17/01/2010 - 09h31
Entrega de novas estações aquece mercado de lançamentos no Sacomã e Vila Prudente
EDSON VALENTE
editor-assistente de Imóveis da Folha de S.Paulo
Se morar perto do metrô tornou-se um desejo frequente entre os paulistanos, 2010 promete um aquecimento dos mercados de imóveis novos e de usados em pontos da cidade de São Paulo que deverão ganhar novas estações.
Estão previstas nove inaugurações neste ano, sem contar as de monotrilho, segundo a Companhia do Metropolitano de São Paulo.
Sacomã (zona sul), Vila Prudente (zona leste), Butantã, Faria Lima (no trecho do largo da Batata) e Pinheiros (zona oeste) são as regiões em que os negócios imobiliários mais deverão sentir a chegada do metrô.
Para os incorporadores, áreas da cidade em desenvolvimento e com boa oferta de terrenos ficam ainda mais atrativas com o melhor acesso. Casos do Sacomã onde a operação da nova estação já está em teste e da Vila Prudente.
"Tornam-se locais para a classe média que não tem condições de comprar em bairros mais valorizados", define Emilio Fugazza, diretor da construtora Eztec. No Sacomã, a empresa lançou, em janeiro, 324 unidades de 69 m2 a 85 m2, de dois e de três quartos, com preços de R$ 240 mil a R$ 290 mil.
Mesmo quem não habita o distrito obtém vantagens com a nova estação. O estudante Filipe Rocha, 21, mora em São Caetano, município vizinho do Sacomã, e conta que chegará mais rapidamente da faculdade em que estuda, no Jabaquara.
"Dali costumo pegar o metrô até o Ipiranga e então um ônibus para a minha casa", diz. "Ao descer na estação Sacomã, vou economizar tempo no trajeto."
A valorização dos imóveis próximos ao metrô não ocorre apenas quando a estação fica pronta, explica João Crestana, presidente do Secovi-SP (sindicato do setor). "Isso [a alta de preços] não se reflete só na época da entrega, já impactou ao longo dos cinco ou dez anos anteriores a ela", estima.
Ajuste
"As melhorias vão sendo incorporadas aos valores a partir do momento em que são anunciadas. A valorização de 20% para um imóvel se divide em 2% na hora da aprovação, mais 2% quando a obra efetivamente começa e assim por diante. Ao final, resta um pequeno ajuste."
José de Albuquerque, diretor de incorporação da Brookfield Incorporações, enxerga um cenário diferente. "O anúncio de uma obra já traz de cara uma valorização de 10% aos lançamentos próximos", estima.
"Após a entrega da melhoria, o aumento chega a 30% ou 40%." Assim, se quem põe um imóvel à venda nesses trechos vê maiores possibilidades de ganho, quem procura um para comprar deve encontrar preços maiores daqui para a frente.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
15/01/2010
Aliansce Shopping detalha oferta de ações de R$ 1,14 bilhão
A primeira oferta pública inicial (IPO na sigla em inglês) de 2010 tomou forma hoje. A Aliansce Shopping Centers apresentou o aviso ao mercado de sua oferta primária e secundária de ações que pode movimentar mais de R$ 1,14 bilhão. Vale lembrar que a empresa já tinha tentado ingressar na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em 2007, mas condições adversas de mercado levaram ao atraso da operação.
A distribuição inicial compreende a venda de 65 milhões de ações ordinárias, sendo 50 milhões de novas ações e 15 milhões de papéis do fundo GBP I, gerido pela Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e do diretor-presidente e presidente do Conselho de Administração, Renato Rique. A faixa estimativa de preço vai de R$ 10 a R$ 13. Considerando o teto da faixa, a oferta movimentará R$ 845 milhões, cifra que pode chegar a R$ 1,14 bilhão caso exercidos integralmente os lotes suplementar e adicional. As pessoas físicas poderão tomar parte na oferta com investimento mínimo de R$ 3 mil. Os pedidos de reserva devem ser efetuados entre os dias 21 e 26 de janeiro. Ainda de acordo com o cronograma estimado, o preço por ação será definido dia 27 e os papéis chegam ao Novo Mercado da Bovespa no dia 29, sob o código ALSC3. Os recursos obtidos com a oferta primária serão destinados à aquisição de participação, expansão e desenvolvimento de shopping centers. Considerando o preço estimado de R$ 10 a R$ 13 por papel, a companhia chegará á bolsa com valor de mercado de R$ 1,39 bilhão a R$ 1,81 bilhão. Para efeito de comparação, a BR Malls, que também atua no segmento de shopping centers, tem valor de mercado de R$ 4,38 bilhões, a Multiplan vale cerca de R$ 5,5 bilhões, a Iguatemi soma R$ 2,44 bilhões e a General Shopping R$ 504 milhões. O maior acionista da companhia é a norte-americana GGP, que por meio do GGP Brazil I detém 49% das ações, fatia que deve cair a 22,1% após a oferta. O FIP GBP figura com 22,54%, fatia que será reduzida a 1%. A Rique Empreendimentos, do presidente Renato Rique, aparece com 19,19%. E o próprio Rique tem participação direta de 7,27%. O free float será de 62,9%, desconsiderando lote suplementar e adicional. No prospecto, a companhia se apresenta como a segunda maior administradora de shoppings do Brasil dentre as quatro empresas de capital aberto do setor em termos de números de shoppings administrados. Atualmente, a Aliansce tem participação em 13 empreendimentos, que somam 416 mil metros quadros de área bruta locável (ABL). No acumulado dos nove primeiros meses de 2009, a empresa teve lucro líquido de R$ 18,7 milhões, revertendo prejuízo de R$ 10,9 milhões registrado um ano antes. Já a receita líquida de janeiro a setembro somou R$ 97 milhões, alta de 40% sobre o registrado um ano antes. Fonte: Valor
Aliansce Shopping detalha oferta de ações de R$ 1,14 bilhão
A primeira oferta pública inicial (IPO na sigla em inglês) de 2010 tomou forma hoje. A Aliansce Shopping Centers apresentou o aviso ao mercado de sua oferta primária e secundária de ações que pode movimentar mais de R$ 1,14 bilhão. Vale lembrar que a empresa já tinha tentado ingressar na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em 2007, mas condições adversas de mercado levaram ao atraso da operação.
A distribuição inicial compreende a venda de 65 milhões de ações ordinárias, sendo 50 milhões de novas ações e 15 milhões de papéis do fundo GBP I, gerido pela Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e do diretor-presidente e presidente do Conselho de Administração, Renato Rique. A faixa estimativa de preço vai de R$ 10 a R$ 13. Considerando o teto da faixa, a oferta movimentará R$ 845 milhões, cifra que pode chegar a R$ 1,14 bilhão caso exercidos integralmente os lotes suplementar e adicional. As pessoas físicas poderão tomar parte na oferta com investimento mínimo de R$ 3 mil. Os pedidos de reserva devem ser efetuados entre os dias 21 e 26 de janeiro. Ainda de acordo com o cronograma estimado, o preço por ação será definido dia 27 e os papéis chegam ao Novo Mercado da Bovespa no dia 29, sob o código ALSC3. Os recursos obtidos com a oferta primária serão destinados à aquisição de participação, expansão e desenvolvimento de shopping centers. Considerando o preço estimado de R$ 10 a R$ 13 por papel, a companhia chegará á bolsa com valor de mercado de R$ 1,39 bilhão a R$ 1,81 bilhão. Para efeito de comparação, a BR Malls, que também atua no segmento de shopping centers, tem valor de mercado de R$ 4,38 bilhões, a Multiplan vale cerca de R$ 5,5 bilhões, a Iguatemi soma R$ 2,44 bilhões e a General Shopping R$ 504 milhões. O maior acionista da companhia é a norte-americana GGP, que por meio do GGP Brazil I detém 49% das ações, fatia que deve cair a 22,1% após a oferta. O FIP GBP figura com 22,54%, fatia que será reduzida a 1%. A Rique Empreendimentos, do presidente Renato Rique, aparece com 19,19%. E o próprio Rique tem participação direta de 7,27%. O free float será de 62,9%, desconsiderando lote suplementar e adicional. No prospecto, a companhia se apresenta como a segunda maior administradora de shoppings do Brasil dentre as quatro empresas de capital aberto do setor em termos de números de shoppings administrados. Atualmente, a Aliansce tem participação em 13 empreendimentos, que somam 416 mil metros quadros de área bruta locável (ABL). No acumulado dos nove primeiros meses de 2009, a empresa teve lucro líquido de R$ 18,7 milhões, revertendo prejuízo de R$ 10,9 milhões registrado um ano antes. Já a receita líquida de janeiro a setembro somou R$ 97 milhões, alta de 40% sobre o registrado um ano antes. Fonte: Valor
15/01/2010
Setor hoteleiro terá linha de crédito de R$ 1 bilhão para Copa de 2014
O governo lançou, nesta quarta-feira, dia 13, uma linha de crédito no valor de R$ 1 bilhão para o setor hoteleiro, visando atender à demanda por ocasião da Copa do Mundo de 2014. Intitulada BNDES ProCopa Turismo, a linha cobra juros de 6,9% para compra de máquinas e equipamentos nacionais. Para outras finalidades, os juros variam de 6,9% a 8,8%. A linha conta com três categorias: Hotel Padrão, Hotel Eficiência Energética e Hotel Sustentável.
