desequilíbrio na relação entre locatário e locador.

De 5 de fevereiro de 2009 a 20 de janeiro de 2010, o órgão contabilizou 1.877 atendimentos referentes a locação, 97 deles sobre reajuste --não necessariamente deflação.

Fonte:Folha de S.Paulo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

19/02/2010
Bancos firmam parcerias para atender novas regras de seguros habitacionais


Com o objetivo de atender às novas regras de seguros habitacionais, que entraram em vigor na quinta-feira (18), várias instituições financeiras firmaram parcerias para oferecer uma segunda opção de seguro ao mutuário que deseja financiar a compra da casa própria. Este é o caso, por exemplo, do BB (Banco do Brasil) e do Bradesco. Segundo a assessoria de imprensa do BB, quem procurar o banco para um financiamento imobiliário poderá escolher entre as apólices da seguradora Companhia de Seguros Aliança do Brasil, pertencente ao conglomerado Banco do Brasil, ou o seguro habitacional da empresa Bradesco Auto/Re Cia de Seguros.
Da mesma forma, o Bradesco passará a disponibilizar a seus clientes, como alternativa à sua própria apólice, o seguro habitacional da Aliança do Brasil. Já a CEF ( Caixa Econômica Federal) passa a oferecer aos seus clientes, além dos serviços da Caixa Seguros, apólices da SulAmérica Seguros como uma segunda opção de seguro habitacional.No caso do HSBC, a parceria firmada foi com a Allianz Seguros; e para o grupo Santander Brasil, que abrange os bancos Santander e Real, os clientes poderão optar entre as apólices do Santander Seguros e da Tokio Marine. Na opinião do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) e da Abcom (Associação Brasileira dos Consumidores e Mutuários), as parcerias firmadas pelas instituições financeiras, em um curto espaço de tempo, farão com que os preços fiquem praticamente tabelados, frustrando a concorrência que se pretendia dar ao mercado de seguros habitacionais. Além disso, as entidades pedem para que o consumidor fique atento à possibilidade de venda casada de seguros pessoais para “contar pontos” ou como condição para liberação de financiamento habitacional. A prática, dizem, é ilegal, ferindo o Código de Defesa do Consumidor, sendo que quem se deparar com tal situação deve procurar o Procon ou até recorrer à Justiça, se necessário. Fonte: InfoMoney
19/02/2010
Tóquio fecha em queda de 2,1% com setor imobiliário e decisão do Fed


Enfraquecimento de demanda no setor de imóveis e elevação da taxa de redesconto nos EUA puxam recuo. A Bolsa de Tóquio fechou em queda, uma vez que as ações da Mitsubishi Estate e de outras empresas imobiliárias foram atingidas pelas preocupações com o enfraquecimento da demanda no setor, enquanto o declínio dos futuros de ações dos EUA obrigou os investidores a realizar lucros depois que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) elevou sua taxa de redesconto.
O índice Nikkei 225 cedeu 212,11 pontos, ou 2,1%, e fechou aos 10.123,58 pontos. Nesta quinta-feira, o Fed elevou a taxa que cobra dos bancos por empréstimos de emergência (a taxa de redesconto) em um quarto de ponto porcentual, para 0,75%, mas enfatizou que a medida não representou um aperto geral no crédito. "Os investidores não ficaram muito temerosos de que as mudanças do Fed levem a um aperto nas condições financeiras, mas eles tiveram pouca escolha a não ser vender, pois os declínios nos futuros de ações dos EUA provocaram um susto", disse Masatoshi Sato, estrategista da corretora Mizuho Investors Securities. O setor imobiliário foi claramente o de pior desempenho do dia, com as ações da K.K. da Vinci Holdings fechando em queda de 19% depois de terem permanecido apenas em oferta ao longo do pregão. Os papéis foram atingidos pelas preocupações causadas pela relação ativos/dívidas da empresa e pela redução nas estimativas de lucro para o ano fiscal cheio. A firma apontou enormes perdas nos estoques bem como a fraca liquidez do mercado imobiliário como justificativas para a projeção decepcionante. Em parte como reação ao anúncio, a gigante do setor Mitsubishi Estate perdeu 4,3%, mesmo porcentual de queda da Mitsui Fudosan. As ações das fabricantes de chips de memória se enfraqueceram apesar dos bons números de vendas no setor, pois os investidores realizaram os lucros das altas recentes. Advantest baixou 3,5% e Tokyo Electron cedeu 2,4%. A Japan Airlines, ou "JAL", continuou apenas em oferta a 1 iene no último dia de negociação antes de a empresa ser excluída da bolsa. As ações da Central Japan Railway já substituem as da JAL no índice Nikkei desde 22 de janeiro. Na semana, o índice perdeu 0,3% e no mês apresenta queda de 0,7%. No ano, o Nikkei 225 recuou 4%. Fonte: Agência Estado
19/02/2010
Venda de unidade do Citigroup enfrenta resistência, dizem fontes


A planejada venda da unidade de gestão de imóveis do Citigroup sofreu um revés inesperado depois que alguns de seus clientes se recusaram a aprovar a venda, disseram fontes à Reuters. O governo dos Estados Unidos possui mais de 25% do Citi, após proteger a instituição financeira durante a crise de crédito, e o banco está em processo de reduzir um total de US$ 547 bilhões em ativos, ou cerca de um terço do seu balanço.
O banco, que colocou a Citi Property Investors (CPI) à venda em junho, está lutando para acalmar a recente revolta de diversos investidores, que temem cortes de US$ 12,5 bilhões na carteira controlada pela companhia. Uma fonte próxima à questão disse que os investidores estão ansiosos devido à perspectiva de uma divisão na equipe. O Citigroup não quis comentar o assunto. A expectativa era que o banco anunciasse um comprador preferencial da unidade no começo desta semana, disse uma fonte. Mas a inquietação de clientes pode atrasar os planos, e pode forçar o Citi s considerar uma suspensão temporária do processo de venda. Os investidores não possuem poderes formais para paralisar a venda, mas uma saída poderia trazer prejuízos para o negócio e fazê-lo menos atrativo para qualquer interessado. A Apollo Management e o australiano Macquarie Group eram vistos como os mais cotados para comprar a unidade do Citi. Na última sexta-feira, contudo, o banco australiano anunciou que vendeu parte de um fundo de imóveis por US$ 265 milhões de dólares, como parte de uma estratégia para voltar a ser um banco de investimentos e corretora, deixando a Apollo Management como provável compradora da unidade do Citi. Representantes da Apollo não foram encontrados para comentar o assunto. Fonte: Reuters

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

18/02/2010
Sai 1º registro de Fundos


O Primeiro fundo do mercado para aplicação em cotas de fundos imobiliários recebeu o registro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para dar início ao processo de distribuição pública. Batizado de BC Fundos de Fundos, a carteira foi estruturada pela Brazilian Mortgages e tem administração do Banco Ourinvest, empresas do mesmo grupo. A oferta deve levantar R$ 30 milhões.
Essa não é primeira emissão da carteira. O fundo já tinha sido criado no ano passado, com patrimônio de R$ 50 mil da casa. Para dar início à oferta de cotas no mercado, estava à espera da sanção da Lei 12.024, que aconteceu no fim de agosto de 2009. A lei estendeu a isenção de IR para fundos que tivessem em carteira títulos com lastro imobiliário e cotas de outros fundos imobiliários, que já contavam com o benefício fiscal.O BC Fundo de Fundos inicialmente era chamado de Topázio. A alteração do nome aconteceu em assembleia realizada em outubro do ano passado, que também discutiu adequações no regulamento e aumentos de capital por meio de ofertas públicas de cotas da carteira. Na ocasião, foi aprovado aumento de capital para o fundo de R$ 500 milhões, a ser realizado por meio de sucessivas ofertas públicas por um prazo de até dois anos. Foi na assembleia que se aprovou também a emissão atual de R$ 30 milhões. Segundo o prospecto da distribuição em andamento, serão emitidas 300 mil cotas, com valor unitário de R$ 100, o que totaliza os R$ 30 milhões. A aplicação mínima, contudo, foi fixada em R$ 10 mil, não sendo admitidas cotas fracionárias. O objetivo primordial do fundo, segundo o prospecto, é a aquisição de cotas de outros fundos imobiliários. Contudo, o regulamento admite a aquisição de imóveis comerciais prontos ou em construção, localizados em grandes centros comerciais, shopping centers, avenidas ou ruas de grande movimento. Também é permitia a aplicação em letras hipotecárias (LH), letras de crédito imobiliário (LCI), certificados de recebíveis imobiliários (CRI), ações ou cotas de sociedades cujo único propósito se enquadre entre as atividades permitidas aos fundos imobiliários. Após o encerramento da operação, as cotas serão negociadas no mercado de balcão organizado da BM&FBovespa. No ano, essa é a segunda oferta registrada. Em meados de janeiro, saiu a autorização do fundo Max Retail, de R$ 70,15 milhões, que vai investir em imóveis comerciais alugados para grande empresas. Fonte: Valor
18/02/2010
Novas regras do seguro habitacional entram em vigor nesta quinta-feira