Nessas duas últimas, os empreendimentos precisam ter certificações reconhecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). Cada categoria conta com regras diferenciadas. Os prazos de pagamento em operações destinadas à reforma são de 8, 10 ou 12 anos. Já para a construção de novos empreendimentos são de 12, 15 e 18 anos. Tanto em um caso quanto em outro, os hotéis padrões terão os prazos menores para pagamento da dívida, ao passo que os sustentáveis terão os maiores. Atualmente, o país conta com 28 mil meios de hospedagem no país, entre hotéis, pousadas, albergues, resorts, flats, segundo estimativa. "A Copa e as Olimpíadas são uma excelente oportunidade para aumentarmos o número de leitos no país e melhorar a qualidade de nossa rede hoteleira. O ministério está buscando parcerias para que isso seja possível a curto e médio prazos", afirma o ministro do Turismo, Luiz Barretto. A linha do BNDES é mais uma medida de estímulo ao setor hoteleiro articulada pelo Ministério do Turismo. Antes dela, haviam sido instituídas novas regras para utilização de recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO). Nesses casos, os prazos para pagamento das dívidas, nas operações realizadas com meios de hospedagem, subiram de 15 para até 20 anos, com até cinco anos de carência. Já as taxas de juros variam de 6,75% a 10% ao ano com percentuais mais baixos para as microempresas - com faturamento bruto de até R$ 240 mil por ano - e empresas de pequeno porte (com faturamento de R$ 240 mil a R$ 2,4 milhões). Esses custos financeiros, porém, podem ser menores, uma vez que os mutuários que efetuarem o pagamento das prestações até o vencimento contam com descontos de 25% nos juros para empreendimentos no semi-árido nordestino e de 15% para projetos localizados nas demais regiões. A programação financeira dos Fundos para 2010, cujas linhas de crédito são operadas pelo Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil, destinou cerca de R$ 1 bilhão para projetos turísticos do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Fonte: Valor Online
Setor hoteleiro terá linha de crédito de R$ 1 bilhão para Copa de 2014
O governo lançou, nesta quarta-feira, dia 13, uma linha de crédito no valor de R$ 1 bilhão para o setor hoteleiro, visando atender à demanda por ocasião da Copa do Mundo de 2014. Intitulada BNDES ProCopa Turismo, a linha cobra juros de 6,9% para compra de máquinas e equipamentos nacionais. Para outras finalidades, os juros variam de 6,9% a 8,8%. A linha conta com três categorias: Hotel Padrão, Hotel Eficiência Energética e Hotel Sustentável.
Nessas duas últimas, os empreendimentos precisam ter certificações reconhecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). Cada categoria conta com regras diferenciadas. Os prazos de pagamento em operações destinadas à reforma são de 8, 10 ou 12 anos. Já para a construção de novos empreendimentos são de 12, 15 e 18 anos. Tanto em um caso quanto em outro, os hotéis padrões terão os prazos menores para pagamento da dívida, ao passo que os sustentáveis terão os maiores. Atualmente, o país conta com 28 mil meios de hospedagem no país, entre hotéis, pousadas, albergues, resorts, flats, segundo estimativa. "A Copa e as Olimpíadas são uma excelente oportunidade para aumentarmos o número de leitos no país e melhorar a qualidade de nossa rede hoteleira. O ministério está buscando parcerias para que isso seja possível a curto e médio prazos", afirma o ministro do Turismo, Luiz Barretto. A linha do BNDES é mais uma medida de estímulo ao setor hoteleiro articulada pelo Ministério do Turismo. Antes dela, haviam sido instituídas novas regras para utilização de recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO). Nesses casos, os prazos para pagamento das dívidas, nas operações realizadas com meios de hospedagem, subiram de 15 para até 20 anos, com até cinco anos de carência. Já as taxas de juros variam de 6,75% a 10% ao ano com percentuais mais baixos para as microempresas - com faturamento bruto de até R$ 240 mil por ano - e empresas de pequeno porte (com faturamento de R$ 240 mil a R$ 2,4 milhões). Esses custos financeiros, porém, podem ser menores, uma vez que os mutuários que efetuarem o pagamento das prestações até o vencimento contam com descontos de 25% nos juros para empreendimentos no semi-árido nordestino e de 15% para projetos localizados nas demais regiões. A programação financeira dos Fundos para 2010, cujas linhas de crédito são operadas pelo Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil, destinou cerca de R$ 1 bilhão para projetos turísticos do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Fonte: Valor Online
15/01/2010
Demanda por fundo é três vezes maior que oferta
A demanda pelas novas cotas emitidas de um dos mais tradicionais fundos imobiliários do mercado, o Shopping Pátio Higienópolis, superou em três vezes a oferta. Foram emitidas 47.353 cotas, no valor de R$ 251,30 cada uma, totalizando a operação em R$ 11,900 milhões. O destaque ficou por conta dos investidores pessoas físicas, que abocanharam 79,22% da oferta, o que representou 37.515 cotas.
A emissão foi dividida em duas fases: direito de preferência daqueles que aplicavam na carteira e leilão das sobras. Em dezembro, entre os dias 1º e 21, os investidores que já tinham cotas do fundo puderam exercer o direito de preferência na compra das cotas na mesma proporção de sua participação. Nessa parte da operação, foram subscritas 38.607 cotas. Dos 636 aplicadores do fundo, 404 compraram cotas. Isso totalizou R$ 9,702 milhões. Na segunda, realizada no início deste mês, foram a leilão 8.746 cotas, o que representava 18,47% da oferta. O leilão começou com o valor mínimo por cota da emissão (R$ 251,30) e foi encerrado no valor de R$ 302,01 por cota, resultando num total de R$ 2,641 milhões. Nessa parte, 31 investidores pessoas físicas adquiriram cotas no leilão. Com isso, levando-se em conta as duas fases, a Rio Bravo, administradora da carteira, captou R$ 12,343 milhões. A emissão de cotas foi feita com objetivo de arcar com os custos da expansão do shopping e não diluir o fundo na sua participação de 25% do condomínio. Os investidores pessoa jurídica subscreveram 1.092 cotas, representando 2,31% da operação. Fonte: Valor
Demanda por fundo é três vezes maior que oferta
A demanda pelas novas cotas emitidas de um dos mais tradicionais fundos imobiliários do mercado, o Shopping Pátio Higienópolis, superou em três vezes a oferta. Foram emitidas 47.353 cotas, no valor de R$ 251,30 cada uma, totalizando a operação em R$ 11,900 milhões. O destaque ficou por conta dos investidores pessoas físicas, que abocanharam 79,22% da oferta, o que representou 37.515 cotas.
A emissão foi dividida em duas fases: direito de preferência daqueles que aplicavam na carteira e leilão das sobras. Em dezembro, entre os dias 1º e 21, os investidores que já tinham cotas do fundo puderam exercer o direito de preferência na compra das cotas na mesma proporção de sua participação. Nessa parte da operação, foram subscritas 38.607 cotas. Dos 636 aplicadores do fundo, 404 compraram cotas. Isso totalizou R$ 9,702 milhões. Na segunda, realizada no início deste mês, foram a leilão 8.746 cotas, o que representava 18,47% da oferta. O leilão começou com o valor mínimo por cota da emissão (R$ 251,30) e foi encerrado no valor de R$ 302,01 por cota, resultando num total de R$ 2,641 milhões. Nessa parte, 31 investidores pessoas físicas adquiriram cotas no leilão. Com isso, levando-se em conta as duas fases, a Rio Bravo, administradora da carteira, captou R$ 12,343 milhões. A emissão de cotas foi feita com objetivo de arcar com os custos da expansão do shopping e não diluir o fundo na sua participação de 25% do condomínio. Os investidores pessoa jurídica subscreveram 1.092 cotas, representando 2,31% da operação. Fonte: Valor
15/01/2010
Invest Tur muda de nome e vende terrenos
Quase um ano depois de comprar a Invest Tur por meio da LA Hotels, a GP Investments acaba de concluir a arrumação da casa. A nova companhia hoteleira resultante da fusão ganhou um novo nome: Brazil Hospitality Group (BHG). Mas da Invest Tur quase nada sobrou. Em fevereiro do ano passado, a GP assumiu o controle da Invest Tur, uma empresa que captou quase R$ 1 bilhão na bolsa em 2007 com planos de criar megaprojetos imobiliários no litoral brasileiro.
Esses planos, porém, ficaram para trás. O projeto da BHG, que já é a terceira maior rede hoteleira em número de quartos do país, é se tornar a maior cadeia da América do Sul, com foco no segmento de hotéis urbanos, voltado principalmente para executivos em viagens de negócios. Não é, na verdade, um plano novo, uma vez que a A LA Hotels já tinha isso como meta. Dos ativos que a Invest Tur tinha, pouco também restou. O banco de terrenos com 18 áreas passou por uma reavaliação, tendo seu valor diminuído de R$ 393,8 milhões para R$ 154,2 milhões. "Agora, a BHG avalia a melhor forma de transformá-los em dinheiro", diz Peter van Voorst Vader, presidente da BHG. Pode ser, por exemplo, por meio da permuta por imóveis com incorporadores, o que foi feito em julho com uma área em São Paulo. Ou a mera venda para interessados. Ou até desenvolver um projeto ou outro com a grife hoteleira Txai. O GP também comprou 51% do capital da Txai Resorts, que pertencia aos fundadores da Invest Tur. Algumas áreas, porém, a BHG sabe que dificilmente conseguirá vender antes de cinco anos, até porque a maioria deles ainda depende de licença ambiental. Mas, muito além dos ganhos que essas terras podem gerar no futuro, o que mais interessava à GP na aquisição da Invest Tur era o fato de ela ser uma companhia de capital aberto e que estava com um polpudo caixa. Isso encurtava os planos que a GP tinha para a LA Hotels, sem ações em bolsa. Além de a LA Hotels ser uma empresa de menor porte àquela época, em meio à crise econômica mundial, o cenário não era nada favorável a ofertas públicas de ações. Ao mesmo tempo em que transformaram seu investimento em uma empresa listada em bolsa, a GP entrou em uma empresa que já tinha recursos para investir. A operação de compra da Invest Tur envolveu um aumento de capital de R$ 111 milhões, a compra por R$ 40 milhões de debêntures conversíveis em ações que estavam nas mãos do fundadores da companhia e a distribuição de parte do caixa para os acionistas (R$ 300 milhões). Agora, ao finalizar a incorporação da LA Hotels pela Invest Tur, o plano da BHG é continuar o crescimento da companhia via aquisições. É algo que a GP já fez no segmento de shopping centers com a BR Malls. Mas no setor hoteleiro não é algo tradicional, já que as principais empresas do setor - Accor e Atlantica Hotels - preferem apenas administrar os hotéis, não investir na compra dos prédios. "Para nós, deter o hotel é algo importante", diz o presidente da BHG, que também está interessado em conquistar apenas a gestão de alguns empreendimentos. Por isso outra vertente de crescimento pode se dar pela construção de alguns hotéis novos. "No ano passado, ganhamos 1.500 novos quartos, de um total de 5 mil que temos. Queremos pelo menos manter esse ritmo de crescimento pela frente." Ontem, uma assembleia de acionistas aprovou alterações na gestão da empresa. Os antigos fundadores da Invest Tur passaram a ficar mais distantes da nova BHG. A presidência do conselho, antes dividida com Carlos Novis Guimaraes, passou a ficar apenas com Antonio Carlos Bonchristiano. Um contrato de consultoria da uma empresa dos fundadores da Invest Tur foi revisto. O valor dele foi reduzido em 20% e o serviço será encerrado neste ano. Para trazer mais liquidez às ações da BHG, os papéis serão desdobrados. Cada ação atual corresponderá a 20 novas.
Invest Tur muda de nome e vende terrenos
Quase um ano depois de comprar a Invest Tur por meio da LA Hotels, a GP Investments acaba de concluir a arrumação da casa. A nova companhia hoteleira resultante da fusão ganhou um novo nome: Brazil Hospitality Group (BHG). Mas da Invest Tur quase nada sobrou. Em fevereiro do ano passado, a GP assumiu o controle da Invest Tur, uma empresa que captou quase R$ 1 bilhão na bolsa em 2007 com planos de criar megaprojetos imobiliários no litoral brasileiro.
Esses planos, porém, ficaram para trás. O projeto da BHG, que já é a terceira maior rede hoteleira em número de quartos do país, é se tornar a maior cadeia da América do Sul, com foco no segmento de hotéis urbanos, voltado principalmente para executivos em viagens de negócios. Não é, na verdade, um plano novo, uma vez que a A LA Hotels já tinha isso como meta. Dos ativos que a Invest Tur tinha, pouco também restou. O banco de terrenos com 18 áreas passou por uma reavaliação, tendo seu valor diminuído de R$ 393,8 milhões para R$ 154,2 milhões. "Agora, a BHG avalia a melhor forma de transformá-los em dinheiro", diz Peter van Voorst Vader, presidente da BHG. Pode ser, por exemplo, por meio da permuta por imóveis com incorporadores, o que foi feito em julho com uma área em São Paulo. Ou a mera venda para interessados. Ou até desenvolver um projeto ou outro com a grife hoteleira Txai. O GP também comprou 51% do capital da Txai Resorts, que pertencia aos fundadores da Invest Tur. Algumas áreas, porém, a BHG sabe que dificilmente conseguirá vender antes de cinco anos, até porque a maioria deles ainda depende de licença ambiental. Mas, muito além dos ganhos que essas terras podem gerar no futuro, o que mais interessava à GP na aquisição da Invest Tur era o fato de ela ser uma companhia de capital aberto e que estava com um polpudo caixa. Isso encurtava os planos que a GP tinha para a LA Hotels, sem ações em bolsa. Além de a LA Hotels ser uma empresa de menor porte àquela época, em meio à crise econômica mundial, o cenário não era nada favorável a ofertas públicas de ações. Ao mesmo tempo em que transformaram seu investimento em uma empresa listada em bolsa, a GP entrou em uma empresa que já tinha recursos para investir. A operação de compra da Invest Tur envolveu um aumento de capital de R$ 111 milhões, a compra por R$ 40 milhões de debêntures conversíveis em ações que estavam nas mãos do fundadores da companhia e a distribuição de parte do caixa para os acionistas (R$ 300 milhões). Agora, ao finalizar a incorporação da LA Hotels pela Invest Tur, o plano da BHG é continuar o crescimento da companhia via aquisições. É algo que a GP já fez no segmento de shopping centers com a BR Malls. Mas no setor hoteleiro não é algo tradicional, já que as principais empresas do setor - Accor e Atlantica Hotels - preferem apenas administrar os hotéis, não investir na compra dos prédios. "Para nós, deter o hotel é algo importante", diz o presidente da BHG, que também está interessado em conquistar apenas a gestão de alguns empreendimentos. Por isso outra vertente de crescimento pode se dar pela construção de alguns hotéis novos. "No ano passado, ganhamos 1.500 novos quartos, de um total de 5 mil que temos. Queremos pelo menos manter esse ritmo de crescimento pela frente." Ontem, uma assembleia de acionistas aprovou alterações na gestão da empresa. Os antigos fundadores da Invest Tur passaram a ficar mais distantes da nova BHG. A presidência do conselho, antes dividida com Carlos Novis Guimaraes, passou a ficar apenas com Antonio Carlos Bonchristiano. Um contrato de consultoria da uma empresa dos fundadores da Invest Tur foi revisto. O valor dele foi reduzido em 20% e o serviço será encerrado neste ano. Para trazer mais liquidez às ações da BHG, os papéis serão desdobrados. Cada ação atual corresponderá a 20 novas.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Sai lei para regularização de casas próximas à Billings
14/01/2010
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), assinou no dia 13 um decreto que regulamenta a Lei da Billings, para proteção da represa da Região Metropolitana de São Paulo. A lei foi sancionada em julho de 2009. A partir da regulamentação, as prefeituras terão condições de regularizar cerca de 100 mil moradias do entorno da represa e receber recursos de outras esferas de governo para projetos de urbanização e saneamento.