Quem for iniciar um financiamento imobiliário, a partir desta quinta-feira (18), já poderá desfrutar das novas regras de oferecimento do seguro habitacional. Definida por meio da Resolução 3.811/09 do CMN (Conselho Monetário Nacional), a nova legislação que entra em vigor nesta data determina que os bancos ofereçam aos mutuários do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) apólices de seguro de pelo menos duas seguradoras, no momento da contratação do financiamento, sendo que uma delas não pode pertencer ao mesmo conglomerado econômico.
O consumidor também terá a liberdade de escolher o seguro de uma terceira empresa, mas, neste caso, o banco financiador poderá cobrar uma taxa de até R$ 100, para pagar os custos de análise da proposta. Outra determinação da Resolução diz respeito ao CET (custo efetivo total) do seguro habitacional, que as instituições financeiras estão obrigadas a informar nos contratos.Ainda conforme o texto da Resolução, a cobertura securitária dos financiamentos imobiliários deverá conter, no mínimo, cobertura aos riscos de morte e invalidez permanente do mutuário e de danos físicos ao imóvel. Para o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), as novas regras aumentarão o poder de escolha do mutuário e trarão competição ao setor, o que pode diminuir preços. Fonte: InfoMoney
18/02/2010
Crédito farto, lucro nem tanto


A Caixa Econômica Federal aumentou em 55,3% seus empréstimos em 2009 e abocanhou inéditos 8,8% de participação do mercado de crédito no país, 2,3 pontos percentuais a mais do que em 2008. Tirou clientes dos bancos privados, que no auge da crise global fecharam seus cofres a novos pedidos de financiamento. Mas essa forte expansão no ritmo dos negócios induzida pelo governo federal, que queria conter os efeitos da crise no país não se traduziu em aumento do lucro.
O banco ganhou R$3 bilhões no ano passado, 22,8% a menos do que em 2008. Já o retorno sobre o patrimônio recuou de 30,6% para 22,8%. O resultado da Caixa vai na contramão do que aconteceu com os bancos privados. Na média dos oito bancos privados que já divulgaram seus balanços (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, BMG, ABC Brasil, Industrial, Modal e BRP), o lucro líquido aumentou 24,1% em 2009, na comparação com 2008, de acordo com compilação feita pela Austin Rating. Com a crise, as instituições foram buscar na tesouraria os recursos para compensar a estagnação da receita com empréstimos. O ganho com títulos e valores mobiliários e derivativos cresceu 31,5%. Na Caixa, por sua vez, pelo balanço divulgado ontem, enquanto as receitas com crédito aumentaram 31% em 2009, o ganho com operações com títulos públicos e derivativos recuou 6,1%. A queda do lucro da Caixa é explicada, em parte, por resultados extraordinários registrados no quarto trimestre de 2008 que inflaram o lucro no ano. Nesse período, a Caixa ativou R$840 milhões em créditos tributários que estavam provisionados. Mas o banco também teve de abrir mão de maior receita em 2009, ao reduzir sete vezes suas taxas de juros em linhas de crédito comercial para pessoas físicas e empresas. O spread (diferença entre o custo de captação e o cobrado dos clientes nos empréstimos) médio caiu de 34,2% para 29,8% ao ano. Com o aumento da carteira de crédito, que somou R$124,371 bilhões, a Caixa precisou ainda elevar suas provisões para devedores duvidosos a R$3,32 bilhões, uma alta de 23,5%. A inadimplência ficou controlada: em dezembro estava em 3,4% dos contratos vencidos há mais de 90 dias, contra 4% um ano antes. A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, disse ontem que a instituição tem a "missão de fomentar políticas públicas e ser um parceiro do Estado". Ainda segundo ela, o banco deu "uma resposta muita positiva à crise financeira". Queremos exercer plenamente nossa função de banco público - afirmou, acrescentando que o lucro final ficou acima das previsões iniciais para 2009 (cerca de R$2,2 bilhões). A projeção para 2010 aponta para nova queda: o resultado esperado varia de R$2 bilhões a R$2,5 bilhões. - As projeções são feitas para serem mudadas - disse o vice-presidente de Finanças da instituição, Márcio Percival. - Buscamos a sustentabilidade financeira, não o lucro máximo. Até porque 70% do crédito concedido pela Caixa são direcionados, têm remuneração definida. Analista de bancos da Austin Rating, o economista Luiz Miguel Santacreu afirmou que uma dificuldades da Caixa ainda é o elevado prazo de vencimento de sua carteira de crédito, com grande peso de operações como na área habitacional. Ainda assim, ele diz que o balanço de 2009 refletiu uma "situação mais autêntica". O governo pediu para o banco aumentar o crédito, e ele fez isso, e não existe ainda indicação de risco futuro de explosão de inadimplência. Mais importante é que a Caixa deixou de ser um banco parado, que se sustentava basicamente da tesouraria. A Caixa admite que a concorrência pelo mercado de crédito será mais forte neste ano, mas fala em ampliar sua carteira em 28,2% - bem acima das estimativas feitas até agora pelos bancos privados (entre 15% e 20%) - e conquistar 9% de participação no mercado. A estimativa foi classificada como conservadora por Maria Fernanda, e deve ser revista nos próximos meses. Uma indicação de que o ritmo de crescimento do crédito neste ano poderá ser tão intenso como em 2009 vem do setor imobiliário. Segunda a presidente do banco, do início de janeiro ao dia 9 deste mês já foram executados R$5,4 bilhões do orçamento previsto para o ano, o equivalente a 10% do total.- Esse volume representa um salto de 116% em relação ao mesmo período de 2009. Para manter o projeto de ampliação dos empréstimos, a Caixa anunciou que pretende diversificar suas fontes de captação de recursos. Uma opção é obter até R$3 bilhões, com prazo de oito anos, em Letras Financeiras, instrumento de longo prazo que ainda depende de regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN). Em outra frente, o banco fará ainda este ano sua primeira emissão de bônus no exterior. Nem prazo nem valores estão definidos e dependeriam, segundo o banco, das condições do mercado. - É ainda um estudo. Mas, lá fora, há um cenário para que as instituições brasileiras, particularmente as públicas, e particularmente a Caixa Econômica Federal, captem recursos, disse Percival. Fonte: O Globo
18/02/2010
Programa facilitará compra de móveis nos moldes do Minha Casa, Minha Vida