"É uma lei de salvação da represa e de salvação urbana dos moradores da região", definiu Serra. As prefeituras incluídas na área de proteção devem apresentar à Secretaria do Estado do Meio Ambiente planos de regularização de lotes de até 125 metros quadrados. Dezoito propostas já estão em análise. Além de seguir os parâmetros da lei, as prefeituras podem ter de fazer compensações ambientais, como o plantio de árvores. Somente após dois anos de cumprimento das exigências do decreto os moradores ganharão o título de propriedade de seus imóveis. Serra negou que a regularização em massa seja uma anistia à ocupação irregular. "A regularização pressupõe contrapartidas; a anistia, não", disse. "A contrapartida das prefeituras para regularizar os imóveis será criar planos de urbanização e saneamento. Sem essas obras, as residências continuam poluindo a represa." De acordo com o decreto, para a regularização, cada unidade habitacional deve ter ao menos 42 metros quadrados de área construída, taxa mínima de permeabilidade de 5% e altura máxima de 20 m, 15 m ou 9 m, dependendo da localização. O perímetro de proteção da Billings abrange áreas de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Segundo o secretário do Meio Ambiente em exercício, Pedro Ubiratan, cerca de 1,2 mil casas em situação de risco precisarão ser desapropriadas. Parte dos moradores será realocada em moradias populares alguns metros mais distantes da represa, de acordo com projetos a serem feitos pelas prefeituras. Fonte: Agência Estado
14/01/2010
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), assinou no dia 13 um decreto que regulamenta a Lei da Billings, para proteção da represa da Região Metropolitana de São Paulo. A lei foi sancionada em julho de 2009. A partir da regulamentação, as prefeituras terão condições de regularizar cerca de 100 mil moradias do entorno da represa e receber recursos de outras esferas de governo para projetos de urbanização e saneamento.
"É uma lei de salvação da represa e de salvação urbana dos moradores da região", definiu Serra. As prefeituras incluídas na área de proteção devem apresentar à Secretaria do Estado do Meio Ambiente planos de regularização de lotes de até 125 metros quadrados. Dezoito propostas já estão em análise. Além de seguir os parâmetros da lei, as prefeituras podem ter de fazer compensações ambientais, como o plantio de árvores. Somente após dois anos de cumprimento das exigências do decreto os moradores ganharão o título de propriedade de seus imóveis. Serra negou que a regularização em massa seja uma anistia à ocupação irregular. "A regularização pressupõe contrapartidas; a anistia, não", disse. "A contrapartida das prefeituras para regularizar os imóveis será criar planos de urbanização e saneamento. Sem essas obras, as residências continuam poluindo a represa." De acordo com o decreto, para a regularização, cada unidade habitacional deve ter ao menos 42 metros quadrados de área construída, taxa mínima de permeabilidade de 5% e altura máxima de 20 m, 15 m ou 9 m, dependendo da localização. O perímetro de proteção da Billings abrange áreas de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Segundo o secretário do Meio Ambiente em exercício, Pedro Ubiratan, cerca de 1,2 mil casas em situação de risco precisarão ser desapropriadas. Parte dos moradores será realocada em moradias populares alguns metros mais distantes da represa, de acordo com projetos a serem feitos pelas prefeituras. Fonte: Agência Estado
14/01/2010
‘Minha Casa’ precisa de agilidade
O setor de construção civil está otimista com o programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, ainda que a avaliação seja de que a Caixa Econômica Federal (CEF) precisa acelerar o ritmo de aprovações dos projetos do programa. A expectativa de entidades que representam o setor é de que o total de um milhão de unidades previsto no “Minha Casa, Minha Vida” seja contratado até o fim de 2010, mas representantes da construção consideram a possibilidade de que uma parcela fique para o início de 2011.
“Está na hora de a velocidade de aprovações ser mais compatível com o volume de unidades do programa que está no sistema da Caixa”, afirma o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. Se a Caixa não ganhar velocidade na aprovação dos projetos, esse ritmo poderá se tornar um gargalo para que o programa deslanche, segundo Simão. O representante da CBIC pondera que o programa começou a ser implantado em abril do ano passado e que houve a greve dos funcionários do banco. “Existem 620 mil unidades do programa dentro da Caixa. Acreditamos que haverá um milhão de unidades na Caixa nas diversas etapas até julho ou agosto. Em seis meses, foi feito mais do que nos últimos seis anos para a faixa de até dez salários mínimos de renda”, diz Simão. A expectativa do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe, é de que, daqui para frente, o processo de contratações do programa ficará mais próximo de “uma curva que de uma reta” em função dos projetos que já estão em análise na Caixa. Watanabe ressalta que, independente de o próximo governo ser ou não do PT, o programa deverá ter continuidade em 2010. Fonte: Agência IN
‘Minha Casa’ precisa de agilidade
O setor de construção civil está otimista com o programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, ainda que a avaliação seja de que a Caixa Econômica Federal (CEF) precisa acelerar o ritmo de aprovações dos projetos do programa. A expectativa de entidades que representam o setor é de que o total de um milhão de unidades previsto no “Minha Casa, Minha Vida” seja contratado até o fim de 2010, mas representantes da construção consideram a possibilidade de que uma parcela fique para o início de 2011.
“Está na hora de a velocidade de aprovações ser mais compatível com o volume de unidades do programa que está no sistema da Caixa”, afirma o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. Se a Caixa não ganhar velocidade na aprovação dos projetos, esse ritmo poderá se tornar um gargalo para que o programa deslanche, segundo Simão. O representante da CBIC pondera que o programa começou a ser implantado em abril do ano passado e que houve a greve dos funcionários do banco. “Existem 620 mil unidades do programa dentro da Caixa. Acreditamos que haverá um milhão de unidades na Caixa nas diversas etapas até julho ou agosto. Em seis meses, foi feito mais do que nos últimos seis anos para a faixa de até dez salários mínimos de renda”, diz Simão. A expectativa do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe, é de que, daqui para frente, o processo de contratações do programa ficará mais próximo de “uma curva que de uma reta” em função dos projetos que já estão em análise na Caixa. Watanabe ressalta que, independente de o próximo governo ser ou não do PT, o programa deverá ter continuidade em 2010. Fonte: Agência IN
13/01/2010
Copa terá investimentos de R$ 8 bilhões do FGTS
O Conselho Curador do FGTS aprovou hoje a ampliação do investimento em infraestrutura para este ano. Serão aplicados, ao todo, R$ 8 bilhões em obras de mobilidade urbana sobre trilhos ou pneus, com ênfase nas cidades onde ocorrerão a Olimpíada e a Copa do Mundo no Brasil.Segundo o ministro das cidades, Márcio Fortes, as obras fazem parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e devem ter início em breve.
"Vamos publicar uma portaria definindo sobre a aplicação dos recursos com as obras que serão priorizadas", informou. Com a ampliação, o orçamento do FGTS para este ano salta de R$ 23.6 bilhões, aprovados em outubro de 2009, para R$ 31.6 bilhões, sendo R$ 19 bilhões para aplicação em habitação popular, R$ 4.6 bilhões para obras de saneamento básico e R$ 8 bilhões destinados à infraestrutura urbana por meio do Pró-Transporte, que pretende investir R$ 2.4 bilhões em transporte sobre trilhos e R$ 5.6 bilhões nas outras modalidades. Serão beneficiadas com a medida prioritariamente as cidades de Brasília (DF), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Cuiabá (MT), Salvador (BA), Recife (PE), Manaus (AM), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (BH), locais onde serão realizadas competições da Copa de 2014 e Olimpíada de 2016. O programa Pró-Transporte promove a concessão de financiamento ao setor público e à iniciativa privada para obras de infraestrutura de transporte coletivo urbano para o desenvolvimento físico-territorial, econômico e social, a melhoria da qualidade de vida e a preservação do meio ambiente, seja para implantação, recuperação, requalificação e/ou ampliação de vias segregadas, vias exclusivas e faixas exclusivas para veículos de transporte coletivo urbano de passageiros; terminais de transporte coletivo urbano de passageiros, de grande e pequeno porte, para todas as modalidades de transporte coletivo urbano; pontos de conexão de linhas de transporte coletivo urbano de passageiros, abrigos, obras de acessibilidade de pedestres, ciclistas e pessoas com dificuldade de locomoção, estações terminais ou pontos de conexão. (Redação - Agência IN)
Copa terá investimentos de R$ 8 bilhões do FGTS
O Conselho Curador do FGTS aprovou hoje a ampliação do investimento em infraestrutura para este ano. Serão aplicados, ao todo, R$ 8 bilhões em obras de mobilidade urbana sobre trilhos ou pneus, com ênfase nas cidades onde ocorrerão a Olimpíada e a Copa do Mundo no Brasil.Segundo o ministro das cidades, Márcio Fortes, as obras fazem parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e devem ter início em breve.
"Vamos publicar uma portaria definindo sobre a aplicação dos recursos com as obras que serão priorizadas", informou. Com a ampliação, o orçamento do FGTS para este ano salta de R$ 23.6 bilhões, aprovados em outubro de 2009, para R$ 31.6 bilhões, sendo R$ 19 bilhões para aplicação em habitação popular, R$ 4.6 bilhões para obras de saneamento básico e R$ 8 bilhões destinados à infraestrutura urbana por meio do Pró-Transporte, que pretende investir R$ 2.4 bilhões em transporte sobre trilhos e R$ 5.6 bilhões nas outras modalidades. Serão beneficiadas com a medida prioritariamente as cidades de Brasília (DF), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Cuiabá (MT), Salvador (BA), Recife (PE), Manaus (AM), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (BH), locais onde serão realizadas competições da Copa de 2014 e Olimpíada de 2016. O programa Pró-Transporte promove a concessão de financiamento ao setor público e à iniciativa privada para obras de infraestrutura de transporte coletivo urbano para o desenvolvimento físico-territorial, econômico e social, a melhoria da qualidade de vida e a preservação do meio ambiente, seja para implantação, recuperação, requalificação e/ou ampliação de vias segregadas, vias exclusivas e faixas exclusivas para veículos de transporte coletivo urbano de passageiros; terminais de transporte coletivo urbano de passageiros, de grande e pequeno porte, para todas as modalidades de transporte coletivo urbano; pontos de conexão de linhas de transporte coletivo urbano de passageiros, abrigos, obras de acessibilidade de pedestres, ciclistas e pessoas com dificuldade de locomoção, estações terminais ou pontos de conexão. (Redação - Agência IN)
13/01/2010
Construção Civil fecha 2009 com custos 5,85% maiores, aponta IBGE
O Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com a Caixa Econômica Federal, fechou 2009 com variação de 5,85%, bem a baixo do registrado em 2008, quando o acumulado havia ficado em 11,73%. Considerando apenas o mês de dezembro, a variação foi de 0,54% - 0,21 ponto percentual a mais que em novembro. Na comparação com o último mês de 2008 (0,62%), a taxa caiu 0,08 ponto percentual.
De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (13), o custo nacional por metro quadrado encerrou o ano em R$ 716,34, dos quais R$ 412,64 se referem aos materiais de construção e R$ 303,70 à mão-de-obra. O aumento dos custos dos materiais no ano passado foi de 4,29%, uma desaceleração de 9,49 pontos percentuais frente aos 13,78% registrados em 2008. Já o índice referente à mão-de-obra teve queda menor na comparação anual, de 0,94 p.p., ficando em 8,03% em 2009, frente aos 8,97% de 2008. No mês de dezembro, tanto os materiais como a mão-de-obra registraram alta em relação a novembro, com variações de 0,44% e 0,67%, respectivamente. No ano passado, o Nordeste se destacou por apresentar a maior alta no custo (6,05%). Em seguida ficou a região Norte, onde o custo subiu 6,02%. Em terceiro o Sudeste (5,87%), seguido por Centro-Oeste (5,86%) e Sul (5,31%). No último mês do ano, a maior alta foi no Sudeste (0,89%). Depois vem o Centro-Oeste (0,42%), Nordeste (0,27%) e Norte e Sul (0,22%).Fonte : InfoMoney
Construção Civil fecha 2009 com custos 5,85% maiores, aponta IBGE
O Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com a Caixa Econômica Federal, fechou 2009 com variação de 5,85%, bem a baixo do registrado em 2008, quando o acumulado havia ficado em 11,73%. Considerando apenas o mês de dezembro, a variação foi de 0,54% - 0,21 ponto percentual a mais que em novembro. Na comparação com o último mês de 2008 (0,62%), a taxa caiu 0,08 ponto percentual.
De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (13), o custo nacional por metro quadrado encerrou o ano em R$ 716,34, dos quais R$ 412,64 se referem aos materiais de construção e R$ 303,70 à mão-de-obra. O aumento dos custos dos materiais no ano passado foi de 4,29%, uma desaceleração de 9,49 pontos percentuais frente aos 13,78% registrados em 2008. Já o índice referente à mão-de-obra teve queda menor na comparação anual, de 0,94 p.p., ficando em 8,03% em 2009, frente aos 8,97% de 2008. No mês de dezembro, tanto os materiais como a mão-de-obra registraram alta em relação a novembro, com variações de 0,44% e 0,67%, respectivamente. No ano passado, o Nordeste se destacou por apresentar a maior alta no custo (6,05%). Em seguida ficou a região Norte, onde o custo subiu 6,02%. Em terceiro o Sudeste (5,87%), seguido por Centro-Oeste (5,86%) e Sul (5,31%). No último mês do ano, a maior alta foi no Sudeste (0,89%). Depois vem o Centro-Oeste (0,42%), Nordeste (0,27%) e Norte e Sul (0,22%).Fonte : InfoMoney
13/01/2010
Setor imobiliário quer incluir usados no "Minha Casa"
Representantes do setor imobiliário entregaram nesta terça-feira, ao ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, uma série de reivindicações, entre as quais a inclusão dos imóveis usados no programa Minha Casa, Minha Vida. Eles pedem ainda que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) possa ser usado para financiamento imobiliário também em municípios distantes até 120 quilômetros da cidade de origem do trabalhador e o aumento de R$ 20 mil no limite do valor do imóvel.
O programa prevê financiamentos especiais para a população com faixa de renda de zero a dez salários mínimos. Lupi considerou razoáveis as três reivindicações, mas disse que não pode garantir sua aprovação, porque o conselho que decidirá a questão é formado por três partes. Quanto aos imóveis usados, o ministro lembrou que já existe uma linha de financiamento específica. "Quando falam na ampliação dos valores, conforme o mercado, já fizemos isso na última reunião do conselho", afirmou o ministro. Ele explicou que, nos grandes centros urbanos, os valores são diferentes dos que vigoram no interior. Sobre o pedido de extensão dos financiamentos a cidades mais distantes da localidade onde mora o comprador, ele disse que é interessante e que será levado à apreciação do conselho. "Se depender de mim, ele [o conselho] irá aprovar." O ministro disse desconhecer a afirmação atribuída a movimentos sociais de que a prioridade do programa Minha Casa, Minha Vida não tem sido a população que recebe até três salários mínimos. "O programa tem R$ 24 bilhões à disposição de quem ganha nessa faixa de renda, que são as chamadas casas subsidiadas com o dinheiro do FGTS." Ele acredita que o país viverá em 2010 o melhor ano para a geração de emprego, desde 2003, porque o mercado interno está muito aquecido, com ganhos reais de salário. Todo o ambiente está preparado para um crescimento forte da economia e, principalmente, para a geração de empregos. "Geramos em torno de 1 milhão de empregos em 2009, no auge de uma crise, e esperamos gerar mais de 2 milhões de empregos em 2010, o que significará número recorde, para um ano na história do Brasil". Ele negou que sejam exageradas suas previsões de crescimento de 7% da economia do país, porque "tudo está conspirando a favor do Brasil". O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo, José Augusto Viana Neto, destacou que os empregos gerados pelo Minha Casa, Minha Vida são temporários, perdurando por no máximo dois anos. Para ele, não se pode ficar preso ao fato de não se conseguir resolver o problema da habitação com imóveis novos, quando há recursos para isso. Viana Neto disse que não critica o programa, mas ressaltou que, agora que a economia está recuperada e os recursos disponíveis para atendimento dos mais necessitados, é preciso disponibilizar os imóveis que já estão prontos com preços que caibam nesse programa habitacional. Fonte: JB OnLine
Setor imobiliário quer incluir usados no "Minha Casa"
Representantes do setor imobiliário entregaram nesta terça-feira, ao ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, uma série de reivindicações, entre as quais a inclusão dos imóveis usados no programa Minha Casa, Minha Vida. Eles pedem ainda que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) possa ser usado para financiamento imobiliário também em municípios distantes até 120 quilômetros da cidade de origem do trabalhador e o aumento de R$ 20 mil no limite do valor do imóvel.