A compra de móveis pode ficar mais acessível aos consumidores, com uma linha de financiamento pela Caixa Econômica Federal, a exemplo do que o programa Minha Casa, Minha Vida faz para facilitar a aquisição de imóveis. O Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves – Rio Grande do Sul) enviará nas próximas semanas à CEF um projeto para a criação de um programa de financiamento de móveis, com taxas de juros reduzidas e prazo para pagamento estendido.
O presidente da entidade, Glademir Ferrari, afirma que o prazo previsto para pagamento seria algo em torno de cinco anos. Já os juros cobrados seriam “menores que os praticados pelos lojistas”, mas não há ainda a definição de qual seria a taxa definida no projeto nem qual o limite de crédito para a compra. “É preciso haver um prazo mais longo para que a parcela mensal seja mais baixa para o cidadão”, disse Ferrari. Para ele, a medida vai estimular a indústria moveleira e ajudar as pessoas, especialmente as que adquirem imóveis usufruindo dos benefícios do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal, a entrarem na casa nova sem precisar trazer a mobília antiga, da casa anterior. Atualmente a CEF possui uma linha de crédito chamada Caixa Fácil. Contratado dentro das próprias lojas, o crediário pode ser usado para a aquisição de móveis, eletrodomésticos, eletrônicos, TV e vídeo, pacotes turísticos e materiais para construção.“A diferença desse é que não será o lojista quem vai determinar os juros. Será um valor bem reduzido, assim como são os descontos do Minha Casa, Minha Vida para compra de imóveis”, explicou Ferrari. “A diferença está no prazo mais elástico, com taxas mais competitivas”, disse. A ideia inicial do Sindmóveis era incluir a aquisição de móveis no programa Minha Casa, Minha Vida. Porém, após apresentarem o projeto à secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, a opção foi abortada. Os recursos do Minha Casa são provenientes do FGTS e, por lei, o fundo só pode ser aplicado em obras de infraestrutura logística, energética ou social e urbana (incluindo habitação). Logo, o FGTS não poderia financiar a aquisição de móveis. “Fomos aconselhados pela Inês a procurar o superintendente Nacional da CEF, Milton Krieger, para negociar outro tipo de financiamento que contemple os móveis”, contou Ferrari.O projeto será entregue a Krieger. Ferrari afirma que o executivo foi convidado a participar da Móvel Sul, um evento da indústria moveleira do Sul que acontece em março. Na ocasião, mais detalhes sobre a proposta podem ser fechados. Fonte: InfoMoney


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Esse blog é destinado, à todos que apreciam a informação, como fonte de cultura e entretenimento.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.