O programa prevê financiamentos especiais para a população com faixa de renda de zero a dez salários mínimos. Lupi considerou razoáveis as três reivindicações, mas disse que não pode garantir sua aprovação, porque o conselho que decidirá a questão é formado por três partes. Quanto aos imóveis usados, o ministro lembrou que já existe uma linha de financiamento específica. "Quando falam na ampliação dos valores, conforme o mercado, já fizemos isso na última reunião do conselho", afirmou o ministro. Ele explicou que, nos grandes centros urbanos, os valores são diferentes dos que vigoram no interior. Sobre o pedido de extensão dos financiamentos a cidades mais distantes da localidade onde mora o comprador, ele disse que é interessante e que será levado à apreciação do conselho. "Se depender de mim, ele [o conselho] irá aprovar." O ministro disse desconhecer a afirmação atribuída a movimentos sociais de que a prioridade do programa Minha Casa, Minha Vida não tem sido a população que recebe até três salários mínimos. "O programa tem R$ 24 bilhões à disposição de quem ganha nessa faixa de renda, que são as chamadas casas subsidiadas com o dinheiro do FGTS." Ele acredita que o país viverá em 2010 o melhor ano para a geração de emprego, desde 2003, porque o mercado interno está muito aquecido, com ganhos reais de salário. Todo o ambiente está preparado para um crescimento forte da economia e, principalmente, para a geração de empregos. "Geramos em torno de 1 milhão de empregos em 2009, no auge de uma crise, e esperamos gerar mais de 2 milhões de empregos em 2010, o que significará número recorde, para um ano na história do Brasil". Ele negou que sejam exageradas suas previsões de crescimento de 7% da economia do país, porque "tudo está conspirando a favor do Brasil". O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo, José Augusto Viana Neto, destacou que os empregos gerados pelo Minha Casa, Minha Vida são temporários, perdurando por no máximo dois anos. Para ele, não se pode ficar preso ao fato de não se conseguir resolver o problema da habitação com imóveis novos, quando há recursos para isso. Viana Neto disse que não critica o programa, mas ressaltou que, agora que a economia está recuperada e os recursos disponíveis para atendimento dos mais necessitados, é preciso disponibilizar os imóveis que já estão prontos com preços que caibam nesse programa habitacional. Fonte: JB OnLine
13/01/2010
Camargo Corrêa propõe fusão com a Cimpor, alvo da CSN
O grupo Camargo Corrêa apresentou uma proposta de fusão de sua operação portuguesa - a Camargo Corrêa Portugal - com a cimenteira Cimpor, que é alvo de aquisição da CSN. A empresa brasileira propõe ter no negócio uma participação inferior a 50% do capital social e votante da nova empresa. A proposta ainda prevê a distribuição aos demais acionistas da cimenteira de um dividendo extraordinário no valor de até 350 milhões de euros, além da aquisição de uma participação entre 15% e 25% do capital social da Cimpor como condição prévia para viabilizar a fusão.
Essa aquisição não seria feita por meio de oferta pública e não ocorreria necessariamente em operação de mercado. No comunicado em que relata a proposta, a Cimpor diz que, neste momento, não pode emitir qualquer opinião ou entendimento sobre a viabilidade ou oportunidade da operação. No entanto, a companhia diz que analisará cuidadosamente a proposta apresentada e que o Conselho de Administração poderá emitir sua opinião sobre os termos e condições apresentadas, caso a proposta seja consolidada. No último dia 7, o conselho da Cimpor rejeitou a oferta hostil de 3,86 bilhões de euros feita pela CSN pela totalidade do capital da empresa. Além disso, a CSN pretende assumir uma dívida líquida de 1,8 bilhão de euros da Cimpor. Fonte: Valor
Camargo Corrêa propõe fusão com a Cimpor, alvo da CSN
O grupo Camargo Corrêa apresentou uma proposta de fusão de sua operação portuguesa - a Camargo Corrêa Portugal - com a cimenteira Cimpor, que é alvo de aquisição da CSN. A empresa brasileira propõe ter no negócio uma participação inferior a 50% do capital social e votante da nova empresa. A proposta ainda prevê a distribuição aos demais acionistas da cimenteira de um dividendo extraordinário no valor de até 350 milhões de euros, além da aquisição de uma participação entre 15% e 25% do capital social da Cimpor como condição prévia para viabilizar a fusão.
Essa aquisição não seria feita por meio de oferta pública e não ocorreria necessariamente em operação de mercado. No comunicado em que relata a proposta, a Cimpor diz que, neste momento, não pode emitir qualquer opinião ou entendimento sobre a viabilidade ou oportunidade da operação. No entanto, a companhia diz que analisará cuidadosamente a proposta apresentada e que o Conselho de Administração poderá emitir sua opinião sobre os termos e condições apresentadas, caso a proposta seja consolidada. No último dia 7, o conselho da Cimpor rejeitou a oferta hostil de 3,86 bilhões de euros feita pela CSN pela totalidade do capital da empresa. Além disso, a CSN pretende assumir uma dívida líquida de 1,8 bilhão de euros da Cimpor. Fonte: Valor
13/01/2010
Even bate recorde com vendas de R$ 1,23 bilhão
De olho na expansão do mercado imobiliário brasileiro em 2010, além do potencial por conta do programa "Minha Casa, Minha Vida" - que ontem recebeu o anúncio de que terá R$ 3 bilhões de verbas do governo federal -, a Even Construtora e Incorporadora S.A inicia o ano com boas perspectivas de vendas e lançamentos. A empresa, cujo foco está em empreendimentos residenciais de até R$ 500 mil, adquiriu 18 terrenos no quarto trimestre do ano passado, sendo 11 na cidade de São Paulo, três em Porto Alegre, dois em Belo Horizonte, um no Rio de Janeiro e mais um na cidade de Guarulhos.
Segundo a incorporadora, o banco de terrenos adquirido tem um potencial total de vendas de R$ 860 milhões (parte da Even). Com um bom desempenho em 2009, especialmente no segundo semestre, a companhia atingiu recorde de vendas contratadas, somando R$ 1,23 bilhão, 9,8% a mais que no ano anterior e fecha o ano com R$ 927 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos. O maior volume de lançamentos entre todos os trimestres foi obtido no quarto período, com VGV de R$ 368,7 milhões, um aumento de 12,5% em comparação aos três meses anteriores. No terceiro trimestre a companhia havia acumulado o montante de R$ 327,7 milhões. Entre outubro e dezembro de 2009, a Even lançou nove empreendimentos nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Santo André. Desse total, a companhia afirma que 50,2% já foi vendido. Ao longo do ano, entregou 393.866 m² construídos em 16 empreendimentos, que somam 27 torres e 1.886 unidades. Fonte Agencia IN
Even bate recorde com vendas de R$ 1,23 bilhão
De olho na expansão do mercado imobiliário brasileiro em 2010, além do potencial por conta do programa "Minha Casa, Minha Vida" - que ontem recebeu o anúncio de que terá R$ 3 bilhões de verbas do governo federal -, a Even Construtora e Incorporadora S.A inicia o ano com boas perspectivas de vendas e lançamentos. A empresa, cujo foco está em empreendimentos residenciais de até R$ 500 mil, adquiriu 18 terrenos no quarto trimestre do ano passado, sendo 11 na cidade de São Paulo, três em Porto Alegre, dois em Belo Horizonte, um no Rio de Janeiro e mais um na cidade de Guarulhos.
Segundo a incorporadora, o banco de terrenos adquirido tem um potencial total de vendas de R$ 860 milhões (parte da Even). Com um bom desempenho em 2009, especialmente no segundo semestre, a companhia atingiu recorde de vendas contratadas, somando R$ 1,23 bilhão, 9,8% a mais que no ano anterior e fecha o ano com R$ 927 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos. O maior volume de lançamentos entre todos os trimestres foi obtido no quarto período, com VGV de R$ 368,7 milhões, um aumento de 12,5% em comparação aos três meses anteriores. No terceiro trimestre a companhia havia acumulado o montante de R$ 327,7 milhões. Entre outubro e dezembro de 2009, a Even lançou nove empreendimentos nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Santo André. Desse total, a companhia afirma que 50,2% já foi vendido. Ao longo do ano, entregou 393.866 m² construídos em 16 empreendimentos, que somam 27 torres e 1.886 unidades. Fonte Agencia IN
13/01/2010
Medida chinesa abate setores imobiliário e matérias-primas
A surpreendente decisão de Pequim de elevar o depósito compulsório na terça-feira pode sinalizar o fim da disponibilidade de dinheiro fácil e barato, colocando pressão sobre as empresas chinesas dos setores imobiliário e de matérias-primas. Analistas estão divididos sobre o impacto do movimento sobre as perspectivas de lucros dos bancos do país, mas a notícia abateu a confiança do mercado no setor. As ações desses três setores caíram nesta quarta-feira, depois que o banco central da China elevou o depósito compulsório em 0,5 ponto percentual a partir de 18 de janeiro.
"O aperto sugere uma desaceleração na liquidez e na demanda à frente, o que não é bom para as empresas cíclicas", disse Andrew Driscoll, diretor de pesquisa da corretora CLSA. O Nomura prevê que a China eleve a taxa de juro três vezes, em 0,27 ponto percentual cada, a partir do primeiro trimestre. Já o Bank of America-Merrill Lynch alertou que movimentos de alta de juro podem não acontecer tão rapidamente. "Esse... aumento (no compulsório) nos diz que o banco central está relutante em ver um aumento de juro no curto prazo", afirmou o banco em nota. As empresas do setor imobiliário devem ser impactadas por primeiro. Uma diminuição nos empréstimos pode conter o dinheiro para esse setor bastante aquecido e, eventualmente, resultar em preços menores. "Não há dúvidas de que isso ajudará a desaquecer o mercado imobiliário", afirmou Michael Wu, diretor de empresas da região Ásia Pacífico da Fitch Ratings. Fonte: Reuters
Medida chinesa abate setores imobiliário e matérias-primas
A surpreendente decisão de Pequim de elevar o depósito compulsório na terça-feira pode sinalizar o fim da disponibilidade de dinheiro fácil e barato, colocando pressão sobre as empresas chinesas dos setores imobiliário e de matérias-primas. Analistas estão divididos sobre o impacto do movimento sobre as perspectivas de lucros dos bancos do país, mas a notícia abateu a confiança do mercado no setor. As ações desses três setores caíram nesta quarta-feira, depois que o banco central da China elevou o depósito compulsório em 0,5 ponto percentual a partir de 18 de janeiro.
"O aperto sugere uma desaceleração na liquidez e na demanda à frente, o que não é bom para as empresas cíclicas", disse Andrew Driscoll, diretor de pesquisa da corretora CLSA. O Nomura prevê que a China eleve a taxa de juro três vezes, em 0,27 ponto percentual cada, a partir do primeiro trimestre. Já o Bank of America-Merrill Lynch alertou que movimentos de alta de juro podem não acontecer tão rapidamente. "Esse... aumento (no compulsório) nos diz que o banco central está relutante em ver um aumento de juro no curto prazo", afirmou o banco em nota. As empresas do setor imobiliário devem ser impactadas por primeiro. Uma diminuição nos empréstimos pode conter o dinheiro para esse setor bastante aquecido e, eventualmente, resultar em preços menores. "Não há dúvidas de que isso ajudará a desaquecer o mercado imobiliário", afirmou Michael Wu, diretor de empresas da região Ásia Pacífico da Fitch Ratings. Fonte: Reuters
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Saiba as principais mudanças na Lei do Inquilinato para imóveis residenciais
O Globo, 13 de janeiro de 2010
Agora é para valer. As novas regras para o aluguel de imóveis passam a vigorar, a partir do dia 25 de janeiro, para antigos ou novos contratos. Mas o que de fato muda com as alterações na Lei do Inquilinato? Uma das principais mudanças é que os inquilinos com aluguel em atraso poderão ser alvo de ação judicial de despejo com prazo de 15 dias para desocupação liminar do imóvel, se estiverem sem garantia locatícia. O mesmo prazo poderá ser utilizado para despejo, em trinta dias, caso não seja feita a substituição do fiador que tiver se exonerado. De acordo com o advogado Hamilton Quirino, a ação só poderá ser suspensa com o pagamento do saldo devedor dentro de tais prazos, a partir da notificação. E, nestes casos, o inquilino não poderá ter mais nenhum atraso no período de dois anos sob pena de despejo imediato.
Pelas normas atuais, é exigido que o inquilino receba dois mandados judiciais, o que, no fim das contas, faz a retomada do imóvel demorar, em média, 14 meses. Com a mudança, o gerente jurídico da Apsa, Giovani Oliveira, acredita que o tempo médio para retomada do imóvel será reduzido bastante, para uma média de quatro meses. Ao ler as alterações, alguns podem concluir que o proprietário é o maior beneficiado. Mas, de acordo com Oliveira, o código favorece as duas partes.
- As mudanças são bastante equilibradas e estimulam o bom inquilino e o bom proprietário. Um dos grandes vilões da locação era a dificuldade de se encontrar um fiador. Com as novas regras, o locador não precisará mais ter contrato de fiança para garantir o seu imóvel, pois terá a possibilidade de despejar mais facilmente um inquilino mau pagador através de ação judicial. Isso vai dar maior segurança para aqueles proprietários que atualmente temem colocar imóveis para alugar. A nova lei deve favorecer a oferta para locação, estimulando o setor imobiliário a diminuir o valor de mercado do aluguel - diz o advogado.
Fiador poderá desistir de seu compromisso
No código atual, o fiador é obrigado a garantir o imóvel até a sua efetiva devolução ao proprietário. A nova lei também estabelece que poderá haver troca de fiador na regência ou prorrogação do contrato. Isso quer dizer que, se o fiador desejar exonerar-se de suas obrigações depois do fim do contrato ou no caso de separação dos cônjuges, deverá comunicar o seu desligamento, mas deve permanecer responsável ainda pela fiança por 120 dias depois de feita a comunicação. O proprietário também terá a possibilidade de exigir um novo fiador ou garantia, caso o atual entre em processo de recuperação judicial.
- Essas novas regras deverão diminuir a resistência dos fiadores, pois o risco para eles também foi diminuído. A antiga lei era complicada e muitas vezes os benefícios desses aluguéis não compensavam a dor de cabeça que vinha junto - explica o gerente jurídico de locações do Secovi Rio, Antônio Paulo Monnerat.
Multa rescisória proporcional ao período restante do contrato
A nova lei estabelece a proporcionalidade da multa rescisória do aluguel. Assim, se o inquilino decidir entregar o imóvel antes do fim do prazo, ele pagará um valor proporcional ao tempo que faltaria para cumprir a totalidade do contrato. Um exemplo: se o prazo for de 30 meses, com multa rescisória de três meses de aluguel e o inquilino sai depois de 18 meses, ele deve pagar multa correspondente aos 12 meses restantes, isto é, de 1,2 mês de aluguel. Também ao proprietário caberá pagar uma indenização ao locatário caso deseje retomar o imóvel antes do prazo estabelecido em contrato sem que tenha sido por uma das utilidades previstas em lei, como o uso próprio.
O Globo, 13 de janeiro de 2010
Agora é para valer. As novas regras para o aluguel de imóveis passam a vigorar, a partir do dia 25 de janeiro, para antigos ou novos contratos. Mas o que de fato muda com as alterações na Lei do Inquilinato? Uma das principais mudanças é que os inquilinos com aluguel em atraso poderão ser alvo de ação judicial de despejo com prazo de 15 dias para desocupação liminar do imóvel, se estiverem sem garantia locatícia. O mesmo prazo poderá ser utilizado para despejo, em trinta dias, caso não seja feita a substituição do fiador que tiver se exonerado. De acordo com o advogado Hamilton Quirino, a ação só poderá ser suspensa com o pagamento do saldo devedor dentro de tais prazos, a partir da notificação. E, nestes casos, o inquilino não poderá ter mais nenhum atraso no período de dois anos sob pena de despejo imediato.
Pelas normas atuais, é exigido que o inquilino receba dois mandados judiciais, o que, no fim das contas, faz a retomada do imóvel demorar, em média, 14 meses. Com a mudança, o gerente jurídico da Apsa, Giovani Oliveira, acredita que o tempo médio para retomada do imóvel será reduzido bastante, para uma média de quatro meses. Ao ler as alterações, alguns podem concluir que o proprietário é o maior beneficiado. Mas, de acordo com Oliveira, o código favorece as duas partes.
- As mudanças são bastante equilibradas e estimulam o bom inquilino e o bom proprietário. Um dos grandes vilões da locação era a dificuldade de se encontrar um fiador. Com as novas regras, o locador não precisará mais ter contrato de fiança para garantir o seu imóvel, pois terá a possibilidade de despejar mais facilmente um inquilino mau pagador através de ação judicial. Isso vai dar maior segurança para aqueles proprietários que atualmente temem colocar imóveis para alugar. A nova lei deve favorecer a oferta para locação, estimulando o setor imobiliário a diminuir o valor de mercado do aluguel - diz o advogado.
Fiador poderá desistir de seu compromisso
No código atual, o fiador é obrigado a garantir o imóvel até a sua efetiva devolução ao proprietário. A nova lei também estabelece que poderá haver troca de fiador na regência ou prorrogação do contrato. Isso quer dizer que, se o fiador desejar exonerar-se de suas obrigações depois do fim do contrato ou no caso de separação dos cônjuges, deverá comunicar o seu desligamento, mas deve permanecer responsável ainda pela fiança por 120 dias depois de feita a comunicação. O proprietário também terá a possibilidade de exigir um novo fiador ou garantia, caso o atual entre em processo de recuperação judicial.
- Essas novas regras deverão diminuir a resistência dos fiadores, pois o risco para eles também foi diminuído. A antiga lei era complicada e muitas vezes os benefícios desses aluguéis não compensavam a dor de cabeça que vinha junto - explica o gerente jurídico de locações do Secovi Rio, Antônio Paulo Monnerat.
Multa rescisória proporcional ao período restante do contrato
A nova lei estabelece a proporcionalidade da multa rescisória do aluguel. Assim, se o inquilino decidir entregar o imóvel antes do fim do prazo, ele pagará um valor proporcional ao tempo que faltaria para cumprir a totalidade do contrato. Um exemplo: se o prazo for de 30 meses, com multa rescisória de três meses de aluguel e o inquilino sai depois de 18 meses, ele deve pagar multa correspondente aos 12 meses restantes, isto é, de 1,2 mês de aluguel. Também ao proprietário caberá pagar uma indenização ao locatário caso deseje retomar o imóvel antes do prazo estabelecido em contrato sem que tenha sido por uma das utilidades previstas em lei, como o uso próprio.
Eztec muda e prioriza imóveis de médio padrão
A incorporadora Eztec, tradicional no mercado paulista de médio e alto padrão, adotou uma estratégia defensiva no auge da crise. No fim do ano passado, redirecionou sua estratégia para o segmento de salas comerciais de pequeno porte - onde a demanda estava mais aquecida e o mercado ainda não estava saturado. Agora, de volta ao mercado residencial, elegeu os imóveis de médio padrão - entre R$ 200 mil e R$ 500 mil - como prioridade e fez o seu primeiro grande teste no segmento popular.
Nos primeiros nove meses do ano, a incorporadora Eztec já vendeu mais do que no ano passado inteiro. De janeiro a setembro, a companhia vendeu R$ 465 milhões, contra R$ 358 milhões durante todo o ano de 2008. Primeira empresa do setor imobiliário a divulgar balanço, a Eztec alcançou um lucro líquido de R$ 50,5 milhões no terceiro trimestre, com margem líquida de 34,6%. No terceiro trimestre, a companhia vendeu R$ 148 milhões e lançou apenas R$ 52 milhões, o que indica um volume de venda de estoques de quase R$ 98 milhões. A receita líquida cresceu 54,5%, para R$ 382,6 milhões.A estreia no Minha Casa, Minha Vida foi feita com um empreendimento em Mogi das Cruzes, com 960 unidades na faixa de R$ 90 mil. A empresa já lançou e vendeu quase metade do empreendimento, cujo valor geral de vendas é de R$ 88 milhões. "Queríamos entender como funciona esse segmento, como lidar com a Caixa Econômica Federal e com esse público, como são as margens", diz Emílio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec. "Estamos tendo boa rentabilidade, mas não vale a pena voltar toda a empresa para esse segmento." A empresa também lançou um empreendimento no Sacomã, na capital paulista, com cinco torres no valor de R$ 150 mil. "A mudança no teto do Sistema Financeiro de Habitação de R$ 350 mil para R$ 500 mil foi muito importante para o setor." A maioria dos projetos que a Eztec em fase de aprovação são residenciais de médio padrão, que representa hoje 50% do banco de terrenos da companhia. A incorporadora voltou a comprar terrenos nos últimos três meses: adquiriu quatro na cidade de São Paulo com potencial de construção de quase R$ 200 milhões. Por conta das aquisições de terrenos, o caixa da companhia que era de R$ 177 milhões no segundo trimestre caiu para R$ 166 milhões, no terceiro trimestre. (Valor Online)
A incorporadora Eztec, tradicional no mercado paulista de médio e alto padrão, adotou uma estratégia defensiva no auge da crise. No fim do ano passado, redirecionou sua estratégia para o segmento de salas comerciais de pequeno porte - onde a demanda estava mais aquecida e o mercado ainda não estava saturado. Agora, de volta ao mercado residencial, elegeu os imóveis de médio padrão - entre R$ 200 mil e R$ 500 mil - como prioridade e fez o seu primeiro grande teste no segmento popular.
Nos primeiros nove meses do ano, a incorporadora Eztec já vendeu mais do que no ano passado inteiro. De janeiro a setembro, a companhia vendeu R$ 465 milhões, contra R$ 358 milhões durante todo o ano de 2008. Primeira empresa do setor imobiliário a divulgar balanço, a Eztec alcançou um lucro líquido de R$ 50,5 milhões no terceiro trimestre, com margem líquida de 34,6%. No terceiro trimestre, a companhia vendeu R$ 148 milhões e lançou apenas R$ 52 milhões, o que indica um volume de venda de estoques de quase R$ 98 milhões. A receita líquida cresceu 54,5%, para R$ 382,6 milhões.A estreia no Minha Casa, Minha Vida foi feita com um empreendimento em Mogi das Cruzes, com 960 unidades na faixa de R$ 90 mil. A empresa já lançou e vendeu quase metade do empreendimento, cujo valor geral de vendas é de R$ 88 milhões. "Queríamos entender como funciona esse segmento, como lidar com a Caixa Econômica Federal e com esse público, como são as margens", diz Emílio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec. "Estamos tendo boa rentabilidade, mas não vale a pena voltar toda a empresa para esse segmento." A empresa também lançou um empreendimento no Sacomã, na capital paulista, com cinco torres no valor de R$ 150 mil. "A mudança no teto do Sistema Financeiro de Habitação de R$ 350 mil para R$ 500 mil foi muito importante para o setor." A maioria dos projetos que a Eztec em fase de aprovação são residenciais de médio padrão, que representa hoje 50% do banco de terrenos da companhia. A incorporadora voltou a comprar terrenos nos últimos três meses: adquiriu quatro na cidade de São Paulo com potencial de construção de quase R$ 200 milhões. Por conta das aquisições de terrenos, o caixa da companhia que era de R$ 177 milhões no segundo trimestre caiu para R$ 166 milhões, no terceiro trimestre. (Valor Online)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Isenção de IPTU para imóveis alagados não sai no prazo legal
EDSON VALENTE
Editor-assistente de Imóveis da Folha de S.Paulo
ROSANGELA DE MOURA
colaboração para a Folha de S.Paulo
Quem tem o imóvel atingido por enchentes e alagamentos em São Paulo pode pedir isenção do pagamento de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) por um ano. Para isso, é preciso recorrer à subprefeitura, que avaliará os danos em casas e condomínios.
Danos em imóveis alagados podem ser ressarcidos na Justiça
Por lei, a relação dos imóveis isentos deve ser publicada na praça de atendimento das subprefeituras até o último dia útil do segundo mês após a enchente. Mas não é o que acontece.
A assessoria de imprensa da Secretaria das Subprefeituras admite que a isenção não é decidida no prazo previsto de dois meses devido à grande quantidade de ocorrências.
A professora Maria Livia Spinello mora na Pompeia (zona oeste) e espera a isenção do imposto desde fevereiro do ano passado. "A água subiu 1,60 m, tudo o que eu tinha no andar de baixo ficou boiando. A única informação do responsável [na subprefeitura] é para eu ficar sossegada que vai sair."
Segundo a subprefeita da Lapa, Soninha Francine, a isenção não saiu por erro administrativo. "Não tem desculpa. A Defesa Civil já fez a vistoria." Ela diz que a desapropriação de casas nessa área foi aprovada, mas emperrou porque alguns imóveis tinham problema com a matrícula no cartório.
EDSON VALENTE
Editor-assistente de Imóveis da Folha de S.Paulo
ROSANGELA DE MOURA
colaboração para a Folha de S.Paulo
Quem tem o imóvel atingido por enchentes e alagamentos em São Paulo pode pedir isenção do pagamento de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) por um ano. Para isso, é preciso recorrer à subprefeitura, que avaliará os danos em casas e condomínios.
Danos em imóveis alagados podem ser ressarcidos na Justiça
Por lei, a relação dos imóveis isentos deve ser publicada na praça de atendimento das subprefeituras até o último dia útil do segundo mês após a enchente. Mas não é o que acontece.
A assessoria de imprensa da Secretaria das Subprefeituras admite que a isenção não é decidida no prazo previsto de dois meses devido à grande quantidade de ocorrências.
A professora Maria Livia Spinello mora na Pompeia (zona oeste) e espera a isenção do imposto desde fevereiro do ano passado. "A água subiu 1,60 m, tudo o que eu tinha no andar de baixo ficou boiando. A única informação do responsável [na subprefeitura] é para eu ficar sossegada que vai sair."
Segundo a subprefeita da Lapa, Soninha Francine, a isenção não saiu por erro administrativo. "Não tem desculpa. A Defesa Civil já fez a vistoria." Ela diz que a desapropriação de casas nessa área foi aprovada, mas emperrou porque alguns imóveis tinham problema com a matrícula no cartório.
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Esse blog é destinado, à todos que apreciam a informação, como fonte de cultura e entretenimento.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.
Desde os primordios das mais primitivas civilizações, o homen sempre se organizou em grupos. Considerou indispensável e necessário os avanços da urbanização, para facilitar e organizar o convivio dessa sociedade em crescente evolução ,bastando lembrar que o bem imovel é o combustivel indispensável e essencial a preservação e desenvolvimento da vida.